De que falamos quando falamos em “ser feliz”?


Pedro Correia,

 

Um dos mais irritantes chavões da bola é aquele em que se procura justificar a vitória de um determinado clube dizendo que este “foi feliz”. Ontem à noite, na SIC Notícias, lá recorreu o comentador Joaquim Rita a tal chavão, procurando assim desvalorizar a conquista da Liga dos Campeões pelo Chelsea.

Mas afinal em que é que este clube “foi feliz”? Por ter jogado em casa do adversário, o Bayern de Munique? Por ter actuado sem três dos seus mais emblemáticos jogadores? Por ter dado uma lição de táctica no Arena de Munique? Por ter confirmado que possui uma defesa sólida e um perigoso contra-ataque? Por ter revelado um inegável índice de eficácia ofensiva ao ponto de marcar um golo no primeiro pontapé de canto que teve a seu favor? Pelo facto de o guarda-redes Cech ter defendido dois penáltis?

Dizer que o Chelsea “foi feliz” é o mesmo que dizer que jogou de azul. Um lugar-comum idêntico a tantos outros. Uma “explicação” que nada explica.

Uma frase nada feliz.

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8 comentários em “De que falamos quando falamos em “ser feliz”?”

  1. Neste caso até o treinador do Chelsea, reconheceu que tiveram um pouco de sorte!
    Onde vi o jogo e éramos muitos, todos reconheceram que o Bayern foi infeliz!
    A felicidade de uns é a infelicidade de outros, mesmo no futebol!
    Quanto ao Azul, se for o do céu é sinal de um dia que deixa todos felizes.
    Ainda está fresco como o Chelsea, derrotou o Benfica….

    1. Jogo implica sorte também, Nuno. Mas de um comentador encartado exige-se que faça uma leitura um pouco mais elaborada, que transcenda os chavões do ‘feliz’ ou ‘infeliz’.

      1. Estou de acordo com o seu comentário.
        E os chavões como diz, devem ser postos de lado!
        E em poucas palavras, poderemos dizer tudo: Os campeões não surgem sem uma pontinha de sorte, apesar de reconhecermos que o Chelsea pelas contrariedades já descritas mereceu essa sorte!

  2. Meu caro, se se tratasse da equipa de José Mourinho, como sucedeu no tempo do Inter de Milão, os comentadores basbaques das nossas tv’s diriam que tinha sido a vitória da táctica magnífica engendrada por Mourinho…

  3. Amigo Pedro,

    sou dos poucos defensores e adeptos do Chelsea que gravitam em Portugal.
    A vitória dos ingleses foi muito justa. Não interessa quem mais joga mas quem é mais eficaz.

  4. Este senhor Joaquim Rita deve ser a pessoa mais “feliz” deste mundo. Deve ser o pior comentador de futebol no nosso país, mas continua a haver quem lhe pague para ouvir as suas opiniões. Cumprimentos.

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