Delírio de opinião


letraspequenas,

Não conheço nenhum dos autores deste blogue. Mas gostava. Foi a Ana que me convidou, alegando que havia gente de todas as cores. Na mouche, Vidal. Dou-me melhor na diversidade – das almas, das realidades, das preferências, até das ervas e das pedras. Não engulo tudo, mas pouco falta. Referia-se a Ana a ideologias, mas desprezo-as. Vou dizer outra vez; desprezo. No sentido da minha existência, é essa a verdade, que me martela por todos os lados. Os queridos da Esquerda chamam-me ‘reaça’, os amores da Direita chamam-me ‘comuna’. Não interessa, quinze dias de engorda nesta sala, sinto dilatar-se o direito à queixa (isto é proletário). Sinto legitimidade para dizer o que me incomoda (assim está melhor?). Certo é que, quem corre este rio ao nosso lado, espera, e espera cangado – meus amigos, simpáticos anfitriões que me acolhem, aprovar comentários, é medonho. Sem pedir licença, aboli no meu talhão esta ditadura da tanga, desculpem, da canga (anarquia, anarquia!). Mas estou disponível para o diálogo.

 

 

P.S.: E dou as ventas, mas atenção, Pedro Correia: nada de Belles Toujours!

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32 comentários em “Delírio de opinião”

  1. Se o Pedro Correia imprimir esta “Belle Toujours” a encabeçar a lista, tem desde já o meu apoio.
    Quanto ao assunto do post… ainda dizem que não há mulheres com “tomates”… não que não há.
    Louvo-lhe a determinação, sem no entanto deixar de notar que por vezes, quando surgem na caixa certos comentários e comentadores, é necessário ter ou uma pachorra do tamanho do mundo, ou um amor incondicional pelo nosso semelhante.
    No blog onde escrevo, também não há ideologias, nem cangas, pare que não possam existir preconceitos.
    😉

    1. 😉 simpático, Bartolomeu.
      Calculo o risco de que me fala, mas sigo um conselho de meu Pai: – Nunca lhes tenhas medo. Se forem maiores que tu, atiras com o que estiver à mão.

      bom fim-de-semana!

  2. ah ah ah, então o Gui não é um Guilherme ?

    Ás vezes a sua escrita parecia que tinha um cunho que me parecia feminino e achava que era provavelmente um homem que escrevia com intuição feminina.

    Para o efeito tanto faz, gosto da maioria dos seus textos, seja um Gui masculino ou feminino.

    Muito prazer sra.dona Gui!

    1. LOLada, cr !
      Agradeço a não-discriminação (princípio, aliás, consagrado no artigo 13º da CRP).
      E confesso: isto de ser arrapazada é duro. Mas agora, desde que não falem sobre unhas de gel, cremes, fatiotas e culinária, já me vou dando com as mulheres 🙂

      1. Essa agora?! E porque não culinária que, no mais fino, se chama gastronomia?
        Tenho cinco livros publicados nessa área que começo a preferir à minha que é Economia ( com e grande, pois então).
        A Ana poeta e artista que, pelos vistos, nos convidou a ambas, até alia poesia, arte e comida!
        Ora esta? Não havia necessidade…
        :-)))

        1. Ohhh, cinco livros publicados, Helena, que excesso! Não sei se irei ler algum, já sabe, talvez folheie e descubra uma boa ideia com farinheira ou cascas de batata…
          Não, não são os livros, que esses falam sem barulho. As conversas é que me aborrecem de morte. A dizer como fazem e a babar-se, e a gabar-se, e mais os nomes estrangeiros. Ui…

          A Ana, a Ana quer é pagode 🙂

          Um abraço grato.

          1. Minha bela, o arrozinho de farinheira ou, mais simples ainda, os ovos mexidos com farinheira são petiscos que valem bem o esforço de os aprender a fazer!
            :-))

          2. Mas eu sei cozinhar! Até me saio bastante bem. O que me ‘enche o saco’ são as conversas sobre o assunto.

            Mas vá, dia destes compro um livrinho para competir em grande estilo com as raparigas. Em exclusivo, as suas receitas, pois. Se eu não brilhar, V. Exa. vai ter de me compensar.

          3. A Ana quer é pagode?? Ora essa, não sei se me ofenda ou se te diga que não era suposto vires para aqui contar os meus mais íntimos segredos… 🙂
            Tu não me deixes mal, rapariga! E não embirres com a culinária, que é derriço de várias meninas (e meninos) aqui da casa. Cá para mim, um tema muito mais interessante do que os da maioria das conversas que ouço por aí.

      2. E esqueci-me de dizer que quanto a comentários, devo estar licenciada. E calada, claro!
        Já dei para o peditório e chegou.

  3. Maria Gui (é menina, sim senhor) join the club: a mim também já chamaram tudo isso, dependendo dos humores e do lado de onde sopra o vento. Já me chateei um bocadinho com rótulos, confesso, mas hoje é para o lado que durmo melhor. Quero lá saber, até acho uma certa graça. Outra coisa é aturar insultos nas caixas de comentários, e olha que anda nos blogues muita gente que descarrega frustrações e ódios em quem lhes dá trela. Não te aconteceu ainda, mas vai haver um dia em que deixas de dar tempo de antena a essa fauna. O Delito de Opinião tem os melhores comentadores da blogosfera, gente com nível que nos diverte, nos ensina e nos faz pensar. Mas não se livra, como qualquer outro blogue que aceite comentários, de ser invadido de vez em quando por mal intencionados e loucos. Esses, dispensamos. E foi por isso que passámos a ter moderação de comentários, depois de termos deixado entrar alguns idiotas desse género. Não mudámos de ideias por medo, mas por falta de paciência. Mas estás à vontade para deixar entrar todos os comentários nos teus posts, nesta casa há total liberdade para cada um decidir como quiser. Eu não te disse que te darias bem por cá?

    (já agora: não conheces nenhum dos autores deste blogue? E eu, ó caramela??) 🙂

    1. Só tu mesmo, Estrela 🙂 com grande gosto.

      E sei sim, que há comentadores-dissabores. Mas há sempre aquela à moda do Minho: “Compra um c* e fala pra ele, ó.”. Tenho esperança que ninguém se vai abespinhar. Minha prosita é inócua.

      Um beijo, Vidalina da Conceição

      1. Não seja injusta, os comentadores não têm o exclusivo da falta de educação, olhe que eu já fui destratado por autores deste blogue e, tal como muito bem faz a Gui, não respondi da mesma forma, nem antes nem depois. Isto não é tudo preto ou branco, felizmente há mais cores no mundo. Mas se aqui há autores de todas as cores, olhe que algumas então devem estar muito bem disfarçadas.

        Cumprimentos

        1. Ou então, é desbotado.
          Quem lhe destrata deve ter mau génio. O Anónimo é tão delicado. Perdoe, perdoe sempre. Por trás de um mal disposto a tender para malcriado, pode haver uma alma injustamente ferida 🙂

          Grande abraço, @nónimo

  4. Quem lê corações, não vê caras: eu tambem estava convencido que a Gui era um homem, jovem, mas um homem.
    Pela fotografia, dá para ver que ficamos a ganhar.

  5. Olhe que me comoveu; não fosse a moçoila aí de cima a rir para mim com aquele ar gingão e eu ter-me-ia desbragado em lágrimas. Como o mundo é agridoce. Mas deixe lá, ao menos isso serve de inspiração prá poesia.

  6. E quando toda a gente já estava convencida de que eu tinha convidado um rufião divertido para escrever no Delito, eis que te apresentas com uma foto de madame no seu condomínio de luxo. Já me ri sozinha, acredita. O que eu gosto de baralhar as almas…

    1. LOL , não vou acreditar que me passaste assim à rapaziada. nãã.
      nem deixar que acreditem que eu vivo nesse prédio-condomínio. Vidal, que gozona. mas fico feliz porque nunca tinha estado num condomínio. medonho porque para sair e entrar é preciso ter umas poucas de chaves e atravessar várias cancelinhas ou corredores interiores para chegar a casa. é um demónio de vida essa de condómino, digo-te 🙂

      1. Pera aí, não fui eu que te passei assim à rapaziada… foram os teus textos lisboetas, que falam de tabernas, pinga e futebol. 🙂

        Quanto a condomínios, detesto o conceito. No Rio de Janeiro até têm cercas altas electrificadas, uma coisa arrepiante.

        1. ah, fui eu própria, LOL
          cada ofício tem seu risco…

          no Brasil, quem tem massa habilita-se a toda a joga. diz que tem gente que entra de helicóptero no prédio, com medo de ser raptado.

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