
João Carvalho: «Não devem esquecer-se de que seria muito mais conveniente para nós que a economia espanhola crescesse, porque vivemos numa gritante dependência dos nossos vizinhos; ainda por cima, são eles que nos ficam com grande fatia das nossas débeis exportações. Pode o PS continuar a esfregar as mãos de contente com essa noticiazinha. Pode, mas não devia, pois não se entende que tamanha miopia seja motivo para tanta alegria.»
Sérgio de Almeida Correia: «Fiquei a saber pela TSF que as Finanças continuam a exigir atestados de incapacidade a quem já tem a desventura de ter uma incapacidade permanente conhecida do próprio fisco, e que devido a tal exigência os pedidos de juntas médicas estão a entupir os serviços. Que os critérios variam de repartição para repartição já todos sabíamos e é normal neste país de mangas-de-alpaca. Mas que haja incapacidades permanentes que necessitam de ser reavaliadas de tempos a tempos parece-me aberrante.»
Eu: «Muitos dirigentes comunistas falam recorrendo a fórmulas pré-estabelecidas, com um jargão tribal que só eles descodificam. São raros os que assumem um discurso na primeira pessoa do singular, sem se refugiarem no pronome “nós”, meio ideal de transferência de responsabilidades para a massa informe do “colectivo partidário”. Honório Novo é uma das raras excepções a esta regra. Fala de modo que todos entendem, com um discurso inteligível e acutilante, sem perder a elegância formal.»
