DELITO há dez anos


Pedro Correia,

21523202_SMAuI.jpeg

 

José António Abreu: «Um homem sempre precisou de um currículo de experiências sexuais. E quanto mais preenchido estivesse, melhor. Por seu lado, até há poucas décadas as mulheres enfrentavam uma situação bastante diferente. Sexo com poucos homens era fundamental, sexo com muitos (sendo «muitos» um termo tão relativo que podia – e em alguns recantos deste belo planeta ainda pode – começar em um) transformava-as em meretrizes (que é uma maneira suave de dizer «putas»). Hoje, não sendo já estranho que uma mulher possua um historial de parceiros sexuais, ainda não é exactamente bem visto que ele seja demasiado longo.»

 

José Navarro de Andrade: «É altura de rever La Règle du Jeu de Jean Renoir. Parece impossível, mas aprende-se muito com o passado. O filme foi estreado em 1939, o ano que hoje sabemos ter sido aquele em que a Europa morreu para o mundo e talvez por isso, pela desvairada ilusão em que todos viviam, literalmente todos, dos comunistas aos fascistas com tudo o que havia pelo meio, suscitou a execração geral.»

 

Laura Ramos: «Carlos Mota Pinto foi acima de tudo um homem destemido e de consensos. Um trabalhador infatigável e enérgico que acreditou em Portugal e dele teve uma visão maior e construtiva. Um não desistente que desprezou jogadas e desconcertou os carreiristas – os de dentro e os de fora do PSD. Os mesmos que lhe iam, aos poucos, fazendo perder a paciência. Esses mesmos, sim, que deixaram semente e se multiplicaram desde então.»

 

Leonor Barros: «Quanto a decência e respeito pelos portugueses já tive oportunidade de me manifestar antes. Resta saber quem são os papalvos que continuam a ser roubados com a desculpa de que não há dinheiro e tal e resta saber qual é a próxima excepção. Aceitam-se apostas. Podem começar pelo próprio governo. Depois de tudo o que tenho visto nada me surpreenderá mas continuará a indignar-me. Merecíamos mais. Merecíamos melhor.»

 

Luís M. Jorge: «Tó Zé Seguro venceu em França, e Francisco Louçã obteve um excelente resultado na Grécia.»

 

Patrícia Reis: «As coisas pequenas são aquelas que importam, garantem-me pessoas mais espertas do que eu. As coisas pequenas podem ser gestos ou palavras.»

 

Rui Rocha: «No fundo, Tó Zé Seguro é apenas mais um português que se vê obrigado a ultrapassar as fronteiras para encontrar o sucesso que lhe tem sido negado dentro de portas.»

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *