Delito Comensal – Acta Oficiosa


Ana Cláudia Vicente,

 

Aos vinte e dois dias do mês de Julho de dois mil e onze, pelas vinte horas e poucos minutos, ao Bairro Alto de Lisboa, reuniu-se com intuitos gastronómico-conviviais a agremiação recreativa e cultural Delito de Opinião.______________________

Estiveram presentes sete dos seus vinte e quatro membros, a saber, e por ordem de chegada: Fernando Sousa, responsável pelo evento (de orçamento austero, à prova de rectificação), localizável no seu epicentro largos minutos antes da hora aprazada; esta que lavra a presente acta, atipicamente chegada um minuto antes do combinado; Pedro Correia, on the dot; Ana Vidal, Laura Ramos e Leonor Barros, charmosamente de seguida; José Bandeira, um bocado (de proporções olímpicas) depois._______________________

Para cumprimento da ordem do dia, digo, da noite, tiveram início os trabalhos; começou por ser proposta à mesa, ainda durante a ingestão dos aperitivos, uma moção para a execução de um brinde à saude de presentes e ausentes, a qual , aprovada por unanimidade, teve lugar de imediato. Foram averbadas em livro apropriado as faltas justificadas, injustificadas e as baldas de última hora.______________________

De clero e nobreza não se falou, pois o polvo colheu a preferência da maioria, sendo apresentado à mesa pela mesma altura em que se discutiam várias hipóteses postais para os tempos vindouros, em particular, bem como o futuro da Humanidade, em geral. __________________

Assim, por nada mais haver a tratar, deu-se por encerrada a supracitada reunião cerca das vinte e três horas e quarenta minutos, sendo que à boa antiga portuguesa se deambulou entre a soleira da porta e o fundo da rua, cavaqueando por tempo indeterminado._____________________

 

A Secretária,

ACV

43 comentários em “Delito Comensal – Acta Oficiosa”

    1. A tua foi justificada em e-impresso próprio, sim senhor!

      Mas a ver se arranjamos melhor quorum para a próxima, que com menos de um terço não fazemos barulho suficiente para impressionar mal os turistas comilões.

  1. Gostei muito deste jantar. Foi dos mais simples mas a atmosfera foi óptima e o local é perfeito para um repasto de Verão e o menu esteve à altura das expectativas e o polvo é um petisco que sempre me cai bem e apreciei o relato das melosas férias do Bandeira na Grécia e de conhecer pessoalmente a Laura and so on and so on.

    1. Estás a fazer pouco da minha esforçadíssima e cumulativa acta, menino Pedro? É que a outra opção consistia numa fotomontagem em que cada um dos convivas tinha um actor português por avatar; e só dou uma pista, porque é óbvia: o Fernando Sousa tinha o Rui Morrison por duplo…

      1. sois tão mauzinhos…e este pobre frequentador de delitos opinativos e eventual comentadeiro, ali, a ver passar aviões,no aerotrolleys, que aquilo não fecha nem que chovam picaretas…(tá um Veriam tão lindo, não está ? Não é Verão, é mesmo Veriam…)

  2. Cláudia, isto da acta é do treino das reuniões do Pedagógico?!
    Muito bem: foi agradável e só foi pena ser tão curto. Embora não possa queixar-me, porque beneficiei de um período antes da ordem do dia na Brasileira, onde se deu o encontro imediato de 3º grau, at last, com a Ana e a Leonor, num blá-blá-blá prolongado que só interrompemos, de um pulo, ao perceber que a ameaçadora hora H estava a soar! Depois foi sempre a subir na mecha e a tropeçar nos tacões até ao Cantinho das Gáveas, ajudadas pela desgradável ventania (lembram-se? este verão está perigoso). Para a próxima, espero que arranjemos uma mesa melhor, porque senão só conseguimos falar com os parceiros do lado! (e não me esqueço das cigarradas cá fora, Fernando, obrigada pela companhia; nem da visita do Bandeira à nossa ponta da mesa, gentilíssimo da tua parte – na quinhão que me toca dessa ponta! – além de que és tal e qual como eu imaginava :). Quanto ao fundador do blogue (finalmente tb lhe pus a vista em cima pela 1ª vez!), e isto apesar de ele ter ficado nos antípodas geográficos da mesa, posso assegurar ao mundo que estava “impec”: a comprovada tese do fato sem gravata usado comme il faut. Isso, para além de ter protagonizado o momento mais bombástico da noite, omisso em acta por razões de segurança interna do Delito.
    Agora espero pelo próximo jantar… Sempre é no Funchal, oferecido pelo amigo do Sérgio, o AJJ? 😉 Mas confirmem com tempo… pf…. Senão…

    1. Defeito de formação .

      Ai vocemecês estiveram à conversa aaaantes…Fizeram bem! Vejo que chegaram em tempo porque foram ajudadas pela ventania, está visto.

      E sim, há que destacar que o nosso almirante se apresentou à messe irrepreensivelmente sans cravate . Sem desprimor para os demais!

      1. Estivemos, pois! Já devias conhecer o savoir-faire da Ana e os requintes de hospitalidade que ela desempenha no DO. O período antes da ordem do dia foi um detalhe protocolar muito sábio e simpático.
        (… e cá para nós, há sempre que promover uma inspecção prévia, looooool )

          1. Pois… já ando mesmo a pensar na próxima “desculpa”….
            – Mas V.Exa por quem me toma? Então eu perdia lá o momento? Five stars, tenho a certeza. Agora livra-te de me desiludires… daqui só pode ser sempre a subir (p.ex. para ****** 😉 😉

  3. Muito bem, Cláudia: uma bela acta do acto. Fomos poucos mas bons, embora eu aproveite para apresentar aqui o meu veemente protesto pela delituosa reincidência nas faltas. Ó gente indisciplinada, espero que haja maior comparência no próximo jantar, que as saúdes e os brindes ficam mais pobres sem a presença de todos. Também gostei muito da protocolar volta à mesa do nosso Bandeira, ainda influenciado pelos rituais do casório. E ainda não foi desta que o nosso realizador do Harry Potter à portuguesa, ocupado nos castings, nos deu a honra de uma aparição. Rui, qualquer dia começamos a duvidar da tua existência real… 🙂

    1. Ana: qual Miss Marple insatisfeita… vou encarregar-me de averiguar se o Rui é de carne e osso 😉 Promoverei uma busca em Braga e palmilharei tudo de fio a pavio até o descobrir (conheço aquilo e depois contratei o Harry Potter para a operação). Quando tiver o troféu à minha frente mando-te uma MMS, com mais um outro delituoso. Já seremos três. – Não te queres juntar a nós? Olha que a noite em Braga é divertidíssima 😉
      – Rui: prepara-te. Levo uma bandeira na mão (não confundir com o Bandeira, pf) com a imagem do tempalte do DO. Livra-te de fugires! 😉

      1. Loool. Boa, Laura, faz isso! Pedi ao Rui que nos mandasse uma fotografia no jantar anterior, para saber se ele existia mesmo, mas ele mandou a fotografia de um galã tipo Hollywood. Não fiquei muito convencida, só vendo… 🙂

          1. Mostrei a todos, mas foi no jantar antes deste. Mando-te por mail, para comparares com o que vais encontrar em Braga… 🙂

          2. Estou ofendida, Ana 🙁 -Então e a mim não pediste foto porquê? Descriminadora!
            (Bom, agora que penso nisso, pode ter sido por simpatia… 😉

          3. Quis manter o suspense para os nossos delituosos… e assim fizeste uma entrada triunfal! Quem é amiga, quem é?? lol

          4. Humm… isso precisa de melhor explicação, eheh;) Nem era esse sentido que eu estava a dar-lhe, até porque triunfos não têm nada a ver cmg… vade retro. A quoi bon? Acho é que, no elenco governamental do Delito, te cabe o pelouro dos Negócios Estrangeiros… ;)) E amiga és, eu sei!!

          5. Admito, é o meu pelouro preferido! A propósito, temos de criar um “governo sombra delituoso”. Fica a proposta… distribuição de pastas na agenda do próximo jantar.

    2. Pode ser que com a reentrée (já cá faltava o cliché, primeiras!) os delituosos compareçam às dúzias (duas, quiçá).
      E olha que o nosso Bandera teve a virtude de pôr toda a gente a trocar de lugar, o que numa távola nada redonda foi excelente ideia!

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