
Adolfo Mesquita Nunes: «Seguindo Hayek e não Keynes, [Margaret] Thatcher retirou o país da decadência e tornou a economia inglesa numa das mais poderosas do Mundo: derrotou a inflação, transformou os tecidos industrial e empresarial, elevou substancialmente o nível de vida, reduziu a opressiva carga fiscal e criou um novo modelo económico (que nem Blair repudiou) favorável à geração de novos empregos e à mobilidade social.»
Ivone Mendes da Silva: «Desde que o vi em Body Heat, William Hurt passou a ser o corpo do cinema e pela humidade nos ombros dele passei a aferir todos os outros. A nudez de Ned Racine é coisa para acender profundas questões teológicas e pôr qualquer ateia a murmurar, sem saber como, Credo in unum Deum, patrem omnipotentem… Resta-me agora ver, em 3 fois 20 ans (Julie Gravas, 2011), se as costas molhadas de William Hurt ainda retêm algumas gotas de água sombria. E, daí, talvez seja o que menos importa: o corpo de um homem, e o que dele decorre, é, como se sabe, cosa mentale.»
João Carvalho: «Eduardo Catroga declarou publicamente que a Troika é que devia tomar a iniciativa de encarar um reajustamento da ajuda a Portugal. Catroga é capaz de ter razão, mas não deve esquecer-se de que “pela boca morre o peixe”. Isto é: não seria garantido que a Troika não começasse a reavaliação da situação nacional pelo próprio Catroga.»
Leonor Barros: «Enquanto Atenas arde, os canais portugueses oscilam entre um talk show, a crise no Sporting e uma entrevista/conversa.»
Eu: «Não tenho, naturalmente, uma palavra a retirar ao que escrevi faz agora um ano sobre a revolução egípcia. Ficam alguns excertos, para avivar memórias.»
