
Ana Margarida Craveiro: «Alvaro Uribe, presidente da Colômbia, falhou o teste decisivo da democracia. Apesar das suas altíssimas taxas de aprovação, estava limitado a dois mandatos seguidos. Depois, poderia prosseguir a sua carreira política, mas de outra maneira. Não resistiu à tentação do poder.»
Ana Vidal: «O que será que vai na cabeça de Leonor Coutinho? Como será que ela nos quer pôr a amar melhor do que até aqui? E porque achará a senhora que em Cascais se ama pouco, ou mal? Tenho pena de já não votar em Cascais. Juro que lhe daria o meu voto, só para ver este enigma resolvido.»
João Carvalho: «Não lhe fixei o nome até chegar aqui (e não tenciono voltar atrás), mas a memória do computador deixou-me fixar que o texto é este. Do autor só presumo que é o humorista de serviço do Simplex. Confirma-se aquilo que quase toda a gente sabe: fazer humor não é para qualquer um. Mais triste ainda é quando o próprio não o sabe.»
Jorge Assunção: «Dois dos arguidos do processo Freeport revelaram à TVI que há um outro primo de José Sócrates envolvido no negócio. O primeiro-ministro é, obviamente, um tipo com muito azar na família que lhe calhou na rifa. Entretanto, a pergunta que se coloca é: dia 11, 18 e 25 de Setembro, a TVI vai continuar a dar seguimento à investigação sobre o Freeport ou o caso voltará a desaparecer da agenda mediática?»
Sérgio de Almeida Correia: «Se Cavaco Silva tivesse imaginado no que a TVI ia dar estou certo de que nunca teria atribuído o canal à Igreja nas condições em que o fez, prejudicando por mero complexo, atavismo e preconceito o grupo representado por Daniel Proença de Carvalho. A TVI continua a pagar pela forma como o seu parto teve lugar. O que nasce torto, tarde ou nunca se endireita. O povo lá sabe porquê.»
Eu: «Acabo de ouvir João de Deus Pinheiro, cabeça de lista do PSD por Braga e personalidade da máxima confiança de Manuela Ferreira Leite, reiterar a defesa de um governo de bloco central – a que chama governo de “emergência nacional” – num debate que decorre na RTP N. Cada vez me convenço mais que no próximo dia 27 o PSD se arrisca a ter uma assombrosa vitória de Pirro nas urnas. Sem ideias, sem projecto, sem fôlego nem convicção para levar uma legislatura até ao fim, piscando o olho ao PS para um equívoco casamento de conveniência. O pântano ameaça regressar em todo o seu esplendor.»
