O modelo do debate José Sócrates–Paulo Portas e dos que se seguirão está muito longe do antigo ambiente de feira. Uns gostarão por ser mais audível e garantir em certo número de temas, outros não gostarão por ser bem menos divertido. Terminado este primeiro embate, pus-me a ver a SIC-Notícias, que entrou a debater o debate, e percebi que à volta de Mário Crespo era retomado o modelo tradicional: tudo em frente e fé em Deus.
O resultado foi curioso. Mário Crespo foi recebendo dicas sucessivas de Ricardo Costa (tipo «já lá vamos a esse ponto a seguir»). Os lábios de Luís Delgado mexiam-se ao som da voz de Ricardo Costa. O sussurro de António Costa Pinto saía com o som da voz de Ricardo Costa. Pelo meio, em todos os intervalos entre cada um dos outros, falava Ricardo Costa. Não há dúvida de que a tradição ainda é o que era: num debate à antiga, o tempo conquista-se.

Viva, compadre. Isto é que é comentário quase em tempo real. Verifico que optaste pelo debate pós-debate na SIC N: não quiseste espreitar os outros canais ou chegam aí de forma defeituosa?
Espreitei um pouco de tudo, compadre. Mas (que queres?) o Ricardo Costa tomou o meu tempo todo. Hehe…
Convenhamos que também ninguém, para além do Ricardo Costa, parecia ter muito a dizer. Ou então, ok, não teve mesmo hipótese de o dizer. E é impressão minha ou o Luís Delgado – pelo menos desde que o Santana Lopes perdeu as legsilativas de 2005 – apresenta-se como de direita mas tudo o que sai dos lábios dele soa mais cor-de-rosa que cor-de-laranja?
Acho que nem ele sabe bem.
Não vi o “prolongamento”, João. Fiquei convencido que aquilo só se decidia nos penalties.
E resolveu-se: ganhou o Ricardo Costa. Hehe…
Na RTPN ganhou o Rui Moreira. Na TVI24 devia ter ganho o Pedro Guerreiro, mas acho que a Joana Amaral Dias falou melhor.