Eheheheh. Esta tem muita graça, Francisca. Por coincidência, daqui a pouco publicarei aqui um texto sobre um corretor – correctamente sem C.
(e ando há muito tempo com vontade de lançar uma série sobre as correcções que o meu telemóvel “inteligente” insiste em impor-me do alto do seu analfabetismo militante)
Já “agora”… a Microsoft teve o péssimo mau gosto de ter o novo corrector em abortês. Digo isto, porque me esqueci e comprei um Surface. A facilidade com que estas multinacionais, publicitárias, etc… aderiram ao abortês, diz muito sobre como os consumidores não têm verdadeiras alternativas, perante golpadas globais.
Uma linguista da Real Academia Espanhola – que é uma instituição séria – afirmou há pouco tempo – com alguma pena – que mesmo que fosse útil e necessário fazer uma reforma ortográfica isso não seria possível numa democracia e num país alfabetizado, já que, quanto maior o grau de literacia mais firmes são os hábitos de escrita e há oposição e o poder tem as limitações do estado de direito… A reforma da língua castelhana modificou 10 ou 12 palavras (sic) e mudou algumas regras de hifenização. Em sinal de respeito pelos utilizadores, o Acordo, celebrado com a maior diginidade por 19 países, é facultativo. Numa democracia e em países cultos é impossível ir além disso, disse a línguísta. E é de crer que sim, que tem razão. Pelo menos é o que se retira, “a contrario sensu” do caso português.
Corrector ortográfico deve escrever-se com “c” antes do “t”. Se não, parece o corretor da bolsa. Mais um disparate do acordo ortográfico…
Eheheheh. Esta tem muita graça, Francisca. Por coincidência, daqui a pouco publicarei aqui um texto sobre um corretor – correctamente sem C.
(e ando há muito tempo com vontade de lançar uma série sobre as correcções que o meu telemóvel “inteligente” insiste em impor-me do alto do seu analfabetismo militante)
Já “agora”… a Microsoft teve o péssimo mau gosto de ter o novo corrector em abortês. Digo isto, porque me esqueci e comprei um Surface.
A facilidade com que estas multinacionais, publicitárias, etc… aderiram ao abortês, diz muito sobre como os consumidores não têm verdadeiras alternativas, perante golpadas globais.
Escasseiam alternativas, abundam alternadeiras…
Uma linguista da Real Academia Espanhola – que é uma instituição séria – afirmou há pouco tempo – com alguma pena – que mesmo que fosse útil e necessário fazer uma reforma ortográfica isso não seria possível numa democracia e num país alfabetizado, já que, quanto maior o grau de literacia mais firmes são os hábitos de escrita e há oposição e o poder tem as limitações do estado de direito…
A reforma da língua castelhana modificou 10 ou 12 palavras (sic) e mudou algumas regras de hifenização. Em sinal de respeito pelos utilizadores, o Acordo, celebrado com a maior diginidade por 19 países, é facultativo.
Numa democracia e em países cultos é impossível ir além disso, disse a línguísta. E é de crer que sim, que tem razão.
Pelo menos é o que se retira, “a contrario sensu” do caso português.