DELITO há cinco anos


Pedro Correia,

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João Campos: «Hoje em dia não falta quem se esqueça de que a liberdade de expressão não inclui dever de assistência ou mesmo de palco. Dito de outra forma: temos o direito de nos exprimirmos, mas ninguém tem o dever de nos ouvir, ou de nos dar espaço (físico ou virtual) para dizermos o que nos passa pela cabeça. Não deixa de ser curioso que tantos auto-intitulados defensores da liberdade de expressão pareçam ignorar este detalhe.»

 

Orlando Tavares: «Guardo do Belenenses bonitas recordações. A família era vermelha na sua maioria, havia um tio belenenses, havia um tio sportinguista. O meu avô, tirando ele, apenas permitia que o tio do Belenenses me levasse à bola. Os jogos eram no velho Estádio das Salésias e metiam lanche.»

Um comentário em “DELITO há cinco anos”

  1. > ninguém tem o dever de nos ouvir, ou de nos dar espaço

    Acho graça a esta treta. Nos primórdios das internetes tudo fazia juras Voltaire (“discordo mas defendo o direito de dizer”, etc.). Depois quando os canhotos se apossaram de tudo quanto era plataforma, a versão passou a ser esta – “ah, não é censura se não for o estado, são só as maiorias a dizer-te que não te aturam, ó deplorável.”

    Depois de o Musk ter restaurado alguma liberdade no Twitter, é “isto aqui cheira mal, vamos para o nosso cantinho no Bluesky.”

    (Vá lá que os googles e FBs 1, 2 e 3 estão em boas mãos )

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