DELITO há dez anos


Pedro Correia,

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Ana Margarida Craveiro: «O Estado reconhece as crianças como cidadãos mas, muitas vezes, ignora a sua existência ou considera-as como uma percentagem variável. Esse equívoco deve ser corrigido. Essa injustiça tem de ser reparada. A capitação dos rendimentos familiares para efeitos fiscais e de acesso aos serviços sociais deve ser a regra. Para os pais um filho vale tudo. Para o Estado um filho deve valer um.»

 

Ana Vidal: «O genial Quino faz hoje 80 anos.»

 

André Couto: «De mansinho o Governo de Portugal, como esta gente gosta de se chamar, aprovou a semana passada a mais perniciosa, mesquinha e cruel medida do seu curto consulado.»

 

Helena Sacadura Cabral: «Os que me lêem sabem a importância que para mim tem a família. E o orgulho que tenho no nome que o meu Pai me legou. A caricatura acima, reproduzindo o meu tio com Gago Coutinho, faz parte de um conjunto com que o cartoonista António embelezou, pela primeira vez, as paredes de uma estação de metro.»

 

João Carvalho: «No que respeita a Helena Roseta, o tempo útil parece interessar pouco. Segundo ela, Miguel Relvas teria assumido uma atitude inaceitável em 2003. Vai daí, conta a sua história publicamente em 2012. A noção de timing da ex-bastonária da Ordem dos Arquitectos é, no mínimo, estranha. Mas não é só a noção de timing: o que ela diz ser inaceitável não foi o bastante para a fazer abrir a boca na altura certa; mas agora, nove anos depois do suposto episódio, quando o caso só serve para denegrir o adversário, já Helena Roseta acha bem vir a público pôr a boca no trombone.»

 

Leonor Barros: «Fiquei cheia de pena do Dias Loureiro. Trabalhar para sustentar as farpelas femininas deve ser muito difícil. Vida dura, a de alguns dos nossos políticos. Sabe-se lá a fominha que terá passado por uns Louboutin.»

 

Rui Rocha: «O bispo das Forças Armadas tem um problema de continência.»

 

Eu: «Em nome da necessidade de conceder equidade de tratamento às diversas confissões religiosas, garantia decorrente do artigo 13.º da Constituição da República, não deveria a hierarquia militar incluir igualmente nas fileiras castrenses, talvez também com o posto de major-general e respectivo “suplemento de condição militar”, um rabino, um imã, um bonzo e um xamã?»

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