DELITO há dez anos


Pedro Correia,

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Ana Cláudia Vicente: «Ando arredia e desatenta: não sabia do novo (colectivo?) Malomil, nem que o João Pedro George – ao contrário do que há dias disse – ainda andava na bloga. Já viram este post em forma de carolo? Tau.»

 

João Carvalho: «Sempre que ouço António José Seguro a perorar, fico com a sensação de déjà vu. Ele abre a boca e até já adivinho mais ou menos o que vai sair dali. São sempre as mesmas ideias (ou as mesmas faltas de ideias), naquele tom pouco firme e com a débil convicção de quem está metido no enorme molho de bróculos em que José Sócrates meteu o PS.»

 

José Navarro de Andrade: «O planeta do jazz todo, das ruas de Nova Orleans do princípio do século XX, até às caves de Nova Iorque dos anos 50. E Chicago, todas as Chicagos, a dos anos da lei seca e a dos anos 70 da vanguarda. E Detroit do jazz robusto de colarinho azul, e Kansas City dos anos 30, nas margens do Missouri, das grandes orquestras de Count Basie e St. Louis, quando o jazz subiu pelo Mississippi acima. E o jazz ao sol da Califórnia, preguiçoso e cool. Tudo, até jazz europeu de Paris a Copenhaga e por onde mais ele passou e ficou.»

 

Luís Menezes Leitão: «Logo na sua primeira comunicação ao país Vítor Gaspar fez o que não podia fazer: lançou um imposto extraordinário em vez de adoptar uma política de controlo da despesa. E no orçamento seguinte transformou o corte de despesa em corte de salários, o que não passa de um imposto sobre salários, que obviamente vai gerar menos consumo e mais recessão.»

 

Rui Rocha: «Sem pôr em causa o mérito académico (teórico, portanto) de Paul Krugman, convém não esquecer que os textos que publica no seu blog ou nos jornais são, antes de mais, colunas bem escritas de opinião política. E que essa opinião tem uma posição marcada quer no âmbito da discussão das opções internas americanas, quer quanto às relações entre os EUA e a Europa (e o dólar e o euro). Depois, importa perceber que aquilo que Krugman defende, bem ou mal, é uma solução geral cuja viabillidade só pode ser aferida perante situações concretas. Ora, os estímulos que preconiza dependem de eléctrodos. Que são, no caso, aquilo com que se compra os melões. Coisa que manifestamente nós não temos.»

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