
Ana Vidal: «”Linhas de Wellington” é um belo filme, com muitas razões para deixar orgulhosa a cinematografia nacional: excelentes actores em papéis marcantes (ainda que curtos, na maioria dos casos), excelentes a fotografia, o guarda-roupa e a banda sonora, e ainda um momento da nossa História que nos toca particularmente. É o retrato, cru e sem artifícios, de um país esventrado, saqueado e exangue.»
João Campos: «Para a posteridade Sampaio legou não só uma série de discursos indecifráveis e a prestidigitação política acima referida, mas também a famosa frase “há vida para além do défice”. Pois há – o problema é que essa vida é, passe a expressão, uma bela merda.»
José Navarro de Andrade: «Infelizmente café requentado perde o sabor.»
Patrícia Reis: «Miguel Relvas, leio eu, diz que quem está no Governo tem de estar preparado para sair no dia seguinte. Acho bem. Ficam-lhe bem sentimentos desta índole.»
Eu: «A Portugal, felizmente, ainda não chegou a moda de tratar os políticos pelo diminutivo. Caso contrário teríamos por exemplo um ministro conhecido por Vitinho Gaspar, o líder parlamentar do PCP só responderia quando lhe chamassem Dino Soares e o titular do Palácio de Belém promulgaria diplomas com o nome nada austero de Ani Cavaco Silva. De momento, esta praga parece longe dos nossos hábitos. Mas não nos iludamos: também há-de cá chegar, como todas as outras modas que têm sido importadas dos States.»
