DELITO há dez anos


Pedro Correia,

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Ana Vidal: «Era uma vez um príncipe tão feio e tão triste, que foram precisos muitos séculos até que uma rã especialmente generosa o beijasse. Liberto enfim do terrível feitiço da realeza, voltou à sua verde e reluzente condição de sapo, casou com ela e foram felizes para sempre no sapal mais próximo.»

 

Ivone Mendes da Silva: «A estabilidade que Cosme sonhara para os filhos desvanece-se. O casamento de Francisco com Joana de Áustria e o longo romance com Branca Capello; o assassínio da linda Isabel pelo marido, Paulo dos Orsini; o desequilíbrio emocional de Pedro que estrangula, com uma trela de cão, Eleonora Garcia, a prima com quem casara, não eram, decerto, as aspirações de Cosme. Só Fernando conseguirá dar a Florença e à Toscânia alguma da tranquilidade a que o pai aspirara.»

 

José António Abreu: «Houve um tempo em que o aparecimento da bolinha vermelha no canto do ecrã do televisor suscitava perturbação e expectativa.»

 

José Navarro de Andrade: «Não houve primavera como a de Odilon Redon, não há primavera como a de Ann Craven. Cada um no príncipio do seu século, ambos desconformes à norma do seu tempo.»

 

Patrícia Reis: «A versão portuguesa era melhor, mas o conceito é este. Funciona? Sim, é como a coisa da abadia. Não entenderam? Fica para a semana.»

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