decoro


Sérgio de Almeida Correia,

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“decoro (ô), s.m. respeito de si mesmo e dos outros; decência; compostura; dignidade; honestidade; vergonha; pundonor; nobreza. (Do lat. decôru-, “que convém”).” – Dicionário da Língua Portuguesa, Porto Editora, 6.ª edição

 

Mas será que é preciso ser arguido, acusado e condenado com trânsito em julgado para ter decoro? E vergonha? E senso? É cada vez mais evidente em cada dia que passa que não há um, dois ou três Partidos Socialistas, mas sim quatro. Há o de José Sócrates, há o dos amigos de José Sócrates, que se confunde com o primeiro em função das ocasiões, há o de António Costa e do Governo, que corre atrás das metas do défice e se esforça por cumprir compromissos com toda a gente e mais alguma, e depois há o dos portugueses que se revêem no PS e que não sabem em que PS hão-de confiar.

Oxalá esteja enganado, mas neste momento, se forem todos como eu, quer-me parecer que em nenhum deles. O pior é que nos outros também não se pode confiar.

0 comentários em “decoro”

  1. Prefiro pegar na coisa pelo lado positivo:
    – são os políticos e as políticas, que temos e que merecemos, no seu melhor!
    E, agora, expliquem-me como se eu fosse muito burro:
    – se quarenta e tal anos de eleições nos trouxeram aqui, o que vos leva a acreditar que votar vale a pena?!
    Se não me explicarem direitinho, então merecem, mais que ninguém, estes políticos.
    Desde já, muito obrigado!

    João de Brito

  2. Gostei; é claro que não está enganado.
    O título do seu post e as notas abaixo do soberbo “Pensador” de A. Rodin englobam tudo o que pensamos deste “pessoal” .
    Os nossos políticos, salvo pouquíssimas excepções, visam unicamente a sua sobrevivência e o seu protagonismo, veja-se o caso de J. Sócrates que não desarma, e é por essas e por outras que a abstenção se situa nuns preocupantes 48%.

  3. Acontece que, nesta matéria, vivemos um momento de opções.
    Creio que o caminho deve fazer-se caminhando e a cada dia o seu trabalho. É preciso estar para mudar.

  4. “…há o de António Costa e do Governo, que corre atrás das metas do défice e se esforça por cumprir compromissos…”

    É preciso estar a gozar. Como comprimisso sobre os impostos dos combustíveis?

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