De retorno


fiodeprumo,

Para retorno de férias aqui está uma apresentadora que não tem medo de dizer o que pensa, nem de enfrentar as consequências. Embora o estilo tenha algo de agreste – que, pessoalmente, não aprecio -, o conteúdo merece reflexão. Sobretudo para Estados que não são laicos, o que, felizmente, não é o nosso caso.

A religião não deveria ser, nunca, poder político. É algo profundamente pessoal, que deverá constituir uma escolha e jamais uma imposição. E os ateus têm tanto direito a sê-lo como aqueles que o não são.

8 comentários em “De retorno”

  1. Vamos ver no que isto dá.

    Conhecidos meus, árabes do Bahrein, da minha idade ou pouco mais, lutaram pela modernização. As raparigas orgulhavam-se das suas calças de ganga e não usavam véu, lutavam “contra” as gerações anteriores.

    Depois chega o islamismo. Quanto a mim porque acreditavam que as glórias passadas do mundo árabe voltariam através do Alcorão.

    Chocante para esse meus conhecidos, eram os próprios jovens que desejavam o tradicionalismo preconceituoso e cego. Eram as próprias raparigas que queriam usar véu. Foram os próprios jovens que aderiram voluntariamente à censura social extrema.

    Depois estas novas “revoluções”. Ao que parece de novos jovens (os mais recentes, os outros já não o são). Ao que parece, o telemóvel e as redes sociais influenciaram.

    Esperemos para ver no que isto dá. Estou curioso!

  2. Mas o Islão é poder político. Está nos escritos.
    O Islão é ideologia e religião.
    Porque é totalitário.

  3. Partindo do pressuposto que a sacrossanta democracia, os direitos dos humanos e dos restantes animaisinhos e mai-la veneranda mãe-natureza (ambiente, quero dizer) não são religião…
    Cumpts.

  4. A religião é pessoal, mas isso inclui o direito de a exteriorizar. E de ser elucidado pelas pessoas que, no uso de um direito, reconheço como meus guias espirituais e religioso, em assuntos sobre o mundo que me rodeia. E de receber uma educação em consonância, etc. etc.
    Não se queira fazer da religião algo de tão íntimo que se tornaria, de facto, clandestino.

    1. Direito de exteriorizar, sim, certamente. Mas direito de impor, não. Ora quando os Estados não são laicos, impõem a religião oficial. E ao impo-la limitam a liberdade dos outros.
      Julgo que uma coisa é o direito de exteriorizar e de escolher. E outra é não o poder fazer, porque apenas um caminho é reconhecido e permitido.

  5. As mulheres muitas vezes dão lições de coragem ao mundo. Esta Senhora de facto pôs o dedo na ferida, o Islamismo que deveria ser mais uma religião que procurasse a paz e entendimento entre os homens, nasceu de um guerreiro e a principal ideia que deixou foi a que todos se devem converter e ter temor ao seu Deus e quem não pensar assim será morto. Estranha e assustadora religião.

  6. De facto a religião não deveria e no entanto quantas guerras e quantos conflitos e quantas chacinas foram (são) justificadas em seu nome!

    Cumprimentos.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *