No dia que assinei o meu primeiro contrato de trabalho, num gabinete da Direcção dos Recursos Humanos do Banco Nacional Ultramarino na Av. 5 de Outubro, tinha por companhia dois jovens igualmente iniciados.
Não os tinha conhecido nos chamados testes psicotécnicos, nem nas simulações de venda a que tinha sido sujeito, mas na primeira oportunidade sorrimos uns para os outros. Íamos todos para o mesmo e se os novos ciclos se iniciam em breves momentos, aquele era um desses breves momentos. Algo de novo e de positivo se iria iniciar. Lembro-me da roupa que levava, e do que fiz depois de ter saído daquele edifício em jeito de guitarra. Lembro-me também que quando alguém entrou na sala com os contratos, nos ter explicado que apesar de termos sido admitidos para a mesma função, eles tinham entrado em vagas para filhos de funcionários, e eu não. Tinham-me feito passar por aqueles quase jogos-sem-fronteiras, de discussões simuladas, de páginas e páginas de cruzinhas e ainda de uma bateria de perguntas feitas por uma psicóloga de decote arreganhado, tudo isso, enquanto aqueles sujeitos tinham avançado num curro especial. Estava sorridente e senti que a maior parte do meu sorriso era interior.
Importa dizer que naquele tempo um balcão de um banco como o BNU podia ter doze, treze ou mais funcionários, as máquinas de escrever eram omnipresentes e, no nosso caso, existiam três terminais informáticos. Estes equipamentos não tinham disco rígido e por isso precisavam de duas drives para floppy disc, uma para um disco de arranque e outra de trabalho. Um dos terminais nunca se podia desligar, pois estava sempre ligado ao mostruário da taxas de câmbio visíveis no exterior. O telex tinha sido retirado há pouco tempo e era o fax que encantava os proto-gigs da tecnologia.
A banca privada estava em franca expansão e todos os anos apresentava lucros obscenos, ao ponto do então embrionário BE (talvez ainda fosse apenas o PSR) espumar de cada vez que os resultados eram divulgados. Mais recentemente continuam a espumar mas sempre que se comentam os seus prejuízos. Lembrando as muito conhecidas experiências de Pavlov, acho que essa malta espuma sempre que ouve falar na banca em geral.
Poucos dias depois de assinar o referido contrato, comecei a trabalhar num balcão lisboeta da referida instituição. Na primeira pausa de almoço do primeiro dia de trabalho, tive a companhia de três colegas. Tínhamos todos mais ou menos a mesma idade e éramos os mais novos do balcão. A meio da refeição, e depois de entender que apontar defeitos ao nosso empregador era um tema querido a todos, contei que quando tinha assinado o contrato estavam lá mais dois maçaricos como eu, que tinham, imaginem só, entrado no banco em vagas para filhos de funcionários. Normalmente ao contar isto arrancava uma gargalhada na mesa, mas desta vez apenas deixei uma colega com as sobrancelhas muito levantadas e com um ar divertido, enquanto que os restantes dois comensais baixaram os olhos e transferiram o empenho da conversa para a limpeza do prato.
No regresso ao trabalho, depois de uma cotovelada acompanhada por uma gargalhada sussurrada, fiquei a saber que metade dos elementos que tinham almoçado naquela mesa tinham sido contratados no contingente dos infantes fidalgos.
O detalhe de existirem no banco vagas para filhos de funcionários andou comigo no bolso durante algum tempo. Sempre que havia oportunidade ou necessidade disso, libertava aquela história e a risada era garantida.
Estávamos no início dos anos 90. O crescimento económico parecia algo natural e isso levar-nos-ia a uma vida bem melhor do que aquela em que tínhamos crescido. Tropeçar em práticas assumidamente nepotistas daquele nível era comparável a encontrar uma pintura rupestre no vale do Côa e também um indicador de quão serôdias eram as práticas de gestão do Banco Nacional Ultramarino, banco que já lá está.
Lembrei-me de tudo isto ontem quando soube que o nosso governo irá abrir uma residência de estudantes exclusiva para filhos de funcionários públicos. A ministra da chamada modernização, antecipando as perguntas difíceis, avançou dizendo que se trata de uma medida que obedece a princípios da acção social e que se destina a alunos que tenham de estar deslocados da sua área de residência.
Eu olho para tudo isto e acho que estamos cada vez mais na mesma. Fico sem vontade, nem energia, para ir à procura de dados rigorosos que permitam a comparação dos rendimentos médios dos funcionários públicos e dos privados em funções comparáveis. Nem procuro saber quanto foi ou será investido neste espaço, nem em comparar esse valor com o das bolsas de acção escolar atribuídas em diferentes regiões do país. Nem quero lembrar o exemplo dado ao país pelos seus deputados no que respeita ao rigor da morada declarada. Nem que daquele tempo, foi-se o crescimento económico, mas o nepotismo ficou. E que as risadas causadas pela história dos infantes fidalgos de então, foram agora substituídas por um simples encolher de ombros. E tudo isto com o rótulo de Modernização.

Estou a pensar no nepotismo que refere e ainda existe. Quando meu filho foi receber o prémio por ter concluído o secundário com média superior à que o Banco considerava meritória, na reunião inicial, foi dito àquela dezena de jovens que teriam emprego mal tirassem oa seus cursos, o banco precisava deles e bla, bla, bla. Mas, na sua vez, quando meu filho declinou o curso que frequentava, o então presidente/director não conseguiu disfarçar e não lhe ouvi que os procurasse depois, como dissera a todos os outros com um sorriso rasgado. Portanto, o dito nepotismo existe talvez sempre. E penso nos filhos de funcionários de escolas, os auxiliares por exemplo, que não vão além do ordenado mínimo. Dos que conheço, não chegam aos dedos de uma mão os filhos que conseguiram entrar no ensino superior. Se a residência a construir os puder ajudar, bendita seja (se bem que, do que sei os filhos dos militares têm uma residência assim e quem a preenche são, indiferenciadamente, os que vêm de outras cidades e poderiam muito bem pagar estadia). Mas, podendo haver ajudas a todos os que têm vontade, inteligência e gosto num curso superior…seria ouro sobre azul.
Bom dia.
A pobreza mata mais que a desigualdade. Mas desigualdade produzida por lei… é boa para alimentar divisões dentro da sociedade, divisões essas que são politicamente agregadoras, e por isso politicamente interessantes.
Neste caso da residência universitária para filhos de funcionários públicos não há nepotismo nenhum. Há, simplesmente, um patrão que decide oferecer aos seus trabalhadores um benefício não-salarial. Da mesma forma que muitos patrões oferecem a alguns dos seus trabalhadores automóveis, gasolina, cartão de crédito, ou um seguro de saúde. Qualquer patrão privado (de uma grande empresa) pode, se o quiser, oferecer o mesmo benefício (um lugar numa residência numa cidade universitária) aos filhos dos seus trabalhadores. É tão-somente isso. Um benefício não-salarial.
Seria como diz se o estado não se financiasse com o dinheiro de todos os contribuintes. Se o estado tivesse, tal como as empresas, de gerir o custo benefício de atribuir regalias aos seus empregados, eu não teria nada contra. Agora uma vez que quando faz uma má gestão dos recursos disponíveis, ao invés de ir à falência, o estado aumenta os impostos (ou a dívida) este tipo de regalia é no mínimo indecente. Assim como a ADSE. O estado não é um empregador qualquer sujeito às regras do mercado.
O estado não é um empregador qualquer sujeito às regras do mercado.
É sim. O Estado compete no mercado pelos trabalhadores com as empresas privadas. Um médico pode ir trabalhar para um hospital privado ou para um público. Um educador de infância pode ir trabalhar para uma creche privada ou para uma pública. Um piloto de aviões pode ir trabalhar para a Força Aérea ou para uma empresa de aviação privada. Em muitas profissões, atualmente, as pessoas afastam-se de trabalhar para o Estado porque este paga mal.
Seria como diz se o estado não se financiasse com o dinheiro de todos os contribuintes.
Utilizando este argumento poder-se-ia defender que o Estado deveria pagar o salário mínimo a todos os seus trabalhadores. Basicamente, quanto menos o Estado pagasse, melhor seria, porque menos dinheiro sairia do bolso dos contribuintes. A consequência da aplicação de tal argumento seria que os trabalhadores do Estado seriam poucos ou inexistentes, e muito maus.
“…que o Estado deveria pagar o salário mínimo a todos os seus trabalhadores.”
Balio, hoje parece que estou a implicar consigo, mas não. Acontece que normalmente é bastante perspicaz pelo que me surpreende este tipo de comentários vindos da sua parte.
Esse argumento seria válido para as empresas também. No entanto, quem quer sobreviver no privado tem de ser competitivo, ou então vai à falência. Portanto existe um tradeoff entre o que a empresa paga ao trabalhador e a sua competitividade. Compensa mais ter um trabalhador que seja eficiente e competente (e ganhe mais) que dois trabalhadores incompetentes com o salário mínimo.
O Estado não está interessado em ser eficiente e competitivo, não tem quaisquer incentivos para isso. Interessa-lhe criar clientela e satisfazer a que já tem. Muitos trabalhadores do estado não têm qualquer competência para as funções que exercem e nunca teriam lugar no privado (excepto se fossem familiares da administração). Muitos administrativos por exemplo. Encontra-se pessoas com as mais incríveis habilitações a fazer gestão e contabilidade. Os professores colocados anualmente nas escolas publicas são muitas vezes mais competentes que a maior parte dos professores dos quadro, e no final do ano não ficam na escola. Nas universidades fazem os concursos com a fotografia do doutorando do prof. X ou Y de acordo com as vagas acordadas pelos departamentos. Não, não há qualquer preocupação com a competitividade das instituições. Os fundos acabam sempre por chegar de uma forma ou de outra através do orçamento de estado. Por isso não se pode comparar o Estado com uma empresa (uma empresa verdadeira, não daquelas que vivem encostadas ao Estado).
Então, já ninguém desconta para a ADSE?
Grandes notícias!
Os liberais de direita cá em Portugal fingem sempre ignorar que a ADSE é paga pelos seus beneficiários. Não é um benefício que o Estado lhes dá, é algo que eles pagam do seu bolso. E se querem (não são obrigados).
Depois propõem alargar a ADSE a toda a população, mas não dizem quanto é que a população teria que pagar para a ter.
É vê-los, os beneficiários da ADSE, a sair porque “é algo que pagam do seu bolso”. Ninguém diria que não são obrigados…
A população que o quisesse teria que pagar 3.5%, é óbvio.
Porque para ter um seguro privado equivalente a pessoa que ganha na ordem dos 3500€ paga cerca de 3.5% mas a que ganha 1000€ paga cerca de 12%.
É isto que o excelente Luís Lavoura esconde e eu adoro pois são este tipo de argumentos de FP (como é o seu caso) que abrem a porta a que outras pessoas venham aqui contar o resto da história e, desse modo, informar muita gente que doutra forma ficaria na dúvida.
Se a ADSE fosse um bom negócio para a entidade seguradora porque não estender esse sistema a toda a população que quisesse descontar a mesma percentagem do ordenado? Eu digo-lhe: não se estende porque a percentagem de ordenado não paga o serviço que os beneficiários usufruem.
Vá lá estudar a história da ADSE criada pela “outra senhora” através do Decreto-Lei n.º 45002, de 27 de abril de 1963.
E estude a evolução dos descontos que eram 0.5% desde 1979, há 14 anos passaram para 1.5% e só há 7 anos chegaram aos valores actuais que mesmo assim consta serem insuficientes.
“Alguém” pagava a diferença senão o sistema teria morrido pelo caminho.
PS- Já agora informe-se junto de alguém que tenha um seguro privado equivalente.
Não precisa depois de vir aqui confessar que estava mal informado porque isso já todos sabemos.
Comentando o Anónimo (bem informado) de 30.4.2021
Já que dispõe de tão boas informações, devia explicar o escopo do decreto-lei que criou a ADSE em 1963 e, claro complementar com a informação sobre os salários médios na função pública e no sector privado nesse mesmo ano.
Acrescente à evolução dos descontos, a evolução dos salários comparados e, se não fosse demais, liste empresas nacionais que forneçam aos empregados um seguro privado semelhante à ADSE (é que eu, tenho dois, SAMS e Médis (uma apólice de topo) e na Fundação Champalimaud paguei 250 euros por um exame que os beneficiários da ADSE pagam 0 (zero).
Suponho que “fale” comigo, que foi quem falou no Decreto da “outra senhora”.
Se é o caso, informo-o que a culpa não é sua, pois eu respondi a um comentário do Lavoura e apareceu na Susana V., o que por vezes acontece com a disposição dos comentários aqui, de resto escrevi “informado” e não “informada”, mas isso podia ser erro meu).
O simples facto de eu ter escrito que “”Alguém” pagava a diferença senão o sistema teria morrido pelo caminho” parece-me suficiente para se perceber de que lado estou pois o “Alguém” só podia ser o OE e esses valores existem desde o 1º dia, bem como as listagens de coberturas que, até há alguns anos, eram de estarrecer.
Eu também tenho seguro privado há mais de 30 anos, eu também ando na Champalimaud todos os meses pois minha mulher teve 2 cancros nos últimos 5 anos, eu também gasto fortunas “apesar” do seguro de saúde (não me queixo, é opção minha).
Portanto eu estava a dizer o mesmo que Você.
E estou “bem informado”, demasiado até, obrigado pela “indirecta”, já fui pedir desculpa à Susana V.
Uma boa tarde para si.
Seria nepotismo se o Estado oferecesse lugar numa universidade a um jovem que não demonstrou mérito para obter esse lugar. Da mesma forma que esses empregados do BNU que obtinham o lugar sem terem sido sujeitos aos mesmos testes a que o Paulo Sousa foi.
O beneficiários deste espaço a construir com dinheiros dos contribuintes, terão um mérito distintivo, e que é comum a todos. Veja lá se advinha qual é?
O PS de Costa, que obteve 36% nas últimas legislativas, percebeu que tal percentagem lhe basta para governar cá como se tivesse maioria absoluta. Sabendo disso, limita-se a fidelizar o voto do seu eleitorado natural.
Subscrevo.
Isso já foi assumido mais que uma vez pelo partido do governo. Não surpreende, mas incomoda.
Eu concordaria que argumentassem contra isto segundo uma das seguintes duas linhas:
(1) Os benefícios não-salariais discriminam por entre os trabalhadores. Alguns trabalhadores não têm filhos que queiram frequentar a Universidade e esses trabalhadores ficarão em desvantagem perante os seus colegas que recebem este benefício do seu patrão. É incorreto oferecer benefícios que só podem ser aproveitados por alguns dos funcionários.
(2) O Estado tem algumas classes de trabalhadores (exemplo: médicos) que são menos bem pagos que no setor privado, mas tem outras classes de trabalhadores (exemplo: educadores de infância) que seriam muito pior pagos no setor privado. O Estado deveria oferecer este benefício das residências universitárias somente àqueles trabalhadores que sabe serem atualmente mais mal pagos relativamente ao setor privado.
Hoje parece-me que não está a ver bem a situação. Os trabalhadores permanecem num posto de trabalho pago abaixo do preço de mercado porque:
1) Têm regalias que compensam o prejuízo que daí advém . Por exemplo, não serem despedidos mesmo que não haja trabalho, seguro de saúde sem tecto máximo e sem possibilidade de rescisão pela entidade seguradora, condições de reforma (muito) mais favoráveis.
2) Não tem qualificações para competir no mercado de trabalho.
3) São altruístas e querem dedicar-se ao bem público.
Não digo que não haja ninguém na terceira categoria, mas a maior parte enquadra-se nas duas primeiras.
Susana V.
O texto que acaba com “PS- Já agora informe-se junto de alguém que tenha um seguro privado equivalente. Não precisa depois de vir aqui confessar que estava mal informado porque isso já todos sabemos” não era dirigido a si mas sim ao Dr. Luís Manuel Balio Lavoura, que conheço bem destas andanças.
Apresento-lhe as minhas desculpas pelo sucedido pois só me dei conta disso agora com o post do Sr. Francisco Almeida a “bater-me”.
Aproveito a oportunidade para lhe dizer que os comentários a este assunto que subscrevo
totalmente (todos) são os seus: simples, directos e cheios de bom senso.
E isto é mais uma razão (e de muito peso) para eu lamentar o sucedido.
Muita sorte e saúde para si.
Oh! Obrigada. Eu tinha percebido que o seu comentário não se dirigia a mim.
Cumprimentos
Balio, vê-se bem que é funcionário público e que não tem receio de parecer um cromo.
Grande postal!!!!
Este texto é muitíssimo pertinente.
Relativamente ao caso em questão (residência estudantil para filhos de funcionários públicos) sinceramente não sei o que pense. Às vezes parece-me impossível que os governantes não vejam a tremenda injustiça deste tipo de medidas. E os próprios funcionários públicos.
É impossível que não vejam a discriminação negativa dos outros cidadãos na reforma, nos acesso aos cuidados de saúde, na segurança no emprego (que chega ao absurdo)… Mas parece que não vêem (ou fingem que não vêem).
Na minha opinião este tipo de discriminação é claramente inconstitucional (mas claro que os juízes do TC, também eles funcionários públicos não partilham da mesma opinião). 😉
Os juízes do TC são juízes em causa própria, e os funcionários públicos chamam refresco à pimenta que aflige os outros. E, agradados, apostam na continuação. E tantos que são conseguem que o marfim continue a correr.
Caro Paulo,
Normalmente concordo com o que escreve.
Não é o caso.
Começando pelo título, não estamos a falar nem de infantes, nem de fidalgos.
Falamos de um governo, supostamente, socialista a agradar à sua (dele) clientela.
Como é em Porto de Mós uns meses antes das autárquicas?
As estradas não ficam um brinco, as capelas e as igrejas não são caiadas, os clubes desportivos não recebem uns subsídios?
É assim de norte a sul.
António Costa está a fazer o mesmo, a caiar as casas dos funcionários públicos, é um branqueamento com dinheiro de todos nós? É.
O que tem isso a ver com fidalguia?
Nada.
Pois é Pedro, mas quando as estradas são pintadas de preto, todos as podem pisar, e a fidalguia que o título refere, é a condição de acesso a estes “melhoramentos”. Trata-se claramente de um privilégio de linhagem a que os plebeus não têm acesso.
Estudasses. Ou como se diz agora, estudas-ses.
O que não compreendo é que sendo a vida de FP tão má, por que não vêm todos para o sector privado, onde a vida é fácil e opulenta.
A grande diferença dos anos 90 para agora é que 95% do que se diz e fala nas notícias e em sociedade sobre Portugal é relativo ou aos problemas que o Estado desmesurado, autoritário e paternalista cria a si próprio ou cria aos cidadãos. Raramente há notícias ou conversas sobre sobre a dinâmica da sociedade civil tirando os assassinatos mais sórdidos na cmtv em grande parte porque a sociedade civil está esmagada pelo Estado e pela política e na prática não existe. Os restantes 5% é sobre futebol e o triunfo dos pretos no mundo. Escandalizem-se lá. Digo “triunfo dos pretos” porque é nessa qualidade, e não como pessoas, que são apresentados.