O grande mal português é que temos, verdadeiramente, poucos homens livres. Pouca gente, poucos cidadãos, que estejam dispostos a viver a sua vida, a construir o seu caminho, sem terem de prestar vassalagem a várias formas de poder. Os arquitectos não são livres porque dependem dos interesses económicos do dono da obra. Os médicos não são livres, porque, regra geral, querem ser simultaneamente profissionais liberais e assalariados do Estado. Os advogados de sucesso não são livres, porque dependem da consultadoria dos governos e do tráfico de influências entre os negócios, o poder e o patrocínio. Os empresários não são livres porque dependem dos subsídios, das isenções fiscais e da atenção do governo nos concursos públicos. Os intelectuais não são livres, porque estão quase sempre dependentes de empregos, bolsas ou subsídios públicos, os quais acabam inevitavelmente por pagar com simples fretes de propaganda partidária. Os jornalistas, quase todos, não são livres, porque dependem do pequeno chefe, o qual reporta ao editor principal, o qual deve satisfações ao proprietário, o qual tem de prestar atenção ao humores e sensibilidades do poder da hora – Miguel Sousa Tavares, no Público, em 8 de Outubro de 2004.
Deep shit – 12
Teresa Ribeiro,


Não me digam que o único livre, é Miguel Sousa Tavares, jornalista, escritor, advogado ! ? Ou escreveu a artigo por ser também………… Tachometro , exactamente tacho ao metro, ou ao centimetro.
Livre livre livre livre livre livre livre livre livre livre livre live livre mesmo cem por cento livre livre livre livre livre livre livre livre só um certo comentador do Expresso que faz entrevistas na SIC e escreve romances nos anos bissextos. Livre livre livre livre livre livre livre só mesmo ele.
Livre…..ah!ah!ah!, a dependência e isenção clubística desse senhor……..ah!ah!ah! livre……..ah!ah!ah!
Livre sou eu. Não te importas de registar, Teresa?
O post não era bem sobre o Miguel Sousa Tavares. Mas já que falam nele, considero que tem moral para falar deste assunto. No caso aplica-se o aforismo “Quem sai aos seus não degenera”. Filho de um homem e de uma mulher livres, que sempre admirei e respeitei, nesta e certamente noutras matérias honra a sua memória.
Tem toda a razão.
fica aqui a minha homenagem ao João César Monteiro, que lutou sempre pela sua liberdade e que agora anda esquecido.
antes, preferimos venerar o sr. Manoel, uma verdadeira instiuição de carne e osso, que faz filmes apesar de ser catatónico (quando acorda grita sempre: Corta!, acabando os planos passados 10, 15, 20 minutos…)
falar de liberdade num país que ainda agora começa a aprender o que é a justiça, a educação e a cultura é difícil e os verdadeiros exemplos de independência andam esquecidos ou são ignorados.
por isso proponho um brinde ao João César Monteiro e a todos os Dom Quixotes!
Tchim, tchim 🙂