DELITO há cinco anos


Pedro Correia,

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Cristina Torrão: «Nunca me tinha ocupado do assunto e confesso que não sabia que um assassinato prescreve ao fim de quinze anos. O que são quinze anos? Nada!»

 

Paulo Sousa: «Daquele tempo, foi-se o crescimento económico, mas o nepotismo ficou. E as risadas causadas pela história dos infantes fidalgos de então foram agora substituídas por um simples encolher de ombros. E tudo isto com o rótulo de Modernização.»

 

Eu: «As palavras são importantes, mas o ser humano revela-se sobretudo nos actos – e nenhum é tão decisivo como o comportamento em situações de risco. Esta é uma das lições que extraímos d’ A Esperança, romance redigido com a urgência de um manifesto por um militante comunista que viria a renegar o partido na sequência do pacto entre Hitler e Estaline, distinguiu-se como activista na Resistência francesa aos nazis e seria durante dez anos (1959-1969) ministro da Cultura e cúmplice político de Charles de Gaulle, um Presidente católico e conservador. Agindo como homem de pensamento e reflectindo como homem de acção.»

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