DELITO há dez anos


Pedro Correia,

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Adolfo Mesquita Nunes: «De um ponto de vista literário, a felicidade não é o mais interessante dos estados. A não ser, claro está, se dela duvidarmos e a quisermos desmascarar, o que já nos afasta da própria. Mas o mesmo não pode dizer-se das pessoas felizes, que as há literatura fora, e que gosto de perseguir. Não é contradição: as pessoas felizes não vivem em felicidade.» 

 

Helena Sacadura Cabral: «Confesso que não aprecio ter um dia dedicado ao meu género. Mas não deixo de compreender o que devo a todas aquelas que nele estão simbolizadas.»

 

João Carvalho: «Além do suposto leitor AJF que a notícia, «logo por azar, tirou da modorra (…) às 5 e 43 da manhã», o provedor é inspirado ainda por um tal MH e por um MG e sente-se, por isso, obrigado a tentar explicar que os leitores citados (!) se identificaram perante ele «de modo suficiente, não podendo ser considerados anónimos». Claro que podem e devem ser considerados anónimos, porque é assim que eles caem no artigo do provedor como mosca na sopa.»

 

José Navarro de Andrade: «É fácil fazer chacota com a vida parlamentar. Aqui ou em qualquer outro país, desde as “Farpas” de Ramalho Ortigão ou as crónicas do “Punch”, até aos nossos dias com imagens de Taiwan. O regimento, o protocolo do combate político, a configuração retórica, tudo isto segue uns preceitos que ao cidadão leigo parecem inócuos ou ociosos – ou seja, suspeitos. Sempre foi assim e por isso a democracia tem a fragilidade de uma borboleta e o parlamento a reputação de uma hiena.»

 

Luís Menezes Leitão: «A Europa anda presentemente à deriva.»

 

Teresa Ribeiro: «O teu mutismo poupa-nos imensas discussões. Desentendemo-nos às mil maravilhas.»

 

Eu: «De Homs, cidade-mártir, continuam a chegar dramáticos testemunhos sobre a acção homicida dos esbirros de Bachar el-Assad, o ditador sírio que não hesita em utilizar os mais repugnantes meios para atingir o seu fim: perpetuar-se no poder até à morte, como sucedeu ao pai, Hafez Assad. O filho limita-se a seguir o lamentável exemplo paterno: Hafez (1930-2000) foi o caudillo da Síria durante três décadas e autor moral do massacre de Hama, em 1982, justamente lembrado no portal da Amnistia Internacional. Há 30 anos, tal como acontece hoje, o regime esmagava todos quantos reclamavam liberdade, direitos humanos e justiça social.»

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