DELITO há dez anos


Pedro Correia,

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José António Abreu: «Esta série vai passar a ter duas fotos por semana – ao sábado, uma não publicada antes; à quarta-feira, uma das duzentas e tal surgidas anteriormente no meu blogue. A de hoje serve para assinalar os 124 anos do nascimento de Pessoa.»

 

Patrícia Reis: «Este é o último volume do Diário do Micas. Hoje tive o privilégio de estar com um grupo de miúdos – MARAVILHOSOS – na Casa Fernando Pessoa. O serviço educativo inventou um mistério a propósito do livro e eu tive direito a beijinhos. Foi bom.»

 

Rui Rocha: «Jogar com um falso ponta-de-lança não é o mesmo que jogar com um ponta-de-lança falso. Um falso 9  não é um ponta-de-lança, é certo. Mas é, veja-se o caso de Fabregas na selecção de Espanha, outra coisa qualquer. Extremo, armador de jogo, trinco, o que quiserem. É um pouco como ter 5 euros e escolher entre comprar laranjas ou maçãs. A opção é discutível. Em qualquer caso, de uma maneira ou de outra, há sempre o que comer. Isto é, o falso 9 não joga na posição de ponta-de-lança. Mas joga. Ainda que noutra posição. E por isso a equipa apresenta-se, efectivamente, com 11 jogadores. No caso do ponta-de-lança falso a coisa é diferente. O 9 falso joga realmente no lugar de ponta-de-lança. Só que, realisticamente, não joga nada. Apostar no 9 falso é como ter os mesmos 5 euros disponíveis e não comprar laranjas, nem maçãs. Nem nada. Pior.»

 

Eu: «Um Acordo Ortográfico que pretendia “unificar a ortografia” consagra afinal… três ortografias. A brasileira, a portuguesa e a que se mantém em Angola, o maior país da África lusófona. Já havia diferenças de pronúncia, de vocabulário e de sintaxe entre os lusofalantes. Passa a haver agora ainda mais diferenças na grafia, o que diz muito sobre o mérito das luminárias que deram à luz este “acordo”.»

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