Sexta-feira, 28, ao nascer do sol. Estou na gare das Lages.
— A que horas é o próximo TGV para Lisboa?
— Hoje não vai haver — responde-me o funcionário. — Se fosse amanhã…
— Aos sábados há? — indago.
— Não tem havido, mas nunca se sabe. O futuro a Deus pertence.
Saio da estação chateado. «Seis séculos depois de Gonçalo Velho Cabral e de Cristóvão Colombo, isto está tudo na mesma.» Atravesso a rua e entro na agência de viagens. «Avião para Lisboa?» Dizem-me que vai haver um.
— Tem algum tour a propor-me para uma ida-e-volta rápida? Queria ir hoje e voltar amanhã.
— Assim por tão pouco tempo… Deixe-me ver o que é que se arranja… Tenho aqui qualquer coisa… Olhe, só se for um encontro com um blogue, que inclui um jantar com vista nocturna para o Tejo, um belo quarto na avenida de Roma e um lauto almoço amanhã no Campo Pequeno.
— Parece tentador — respondo. — Esse serve-me.
Sigo para para o aeroporto.
Lisboa, início da tarde. Desço do aeroplano. Olho em volta e parece-me tudo novo, mas mal amanhado. «Será Alcochete?» Não é. No terminal 1, alguém chama por mim. «Pedro?» Era mesmo ele, o meu compadre, sempre pontual.
Seguimos para casa. Ele vai trabalhar e eu deixo-me ficar preguiçosamente no sofá. Pego no livro que o Pedro Correia acaba de me oferecer e leio três contos do avô dele. Depois vou à janela e o sol chama por mim. Pego no telefone e ligo para o ‘Pau Para Toda a Obra’.
— João?
— João?!? Mas…?
— Vamos beber um copo?
— ‘Bora já — responde-me o Severino, ainda incrédulo.
Perto das 20 estou no DN. Seguimos, o Pedro e eu, para o Museu do Oriente. Sob o olhar protector de uma divindade indiana, os primeiros dois a chegar já nos esperam. Subimos os quatro até uma mesa imensa virada ao rio. Vão chegando os outros.
— Bebem alguma coisa antes? — pergunta um empregado.
— Um gin tónico — peço.
Ele desaparece e volta. «Gin tónico não está incluído.» Pergunto então o que está incluído e peço um Martini seco com limão.
Já chegaram quase todos. Ninguém acredita que um gajo voou dos Açores só para estar ali e regressar no dia seguinte. Sempre julguei que fossem mais inteligentes, mas percebo que é só fama: pois se eu voei dos Açores só para estar ali e regressar no dia seguinte, não acreditam porquê? Mas sei como resolver o caso: dedais variados de louça regional-autonómica sugestivamente decorados, para “todos e todas” como diria o Louçã, não só não distinguem géneros como é quanto basta para acreditarem, «cambada de materialistas».
Ao meu lado, o único lugar vazio. O «tinto ou branco», ambos muito decentes, vem ao nosso encontro e nós levantamo-nos para ir ao encontro do buffet. Se quiserem a companhia do rio, do sol a pôr-se sem pressas, da noite intimista a marcar o tempo e das luzes a tomar conta da ponte (da “primeira travessia”, está claro, porque a “segunda” é longe e as luzes da “terceira” parecem uma árvore de Natal sempre a piscar: aparecem e desaparecem conforme o ministro que abre a boca), então o restaurante do Museu do Oriente é muito recomendável.
Se, pelo contrário, estão à espera de encontrar um serviço de cozinha de luxo asiático, esqueçam: o buffet é modesto e sem qualquer toque de exotismo ou esforço estético que o torne atraente aos olhos-que-também-comem. Só que tudo isto é compensado pelo ambiente, serviço de mesa e justiça na conta final. Assim, o saldo é positivo.
A notável animação dos primeiros momentos não esmorece com o desenrolar da festa. A mesa é comprida, mas também é larga, o que favorece muito os diálogos que se cruzam e até possibilita que algumas conversas consigam ser comuns aos 16 delituosos. Mais perto de mim, a frescura da Ana Cláudia Vicente impõe-se sem dificuldade. Mais longe, a Ana Margarida Craveiro espalha alegria pelos olhos. Lá ao fundo, a Ana Sofia Couto representa a serenidade, atravessada de quando em quando por surpreendente determinação. Organizadora do “evento”, a competência da Ana Vidal só peca pelo esquecimento imperdoável (roam-se as cuscas todas) do fotógrafo. Por fim, aparece tarde e a más horas (por razões tão válidas quanto os atrasos permanentes de Sócrates) o André Couto, que rompe a noite e logo se integra com a mesma animação que já nos contagia há muito. A meio de um dos lados, o António Manuel Venda espelha um discreto e permanente sorriso enigmático, talvez fruto da experiência próxima com o seu javali. A boa onda ao vivo está acolá no homem que toca a quatro mãos, o Zé Bandeira, sobre o qual nunca consigo concluir se escreve bem como desenha ou se desenha bem como escreve. Sem estar sentado com um compêndio à frente, o José Gomes André é a enciclopédia ambulatória de serviço. O mais sóbrio é o João Campos (John, o benjamim do grupo), que conhece a Europa a palmo e não é capaz de trocar este repasto por nova-partida-nova-viagem. A Leonor Barros, vestida de negro a preceito, podia ser a fadista da noite, porque quando abre a boca parece logo que é para cantar, mas tinha de ser o fado-corrido, porque é incansável a dar atenção a tudo. Polémico q.b., o Luís M. Jorge larga ideias inovadoras e bem recebidas. O Paulo Gorjão é a alma poética do fingidor, austero na escrita e efusivo na oralidade. O Pedro Correia é o dono, o patrão, o padrinho perante quem todos se calam quando abre a boca, mesmo que seja para meter uma garfada. Sempre cavalheiro e discretíssimo, o Sérgio de Almeida Correia dá nas vistas por deixar o Algarve para estar presente em todas. Se fosse preciso atear o fogo (que não era) a todas aquelas almas, encarregava-se a Teresa Ribeiro, risonha esfusiante e saltitante imparável em torno de todas as coisas.
Olho atentamente para o gang delituoso e pergunto-me: «Que faço eu aqui, além de me babar todo?» Cheio de Anas, de abraços e de carinhos por todos os lados, entre tantas beldades talentosas e tantos gurus de primeira água, sinto que este meu primeiro encontro com a quadrilha me tolhe a lucidez. Não me atreverei a estar no próximo jantar. Como? Depois do Verão, os jantares passarão a ser mais regulares? Nunca mais faltarei.
Quando as luzes se apagam, a Ana Vidal reúne alguns guarda-costas noctívagos e resistentes e ainda vamos ver se as docas continuam no sítio. À frente do último copo, apuram-se alguns pontos da agenda de trabalho que tinha estado basicamente em cima da mesa, parte dos quais estamos certos de que serão em breve janelas de oportunidade para os nossos estimadíssimos comentadores e leitores habituais, muito lembrados ao longo da noite.
Com falta marcada ficam quatro: o Adolfo Mesquita Nunes (falta justificada por ausência em terras nórdicas, lá para os lados onde nascem as nuvens que levam as companhias aéreas à falência), a Cristina Fereira de Almeida (falta injustificada, com os voos já normalizados), o J.M. Coutinho Ribeiro (falta injustificada, com quase três autoestradas Porto-Lisboa) e a Marta Caires (falta justificada, com o meu voto de vencido e a Madeira ali tão perto).
Têm razão os autores dos nossos blogues de estimação: roam-se de inveja, que o DELITO DE OPINIÃO é o máximo. Nem seria de esperar que não fosse, uma vez que o DO está no pelotão da frente quanto à lei da paridade. As nossas inspiradas meninas têm o duplo dom de ser também o motivo da nossa inspiração colectiva. Se as vissem melhor, iam perceber.


Vou fazer de conta que acredito nessa falha da Ana Vidal quanto ao fotógrafo…. quanto ao resto só me resta mesmo cuscar e morrer de inveja.
:))
Esgadanhe-a toda, por incompetente. E é claro que a Ariel também foi lembrada.
Para a próxima diz-me em segredo onde é que eu vou lá tirar a foto…
:))
Combinado.
Já agora “une petite correction” o Louça diria “para todas e todos”, les femmes d’abord, eheheh
Ariel, também sentiu as orelhas a arder? Eu sou muito distraída julguei que a sensação resultava de não ter o cabelo apanhado. Afinal …
Eh eh eh eh
:))))
A correcção acima é também para si, Maria.
Só que a correcção acima caiu abaixo…
Minha amiga, não desfazendo, eh eh eh eh, orelhas a arder comigo é o pão nosso de cada dia, quando não as sinto a arder é que estranho.:)) embora tenha de facto sentido em certo calor, tenho a certeza que as do DO são as mais benignas e amigáveis.
:)))
Consigo e para si, só podem ser benignas e amigáveis. Eu que saiba que há outras que não são.
Okay. O adquado era ter escrito: sentir as orelhitas quentinhas…
:))))
:))))
Uma correcção, Ariel. A escrita foi pensada e jamais me escaparia o cavalheirismo. Acontece que Louçã diria — como realmente diz — “todos e todas”, como não tardará a verificar.
Realmente?, veja lá o que é a sugestão e a atenção que dou àquele cavalheiro, estava convencida do contrário. Mais um ponto negativo a acrescentar ao rol.
:))
Entendo que não dê muita atenção àquele cavalheiro, mas fico muito sentido por não dar atenção ao meu cavalheirismo. Eu ia lá falhar uma dessas se não tivesse a certeza…
Tem toda a razão. Já coloquei aqui um cilício para me mortificar e penitenciar de tamanho pecado.
:))
ah ah ah ah
O que eu me divirto! Boa, Ariel
:)))
:o)
Não lhe leve a mal, Ariel, não é falta de cavalheirismo. Afinal, o pobre Louçã tem tias que são mansos, o que justifica plenamente a baralhação com os géneros…
Isso não será mais o género mal educado? Eheh…
Ah ah ah Ana, boa!!!
🙂
[Interprete o 🙂 como um enorme, imenso, infinito elogio]
E também a Maria do Sol foi muuuiiiito lembrada.
Tanto quanto a amêijoa fresca,
Em seu rimar tão dilecto
Mailo tric sempre à pêsca (sotaque da capital)
Sem esquecer a Ana Cleto
No mínimo! Não faço por menos.
E agora, que já estou com palavras,
…de modo que, colocar no texto o nome dos seus colegas delituosos por ordem alfabética é pormenor muito “reparável”.
:))
Ah! Alguém reparou… Só mesmo de si.
:o)
Eh eh eh eh
Tenho fortíssimos motivos para reparar nestas coisas da ordem alfabética!
:)))))
Acredito. Eheh…
Clap clap clap … Muito bem, João Carvalho, e, obrigada por essa sua crónica deliciosa. Hoje já vou dormir melhor – tal era o desassossego….:))
No entanto, o João aumentou a minha vontade de conhecer, “realmente”, os “meus” estimados delituosos.
Não fôra o pecado da Ana Vidal e estaria aqui a conhecer o ‘gang’. E vale mesmo a pena. Mais elas do que eles, claro…
Queres parar de bater no ceguinho??? Aiiii….
E é tudo uma questão de perspectiva: eu acho que “eles” é que vale a pena conhecer.
Eu incluído?
Tu? Enquanto me chamares incompetente, ficas de fora do baralho.
Incompetentezinha… pode ser?
NÃO!
Não me venhas p’ráqui gritar!
É para que saibas.
Snniiiiffffff!!!… Miau…
Calculo … o máximo!
E tudo a bajular o “menino” vindo das ilhas!
Começa com o compadre, termina com o compadre e tem as giras e talentosas delituosas.
Pois … agora entendo porque saíste “babado”.
Mais, quero mais!
Essa do TGV, não entendi. Não há às 6ªs feiras? Uma questão de linhas?
Políticos de bitola estreita, é o que é.
Ah, só agora vi, o João chamou-me “cusca “, então vou acrescentar: “…aumentou a minha vontade e curiosidade…” eh eh.
Bicusca*.
* — Cusca a dobrar, entenda-se…
Mas, sou cusca desde quando?????
Homessa ….
Roidinha de inveja, isso sim!
Também, já vi que tem uma linda vista para o Tejo e para a ponte, além de uma acessibilidade fácil.
Cusca, eu?
Com acessibilidades para as docas.
Hoje é record de audiências ….
Ah, estes delituosos e seus delitos!
Delitos em cima da mesa.
Parabéns ! Quando assim acontece, é porque valeu a pena. Continuem! Já por diversas vezes tenho dito e vou gritar: BLOGUE INTELIGENTE! VIVA A CAMARADAGEM! Desculpe João mas acho merecido. Mas já agora, para que conste até fiquei arrepiado com a descrição, tenho os cabelos todos em pé (sou careca, Ah,Ah,Ah )
Não venha para aqui GRIT… Careca? Ó Zé, o seu cabelo ia crescer num instante se visse as nossas meninas.
Pela parte que me toca, de inveja pela minha cabeleira 😉
Cabelão, é o que é.
Boa, Leonor. Ah, fadista!
LOL
Cada um tem o que merece. Eu mereço não ter cabelo, nem inveja de quem o tem. A brincadeira do grito foi a sério. Vocês merecem até muito mais que um grito. São o blogue mais inteligente e ao mesmo tempo brincalhão. Brincando a sério, aprendo a brincar, que mais posso exigir de um blogue? Continuem ! Merecem tudo de bom. Estes Bloguistas ensinam que se farta. Força ! Quanto às meninas cabeludas…………..não o percam, não ponham brilhantina, que estraga o cabelo. Ah! Ah! Ah! Ah!
G’anda Zé. Obrigado pelas suas palavras.
Estava a brincar quanto à cabeleira, é verdade que se há algo que me falta cabelo não é de certeza, mas era mesmo brincadeira.
Ainda em relação à trunfa é bem ‘au naturel’ como o João pode constatar 🙂
Cabelão! Dito sincopadamente e à boa maneira brasileira.
E é mesmo do Brasil que ele vem, a minha avó paterna era brasileira, tinha uma cabeleira farta que passou ao meu que por sua vez ma passou. Estes genes brasileiros deram-me outras coisas a que dispensaria um centímetros mas nada a fazer. Coisas da genética 🙂
ao meu pai.
E as emendas não se corrigem assim, sua preguiçosa. Apaga-se o comentário e escreve-se de novo.
:o)
É tempo de eu substituir fado por samba.
Quanto ao resto, pareceu-me tudo adequado e bem apessoado…
Caro JC
Este filme maravilhosamente realizado poderia ser transformado em livro se lhe juntasses um pouco de história dos Açores, de Lisboa, de aeroportos portugueses com as suas partidas e chegadas, de fundações q.b., de jornalistas e de mulheres elegantes que são desejadas e invejadas…
parabéns!
Porreiro, pá.
É a tua amizade a falar.
Um abraço.
Excelente texto, parabéns.
Um grande abraço, Paulo.
Não trocava mesmo… que belo jantar. E que bela crónica, João!
Abraços, amigão.
Sem desprimor para anteriores cronistas do reino, escola impressionista, este relato é mais do género realismo pós romântico, tão típico do João Carvalho 🙂 Muito bom. E a nossa natural cusquice saiu consoladinha de todo! Isto é que é saber tratar os leitores como deve ser…
Além do mais, estas crónicas são um serviço público e dão-nos óptimas ideias para usar nas fugas à capital.
Agora, vamos às fotos e a essa nota sobre a alegada falta da Ana Vidal… Não pega, não pega e não pega! Então querem-nos convencer que não havia telemóveis 3G no bolso dos comensais?! Ora, ora, assim não vale… 🙂
Agora que penso nisso… realmente ninguém se lembrou dos telemóveis..!
Tens razão, John. Temos de contratar a Chloé.
Gracias, Chloé.
Telemóvel é a tua tia. Pós-romântico? Eu?!?
Estava a pensar em pintura, não em personalidade…
Hum…
Muito bem, João, muito bem… Mas depois explicas-me essa da enciclopédia ambulante! 🙂 Abraço!
Eu jamais diria “ambulante”, José. Que vulgaridade e que arrastamento de pés. Eu disse «ambulatória», que ilustra muito melhor a sabedoria dinâmica. É um hino a quem passou metade da vida a estudar e a outra metade da vida a estudar mais. Eheh…
Um abraço.
João, desta vez, com a referência a que teve direito, o javali não sorri. Nada disso, vê-se-lhe até uma lágrima ao canto de um dos olhos, e não é nada enigmática. De verdade que ficou emocionado quando lhe falei do texto.
Eu sempre achei que há javalis muito sensíveis. Bom sinal.
Abraços.
Eu já sabia que tinha de sobrar para mim… ora a minha vida… incompetente é a tia do Louça! (além de manso, claro). Então não sabes que um encontro de delituosos tem de ser meio secreto, ou vão todos presos?? A verdade é que ninguém – nem uma alma! – se lembrou de pegar no telemóvel para tirar uma fotografia. Porque seria, hein?
Agora a sério: o encontro foi delicioso e o teu texto espelha-o bem. Parabéns pela prosa. Já sabíamos que não seria uma farra gastronómica, é verdade, mas isso também não era o mais importante. E foi óptimo estarmos quase todos. Afinal as ausências, se prestares um bocadinho mais de atenção, são fáceis de justificar…
Ah! Havia jantar? Só pensei no mais importante, que era estarmos ali. E só tive olhinhos para ti… a ver se aparecias com uma máquina fotográfica. Já disse atrás: temos de contratar a Chloé.
Uma das decisões foi termos sempre um convidado nos nossos jantares futuros, lembras-te? Ou já estavas mais para lá do que para cá, quando isso foi falado? Humm…
É claro que a Chloé será uma dessas convidadas, e pode levar a máquina (mas o resultado tem de passar no crivo antes de qualquer publicação…)
🙂
Tenho uma cunha metida há muito, não te esqueças.
Só agora li isto. Mas as suas cunhas são soberanas no DO, e eu prometo que não reclamo por ficar em lista de espera, eheh 🙂 Olha eu a boicotar a realização de um desejo seu, nem pensar!
🙂
Que belo sorriso, Chloé.
A assembleia do Delito deliberou isso? Mas que queridos 🙂 Hummm … estou metida numa grande embrulhada. – Será que deve ir a Chloé ou deve ir a ‘outra’? Pois… o melhor mesmo é irem as duas, porque a desproporção de “forças” é monumental… Já estou a ver o Delito em peso com os lorgnons apontados para o convidado do dia. Ui ui 🙂
Bem…
Pareceu-me um “Bem” ameaçador…
Eu seria incapaz de assustar uma senhora.
E eu de não confiar num cavalheiro. Não é que abundem… 🙂
:o)
Aqui no Delito são todos, Chloé.
Vá lá.
II Acto: Parte I: Ana e João fazem as pazes.
Fazemos sempre.
;o)
Mau, então não tinha ficado combinado que era eu? já não estou a gostar da brincadeira, olhe que se me dá a ciumeira sou terrível…….
:)))
Hum…
Fadista da noite, eu? Só porque ia meio escura (falta-te o pormenor dos pespontos coloridos do meu casaco)? Já me tinham chamado muita coisa, João. Ora explica-te lá melhor… 🙂
O texto está óptimo, o jantar foi delitodelicioso, e claro, fiquei contente por saber que não vais faltar aos próximos.
Um beijo especial para ti, João, pela tua generosidade e por teres vindo só para que nos conhecêssemos.
Os pespontos? Os pespontos eram para abrilhantar a noite, mas o teu sorriso apagou-os.
Beijinhos, Leonor.
Que querido, João (sem ironia)
:o)
Ainda bem que já está tudo esclarecido. Eu fiquei cá a magicar numa Leonor fadista! Num se me encaixava…
:)))
Claro que não. Mas é a canção ao vivo e a cores.
Cruzes credo. Eu e o fado não temos nada a ver, Maria do Sol. O João ainda não me explicou bem esta analogia…
Só pelo traje de noite e pelo ritmo do fado-corrido, Leonor. Vê lá que eu nem sou fã do fado e sou teu fã.
:o)
Obrigada, João. Para a próxima vou de vermelho, a minha cor preferida 😀
Fico em pulgas para te ver de vermelho.
Já que me chamou de cusca, importa-se que use e abuse desse predicado?
Então, o menino fazia parte do gang e não conhecia nenhum dos delituosos?
Hummm, não acredito.
O relato?
Exactamente como o imaginei/supus. Estive para lhe sugerir (ali no post da baba) que não se quedasse pelo jantar e relatasse a viagem também. Humm, não foi preciso. Adivinhou-me os pensamentos e gostei de saber que o aeroplano se aguentou.
Obrigado, Teresinha. Vou conhecendo quem também já é da casa, sem que me digam o que querem. Eheh…
Conheço o Pedro há muito e a Ana Vidal desde que tive o gosto de vê-la de passagem por cá no ano passado. Conheço ainda um dos faltosos. E os outros a partir de agora. Mas vou confessar-lhe uma coisa: já os conhecia todos há uma eternidade.
Pudera, João. Até eu – e não leio tudo, tudo, o que aqui se escreve – os vou conhecendo, aos mais assíduos, sem nunca vos ter posto a vista em cima. A descrição que fez do Pedro, da Leonor, da Teresa (para me ficar pelos que vou conhecendo) coincide com a imagem que tenho deles. Só achei que adiantou pouco sobre a Ana Vidal. Dela, tenho a ideia de que deve ser uma curtida, uma bem-disposta, uma boa onda.
A escrita, o trato, as respostas, os comentários, são o espelho das vossas almas/vidas. Basta estar um niquinho atenta. E estão, todos, de parabéns.
Não se deixe enganar. A Ana Vidal parece isso tudo, mas é muito incompetente…
Nem a brincar, Jota Cê, nem a brincar. Grrrrrr
Bem… Sendo assim…
:o))))
Incomtente? INCOMPETENTE????? Olha que eu ponho-me aos gritos até te furar os tímpanos dos olhos!
Gulp!… Eheh…
Obrigada pelas suas palavras, Teresinha. Sou boa onda, acho, embora também me possa transformar num tsunami se me fizerem chegar a mostarda ao nariz…
🙂
Todos nós, todos nós.
Como diz a sabedoria popular, quem não se sente…
Ora bem.
🙂
‘Tou a ver a tua 🙂 com atenção, mas parece que não tens mostarda no naria.
No “naria”?? LOL, hoje é o meu dia de vingança!
🙂
“no narina”?
Boa Ana. Fez bem em realçar. É que o homem parece tão perfeito que já metia impressão… Afinal, tb é capaz de uns lapsoszitos :))
ehehehheh
Ah pois é, Teresinha… eu acho que é incompetência pura!
😉
Pfff!…
Pfff!… Para as duas!
Estás a ficar incompetente a escrever, é o que é… até já deixas a passarada invadir-te os textos. Tss, tss.
Ah! Acha que acredito que não há uma fotozinha? Umazinha que seja?
Hummm!
Nadica. Dói, mas é verdade.
Boa malha. No próximo vamos nós apanhar esse TGV.
Cá estarei na estação, Luís. Ou melhor: quero ver se estarei…
Recuso-me a ler os comentários anteriores.
Quero apenas dizer que é um erro não convidarem as comentadoras como eu. Garanto que, perante esta vossa amiga e admiradora, todo o restante mundo feminino do DO iria sentir-se acabrunhado. É o que perdem.
Nem me fale. O que eu sofri com a sua ausência.
Acredito.
Mas tem de passar pela lupa, para medir a tensão…
Tensão com lupa, é? Não conheço.
No próximo jantar teremos um convidado especial: o Chico Buarque. Acabo de receber um telefonema do Presidente Lula dizendo que o cantor quer muito conhecer-nos. Acedi, em nome do grupo. E disse-lhe que pode trazer a Bethânia também. Mas têm de cantar umas cantiguinhas prá gente, acrescentei.
– Ôba, ôba. Bacana. O Chico vai adorá – disse o Lula.
Fica aqui a notícia em primeira mão.
Eh!eh! Boa, boa, Pedro.
E a ti, João, faço-te uma vénia. É o mínimo que se deve fazer a quem se meteu num avião nos Açores para vir jantar connosco em Lisboa. Gostei muito de te conhecer. Quanto ao meeting dos delituosos é sempre um happening, já se sabe 🙂
Meeting? Happening? Já falas zeinalbavês?
Sou eu que me curvo perante ti, Teresa. Beijinhos.
É Legau demais, Pedro, vou pagá prá verr – não imporrta que eu fique atrás da porrta…Entretanto fico planejando minha viagem de “aeroplano”… .;))
O TGV também não passa aí?
Isto aqui não é o Poceirão , é o Pico.;))
A gente não quer saber do TGV para nada. Com as nossas belissimas águas seria uma enchente de espanhóis….Lá íamos nós todos ao fundo.
Agora, tenho uma dúvida, talvez não seja tão fácil aqui apanhar um aeroplano como o João fez. Não importa, vou de Balão.:))
Só para lembrar que o Pico já esteve cheio de castelhanos e não foi ao fundo. Eheh…
Que mauuuuuu
Não se invoca assim o nome do Chico em vão. É pecado mortal.
:))))
Pecado é faltar o fotógrafo.
Mau mau foi o nosso primeiro dizer que o Chico o tinha querido conhecer, quando foi ao contrário, Maria do Sol. Fiquei até aflita só de pensar por que razão o ‘nosso’ Chico havia de querer conhecer o Sócrates.
Para o ajudar a escolher a cor das camisas brancas?
Quem disse foram os mais papistas do que o Papa. Uns tontos. Porque, como muito bem diz, não faria sentido o Chico querer conhecer o primeiro ministro. O Chico não parece ser propriamente ligado ao poder corriqueiro. A toleira é tanta que mais parece inventada por “submarinos” do que por amigos do pm. Ou, então, querem mesmo desviar as atenções para estas rendas de bilros mal amanhadas.
Entretanto reafirmo o que já disse num post (julgo que do Paulo Gorjão): a dimensão do Chico Buarque é tal que não deslustra ninguém querer conhecê-lo. Pelo contrário, mostra bom gosto.
Mas isto pode ser a minha paixão assolapada (pelo Chico Buarque) a falar.
:))))
E que tal as camisas dele?
O Chico? Até com a camisa do Politeama fica lindo!
(Se quiser responder a esta à letra, vai ter de ir ao google, ai vai vai)
eh eh eh
:)))
Futebol? Livra!
Ai futebol livra? Pois. Mas para apresentar aquela criatura como adepta e tal e coisa…
Ainda não passaram 16 segundos.
:((
Mas ele é tão ‘ferveroso’…
Se não cantarem, têm ao menos de trazer uma máquina fotográfica.
Com um detalhe: as cantiguinhas são as do costume, mas as letras são da Ana Vidal, cerrrrto?
As letras sim, mas as fotos não.
Cerrrtchíssimô, quirida Chloé. O Chico anunciou (logo a seguir a dizer que queria muuuuito conhecer o Sócrates…) que nunca mais cantava letras que não fossem minhas.
Parabéns, João, pela belíssima crónica que aqui nos trouxeste do vosso jantar. Através dela, fica-se a poder compor melhor a imagem que temos de cada um dos “delituosos”, uma vez que a nossa estimada Ana Vidal, teve aquela indesculpável falta do fotógrafo (é caso para dizer ‘o fotógrafo não estava lá’). A tua, como já a conheço há pelo menos quatro décadas, (ou séculos?) não sofre alteração e tem sempre a marca de uma amizade para a vida inteira. Para quando, um jantar destes na nossa terra?
Um forte abraço.
Ás tantas, se não for nos Açores…
Uhhh, Uhhh, apanhei-te…(toma!): “ÁS” tantas?? Um “ás” será o fotógrafo do próximo jantar, que vai ser nos Açores…
🙂
Tanto alarido por causa de uma gralhazita? Pfff…
Tão agradável e bem humorada quanto o jantar e a companhia.
E quanto à eficiência da Ana Vidal nada a dizer. Mesmo sem fotógrafo.
Excelente.
Foi tudo pelo melhor, realmente. Quanto à Ana… bem… por esta vez…
Ufff… safei-me com a temperatura do vinho?
Obrigada, Sérgio.
🙂
Não sei, não sei…
Desculpem a curta ausência, displicente apenas na aparência. Às voltas com a tesoura e o papel e num sufoco de prazos, ainda não consegui comentar como desejaria e à pressa não sei fazê-lo – mas não perdem pela demora. [eu rindo demoniacamente] Vou desde já adiantando, porém, que adorei o jantar; que toda a gente foi de uma simpatia irrepreensível; e que apenas tive pena de não levar a câmara, ou fazia um poste que nos tirava da crise.
João, boa onda és tu, caramba. Já não se vêem muitos assim. Terão fugido todos para as ilhas? Abraços a todos.
jb
Tal como eu já esperava, foi um gosto conhecer-te.
Um grande abraço, amigão.
Satisfeita por participar desta forma (ainda que tardiamente) no jantar dos delituosos. 🙂
E ansiosa pelas novidades!
Posso garantir-lhe que satisfeitos estamos nós todos com as presenças de luxo habituais, como é o seu caso. As novidades hão-de aparecer por aqui, Sílvia.
João, acolho as suas palavras com sincero agrado.
:))
É bom saber isso, Sílvia.
João, muito obrigada por esta excelente descrição. Fossem os tempos outros, e o jantar era por aí, a meio do Atlântico. 🙂
E como eu gostaria. Enquanto ando por cá.
Não poderíamos ter tido uma descrição/síntese melhor do jantar (o primeiro, para mim), João. Gostei muito de uma coisa que disseste no momento do discurso: «esta é a nossa casa». Senti isso mesmo, pela simpatia e cordialidade entre todos, características que, aliás, se traduzem na concepção deste blogue. Relativamente à minha descrição, gostei muito, embora a parte da “serenidade” só se verifique de vez em quando:))
Obrigado, Ana Sofia. Também para mim foi o primeiro jantar do DO, que é a nossa casa.
Até neste comentário foste serena.
:o)
Esta delituosa condómina subscreve a crónica acima postada, com particular ênfase na apreciação do descontraído chasquear instalado entre os vários vizinhos até então desconhecidos.
Saudações transatlânticas, João, e bom dia de Portugal!
Eu acabava por ficar satisfeito… Mas o bom Dia de… Livra!… É um dos dias em que mais trabalho, por via dos ossos do ofício.
Beijinhos, Ana Cláudia.