DELITO há dez anos


Pedro Correia,

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Adolfo Mesquita Nunes: «Descubro que a morte não é, afinal, a única irreversibilidade que podemos conhecer. E há algo de muito forte e inaugural nesta descoberta. Como se só agora começasse a idade adulta. E talvez comece mesmo.»

 

André Couto: «Onde andam, agora, os professores? Onde param pujantes cordas vocais de Mário Nogueira?»

 

José António Abreu: «Fala em egoísmo o Presidente da República Portuguesa, no meio de um apelo ao BCE para que ignore as opiniões dos recalcitrantes e avance para decisões por maioria. Tão fácil, dispor do dinheiro alheio. Mas talvez Cavaco venha a obter mais do que deseja. Talvez um destes dias constate, e todos nós com ele, que a maioria pró-intervenção no BCE se transformou em unanimidade. Acontecerá logo após a Finlândia, a Alemanha, a Holanda, a Áustria, o Luxemburgo – enfim, os “minoritários” – abandonarem o euro. O que, no fundo, constituirá um alívio: quem gosta da companhia de egoístas?»

 

Luís Menezes Leitão: «É também um sonho de Verão o Governo contar com alguma compreensão da troika, devido à sua pretensa imagem de bom aluno. Os bons alunos não são aqueles que se esforçam arduamente sem conseguirem atingir os resultados propostos. São aqueles que atingem efectivamente esses resultados. Agora que é o tempo do regresso às aulas, era bom que o Governo se deixasse de sonhos de Verão e preparasse de vez o país para o pesadelo outonal que aí vem..»

 

Rui Rocha: «Tendo em conta que o salário médio na Alemanha rondará os 3.500€ mensais e que 400€ do minijob representam, portanto, pouco mais de 10% do salário médio alemão, qual seria o valor a pagar pelo minijob em Portugal: os mesmos 400€ ou, num raciocínio de proporcionalidade relativamente à realidade alemã, cerca de 10% do salário médio português? É que se a resposta for a primeira, minijobs já cá nós temos, com cerca de 500.000 trabalhadores mais ou menos indiferenciados a receberem o salário mínimo (já isentos de IRS, embora sujeitos a contribuição para a Segurança Social).»

 

Teresa Ribeiro: «Soube agora que só por morte podemos rescindir os contratos de fidelização por dois anos que celebramos com as operadoras de telecomunicações para instalação de telefone, internet e cabo em casa. Mesmo em caso de ausência forçada por período indeterminado, por motivo de doença ou de trabalho, não é possível pedir a cessação do serviço.»

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