
Ana Vidal: «Aproveitando ao máximo a onda de fama que My Sweet Lord e a guerra legal tinham gerado, os Chiffons decidiram gravar a sua própria versão da canção e conheceram, assim, um grau de notoriedade que nunca tinham atingido com a canção anterior. E, num curioso volte face desta autêntica novela, mais tarde foi George Harrison quem fechou o círculo, gravando He’s So Fine após ter comprado finalmente os direitos de ambas as canções.»
Bandeira: «Chega uma altura na vida em que, à questão “Se pudesse levar apenas uma coisa para uma ilha deserta, o que escolheria?”, a gente responde “Os meus comprimidos”.»
Ivone Mendes da Silva: «Do amor e da morte, penso que nunca saberemos coisa alguma que valha a pena, ou sabê-lo-emos a benefício de inventário, quando já for tarde. Felizmente, a literatura traz-nos essa companhia especular onde nos reconhecemos e com a qual aprendemos a falar, titubeantes ainda, do amor e da morte.»
João Carvalho: «Em ambos os lados do Atlântico, dois Presidentes tentam a todo o custo ser reeleitos para novo mandato. Com eles, as respectivas Primeiras Damas colaboram activamente na divulgação das qualidades dos seus maridos. Qualidades, sim. Lá porque o standard em Whashington é diferente do padrão em Paris, há coisas que só por existirem já são qualidades. Podem é variar de grau ou ter nota diferente.»
Teresa Ribeiro: «Paz, pão, povo e… (povo é uma palavra tão esquerdalha! Não haverá para aí um eufemismo bom para povo? E já agora pão… eheh. Não vou dizer a piadinha do brioche, mas falar de pão numa altura destas é capaz de ser provocatório) liberdade. Quanto a liberdade, nada a dizer. Temos liberdade para usufruir de tudo isto, ou então emigrar. Já no que respeita à paz, logo se vê.»
Eu: «Os filmes com genéricos concebidos por Saul Bass, aqui reunidos em vídeo. Obras de arte, sem qualquer dúvida. Como o livro Saul Bass: A Life in Film & Design deixou bem evidente aos cinéfilos de todas as gerações.»
