Deliciosamente invulgar


fiodeprumo,

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Não sei se acontece com todos ou se é só comigo, mas a realidade é que, pela primeira vez,  ao abrir a televisão não me dou conta de que estejamos em pré campanha eleitoral.

Nada de nada. Tirando o Prof Marcelo a aparecer a dizer que é candidato, a que já nos habituámos, face à sua forte presença televisiva passada, a única entrevista com pés e cabeça de que me lembro – porque a ouvi com toda a atenção – foi a da Dra Maria de Belém Roseira, que considerei excelente. É verdade que eu aprecio a candidata como Mulher, como pessoa e como profissional. Mas a entrevista foi bastante mais do que isso, e eu congratulo-me pelo facto.

Dos restantes – uma, coitada, ficou sem papéis, levados pelo vento dos Açores – ou nada ouvi ou nada me ficou na cabeça. Também na minha idade já só conservo o importante e pelos vistos não terá sido o caso destes.

Na verdade há muito tempo que Portugal não atravessava um período pré-eleitoral tão morno. A continuarmos assim, não sei se iremos dar pela saída do Prof. Cavaco Silva. Por mim, estou como gosto, sem muito ruído. Tirando as séries político – televisivas que decorrem na Assembleia da República, pode dizer-se que atravessamos um período deliciosamente invulgar!

5 comentários em “Deliciosamente invulgar”

  1. Será porque está tudo dito?
    Será que nenhum candidato entusiasma e mobiliza?
    Será que o eleitorado não dá importância nenhuma à função PR?
    Será que há a convicção geral de que está tudo decidido?
    Será que é todo um regime que já deu o que tinha a dar?
    A adesão a e o resultado de o ato eleitoral poderão esclarecer alguma coisa.

  2. Alguém já dizia… “estranhos tempos, estes”.
    Eu já nem ligo nada, mas esta dos papeis levados pelo vento é livro!!!

    A ilustração deste post está muito bem escolhida!

  3. Eleições?Campanha?Não dei por nada.Costumo vir aqui deliciar-me com as leituras mas como não tenho tv(alguém sabe como não pagar taxa do que se não utiliza?).

  4. Gostei muito da entrevista de Henrique Neto.
    Para já, pegou numa pequena empresa da Marinha Grande e transformou-a na maior fábrica de moldes do mundo. Há 50 anos já viajava pelo mundo em viagens de negócios (dele, com o dinheiro dele).
    Ora, nenhum dos outros fez qualquer coisa de particularmente grande.
    Além disso, tem um passado interessante, pensa, lê e leu – e o Aquilino Ribeiro, curioso, perguntava-lhe pela leituras – e tem uma visão de e para Portugal que vai para além dos devaneios.
    Não é do Opus nem da Maçonaria – e denunciou a influência dessas organizações enquanto foi deputado.
    Ouvi-lo é um exercício de inteligência, bem longe das tiradas de efeito.
    Não me parece que haja alguém que se possa aproximar dele e seria uma mudança qualitativa para Portugal.

    1. Talvez tenha razão com o Neto.Em tempos,há muito,li neste blogue declarações
      dele interessantes e que fugiam à tradicional vassalagem à manjedoura partidária,
      além de não ser um sonoro vazio como o outro.Por isto mesmo não será apoiado
      por nenhum poder político e os jornaleiros ignorá-lo-ão.Vale o transtorno do actual votozinho.Fez bem em lembrar.

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