18 comentários em “Dedicado aos indignadinhos com as licenciaturas domingueiras”
O Cravinho vai botar tudo em pratos limpos. Oh Yeah… se vai. E o filósofo já avisou: si vous voulez, appelez la policie, mais, Je ne vais pas payer! Pimba!!!
Que mal fizeram os indignadinhos ao Ruizinho, para lhes ter tanto odiozinho? Chateia-o que não tenham trabalhinho? Que passem o recibinho verdinho? Que sejam precariozinhos e, portando, sujeitos a pressõezinhas dos patrõezinhos? Que não tenham autonomiazinha? Oportunidadezinhas que o Ruizinho teve? Como é bela, a solidariedadezinha! Olhe, que nunca passe dificuldadezinhas, nem o Ruizinho nem os seus, são os meus votos (sem diminutivo).
É que as dificuldades calham a todos. Mas calculo que seja mais fácil e leve acreditar que é só a quem tem licenciaturas domingueiras.
Sara, creio que não percebeu o sentido do que escrevi. É, certamente culpa minha. O que pretendia era ser irónico e referia-me, apenas, aos que manifestaram indignação pelos termos em que Sócrates conseguiu a sua licenciatura (nos quais me incluo, já agora). E não aos indignados enquanto movimento ou atitude perante a situação actual da sociedade. Em todo o caso, penso que tem aí um gatilho que dispara demasiado rápido… Há indignações e indignações. Já por várias vezes me referi à situação de desemprego como facto crucial de injustiça da nossa sociedade. E à necessidade de, para lá das manifestações de solidariedade de circunstância, colocar a questão no contexto da solidariedade intergeracional. Em todo o caso, não recebo lições de desemprego de ninguém. Ainda o desemprego era apenas estrutural em Portugal (5%) e eu, com um percurso académico e profissional exemplares, já estava desempregado devido à falência da empresa em que trabalhava. Com dois filhos para alimentar, vestir e educar. E não foi durante pouco tempo. O que, em todo o caso, não me torna nem pior nem melhor do que ninguém. Entendidos?
E, já agora, para o quadro ficar completo, e com a devida autorização da visada, sempre lhe digo que a minha mulher, com duas licenciaturas (pré-bolonha) e uma pós-graduação alterna há mais de 20 anos entre contratos precários e desemprego. É professora quando os concursos assim permitem e confronta-se diariamente com pessoas muito menos preparadas, confortavelmente instaladas nos quadros do Ministério da Educação. Assim, já vê que sobre falta de trabalhinho, recibozinhos verdes (quantos anos os passei, meu Deus, e que saudades deles tive quando fiquei desempregado), desempregozinho, falta de oportunidadezinhas, precariedadezinha, dificuldadezinhas (do género de estar na iminência de perder a casinha onde moram os filhinhos ou de não comprar uma pecinha de roupazinha durante aninhos a fio ou fazer trezentos quilómetrozinhos por dia para ir trabalhar numa escolinha em Mirandelinha e voltar a Braguinha para ver os filhinhos todos os diazinhos durante mesinhos a fio, levantando-se às quatro da manhãzinha e regressando às 22h00 da noitezinha) teríamos muito para conversar.
Rui, estou calejada. E como estou calejada, disparo ao mínimo sinal de ataque. Estou cansada de ver um país (continente? http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=529885) com tantos desempregados jovens e com tão pouca solidariedade intergeracional. Como se o desemprego e a precariedade fossem culpa própria. Caramba, andamos a educar muito mal gerações inteiras, se assim for o caso…
Não precisava ter partilhado comigo todos esses problemas pelos quais passou e passa, eu já me iria sentir mal o suficiente por ter errado o alvo. Aceite as minhas desculpas e reitero os votos de felicidades para a vida. Bem andamos a precisar…
Por essa não esperava. Então já sabe que os dedos avançam mais depressa do que a cabeça e que o que eu digo não é para levar muito a sério. 🙂 Obrigada pela paciência.
Na minha terra diz-se que não devemos gastar cera com ruim defunto. Não bata mais na criança.
O Cravinho vai botar tudo em pratos limpos.
Oh Yeah… se vai.
E o filósofo já avisou: si vous voulez, appelez la policie, mais, Je ne vais pas payer!
Pimba!!!
Correcção: Si vous vouliez, appeliez la policie…
Muito agradecido, meu Amigo Rui!
(Bem avisou Apeles ao sapateiro; não vás além da tua chinela… mazisto… um tipo não aprende…)
De rien, Bartolomeu. Nous devions être les uns pour les autres.
E de que estes biólogos são mais inteligentes do que muitos humanos, eu não tenho dúvida 😉
E mais sérios, Cristina.
E serão mais inteligentes do que os donos?
Em alguns casos, não tenho qualquer dúvida TA.
Béu Béu Béu…
(não traduzo porque sei que são inteligentes e entendem bem o que eu disse… LOL)
Que mal fizeram os indignadinhos ao Ruizinho, para lhes ter tanto odiozinho? Chateia-o que não tenham trabalhinho? Que passem o recibinho verdinho? Que sejam precariozinhos e, portando, sujeitos a pressõezinhas dos patrõezinhos? Que não tenham autonomiazinha? Oportunidadezinhas que o Ruizinho teve? Como é bela, a solidariedadezinha! Olhe, que nunca passe dificuldadezinhas, nem o Ruizinho nem os seus, são os meus votos (sem diminutivo).
É que as dificuldades calham a todos. Mas calculo que seja mais fácil e leve acreditar que é só a quem tem licenciaturas domingueiras.
Sara, creio que não percebeu o sentido do que escrevi. É, certamente culpa minha. O que pretendia era ser irónico e referia-me, apenas, aos que manifestaram indignação pelos termos em que Sócrates conseguiu a sua licenciatura (nos quais me incluo, já agora). E não aos indignados enquanto movimento ou atitude perante a situação actual da sociedade. Em todo o caso, penso que tem aí um gatilho que dispara demasiado rápido… Há indignações e indignações. Já por várias vezes me referi à situação de desemprego como facto crucial de injustiça da nossa sociedade. E à necessidade de, para lá das manifestações de solidariedade de circunstância, colocar a questão no contexto da solidariedade intergeracional. Em todo o caso, não recebo lições de desemprego de ninguém. Ainda o desemprego era apenas estrutural em Portugal (5%) e eu, com um percurso académico e profissional exemplares, já estava desempregado devido à falência da empresa em que trabalhava. Com dois filhos para alimentar, vestir e educar. E não foi durante pouco tempo. O que, em todo o caso, não me torna nem pior nem melhor do que ninguém. Entendidos?
E, já agora, para o quadro ficar completo, e com a devida autorização da visada, sempre lhe digo que a minha mulher, com duas licenciaturas (pré-bolonha) e uma pós-graduação alterna há mais de 20 anos entre contratos precários e desemprego. É professora quando os concursos assim permitem e confronta-se diariamente com pessoas muito menos preparadas, confortavelmente instaladas nos quadros do Ministério da Educação. Assim, já vê que sobre falta de trabalhinho, recibozinhos verdes (quantos anos os passei, meu Deus, e que saudades deles tive quando fiquei desempregado), desempregozinho, falta de oportunidadezinhas, precariedadezinha, dificuldadezinhas (do género de estar na iminência de perder a casinha onde moram os filhinhos ou de não comprar uma pecinha de roupazinha durante aninhos a fio ou fazer trezentos quilómetrozinhos por dia para ir trabalhar numa escolinha em Mirandelinha e voltar a Braguinha para ver os filhinhos todos os diazinhos durante mesinhos a fio, levantando-se às quatro da manhãzinha e regressando às 22h00 da noitezinha) teríamos muito para conversar.
Rui, estou calejada. E como estou calejada, disparo ao mínimo sinal de ataque. Estou cansada de ver um país (continente? http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?t emplate=SHOWNEWS_V2&id=529885) com tantos desempregados jovens e com tão pouca solidariedade intergeracional. Como se o desemprego e a precariedade fossem culpa própria. Caramba, andamos a educar muito mal gerações inteiras, se assim for o caso…
Não precisava ter partilhado comigo todos esses problemas pelos quais passou e passa, eu já me iria sentir mal o suficiente por ter errado o alvo. Aceite as minhas desculpas e reitero os votos de felicidades para a vida. Bem andamos a precisar…
No harde feelings, Sara. Goste sempre muito de a ver por cá e de fazer a travessia do deserto.
* hard
Por essa não esperava. Então já sabe que os dedos avançam mais depressa do que a cabeça e que o que eu digo não é para levar muito a sério. 🙂
Obrigada pela paciência.
Na minha terra diz-se que não devemos gastar cera com ruim defunto. Não bata mais na criança.