
Há duas semanas, o presidente da Assembleia da República enfureceu-se com um vice-presidente da bancada do PSD porque este partido tinha “deputados a mais” na sala de sessões do parlamento. Há dois dias, com uma rispidez muito semelhante, o mesmo Ferro Rodrigues insurgiu-se contra um deputado do CDS que protestava contra a anunciada presença de mais de duas centenas de pessoas no mesmíssimo local, a pretexto da celebração do 25 de Abril. Praticamente mandando calar o deputado, sob a alegação de que aquele tema não era para tratar ali. Como se entre as competências da segunda figura da hierarquia do Estado estivesse a de fornecer guiões aos deputados para falarem daquilo que ele considere politicamente correcto.
É inaceitável que para o trabalho regular no hemiciclo apenas um quinto das bancadas devam estar preenchidas, alegando-se grave risco sanitário, mas para celebrar o feriado esse risco esmoreça ao ponto de ser expressamente ali autorizada a presença de um terço dos deputados. Com o alto patrocínio do Presidente da República, que há quase um mês se apressou (e bem) a cancelar as cerimónias do 10 de Junho, Dia de Portugal. E no preciso local onde por esmagadora maioria já se autorizou por três vezes um estado de emergência que impõe a clausura compulsiva dos cidadãos e a supressão de vários direitos e liberdades. Incluindo o direito de manifestação, o direito de reunião, o direito de resistência, o direito à greve, a liberdade de circulação, a liberdade de emigração e a liberdade de culto.
Irão suas excelências comparecer de mordaça (perdão, de máscara) e cravo? Eis uma original forma de “celebrar Abril”.

Agravos de septuagenário.
Dói-lhe alguma coisa?
Portugal tornou-se numa quinta do PS, ponto final, parágrafo. Alias, basta a celebre frase que escapou à actual comissária EU, quando disse que o dinheiro do governo era do PS, para entender a mentalidade destes “democratas”. Agora que, finalmente, conseguiram que quem tem os lugares de poder são tudo amigos, família, amigos de família e família de amigos…estamos feitos. Ainda por cima decidiram pagar a CS.
Qual será a definição de democracia onde tudo isto se encaixa?
Absolutamente incisivo
Pagar a CS? Mas a CS já não estava controlada à 11 anos? É que quem vê telejornais, programas de debate e lê jornais desde 2011, fica mais que convencido que a CS anda de mão dada com este governo e com os seus parceiros. E exemplos não faltam, desde comentadores escolhidos a dedo, desde programas de debate que não refletem o espectro da AR e se completam com analistas que vestem a mesma camisola… até à nomeação de amigos para cargos de direção editorial e censura a determinados programas de informação. Por isso, de todas as medidas, este pagamento em nada me surpreende, até o acho lógico, tendo em conta a ajuda vital que a CS lhes proporcionou durante todos estes anos.
Sim, porque esta ajuda não começou em 2015, começou em 2011, com as sovas diárias dadas ao governo de então.
Só para dar um pequeno exemplo… entre 2011 e 2015 Mário Nogueira tinha quase mais tempo de antena que a Cristina Ferreira. Desde 2015 para cá, ninguém quer saber do homem, ao ponto de nem nos lembrarmos dele.
Ah… e a do Cristiano Ronaldo das finanças? Meu deus… de mestre… horas e horas a falar na comparação, com honras de abertura nos telejornais… enfim…
Tem toda a razão. Há anos que eu me limito a espreitar uns minutos ( às vezes nem tanto ) a tv que temos e esses pouquíssimos minutos diários chegam para ver que são sempre os mesmos a debitar cliches, a nunca referir o que não convém ao poder, a atirar para o ar banalidades sobre a espuma dos mesmos temas em todos os canais, durante pelo menos uma semana, e a não dar tempo de antena senão aos que fizeram uma constituição que lhes garante o poder para a eternidade.
Temos uma AR onde nenhum deputado é eleito. São todos nomeados pelos partidos do regime. Todos, inclusive os chefes, podem ser mudados durante a legislatura. Nenhum deputado responde perante os eleitores mas antes perante os chefes do partido. Que pode ter ido a eleições ou não.
Se a dita CS não dependesse do poder, e falo daqueles que são líderes de opinião, isto é, dos da tv, este poder absoluto duma hierarquia estabelecida já teria acabado. O bla-bla-bla que é permitido a alguns opositores ao políticamente correcto, se não for repetido, mesmo que passando a horas de grande audiência, é esquecido no minuto seguinte.
O mítico quarto poder que garantiria a existência de um contrapoder nas democracias ocidentais foi chão que deu uvas.
Mas só agora é descaradamente pago pelo poder.
O fenómeno da CS é talvez a minha maior tristeza na nossa sociedade. Ainda sou do tempo em que o pivot, ou o reporter, se limitava a dar a notícia, em quem conseguia, e quem não conseguia, era obrigado a conseguir, privar-se de dar opiniões pessoais, ideológicas ou outras. E isso sucedia no tempo em que só tinhamos um canal de tv, o do estado. Sou do tempo em que num debate político o moderador era apenas isso, um moderador, um indivíduo que tinha a capacidade e o dever de não tecer considerações e que tratava todos os entrevistados da mesma forma. Hoje isso acabou. Até aqueles que à uns anos o faziam, hoje deixaram de o fazer. Ou porque se sentem à vontade para tecer comentários pessoais, ou porque para manter o lugar, têm de alinhar nesta coisa em que se tornou a CS. Isto faz-me espécie. Faz-me espécie ver analistas que não alinham nesta bitola, a ser excomungados, tipo Camilo Lourenço. Faz-me espécie ver programas suspensos em vésperas de eleições, porque continham reportagens comprometedoras, tipo 6a às 9. Faz-me espécie ver reportagens retiradas do ar, como a rubrica da Ana Leal e ainda mais espécie, a direção editorial assumir que não a transmite porque iria causar polémica. Faz-me espécie ver um Ricardo Araújo Pereira ganhar rios de dinheiro num programa onde não lhe é imposto o mínimo de decoro. Onde os convidados são escolhidos a dedo para não expor as suas demagogias e quando arrisca, leva uma sova monumental, como quando convidou o líder da IL…. André Ventura não convida, talvez com receio de ser levado ao ko técnico ao fim de 5 minutos de programa. Mas como ele muitos outros, que fazem como as avestruzes e enfiam a cabeça na areia, de modo a convencerem-se que aquele partido não existe. Faz-me espécie ver entrevistadores não terem pejo em evidenciar a sua antipatia para com certas individualidades da política, tratando-os mal, a roçar a falta de educação, a repetirem as mesmas perguntas, mesmo depois de lhe ter sido dada a resposta, tão surdos pelas suas ideologias, que nem as ouvem. É exemplo disso a entrevista de Ricardo Costa a Ventura, ou daquele pequeno jornalista parceiro da Ana Leal ao mesmo convidado. Faz-me espécie o afastamento de uma Manuela Moura Guedes, ou a postura de um Miguel Sousa Tavares, quem o viu e quem o vê, ansioso por garantir o poleiro, o tempo de antena e o salário, vendendo-se a este status quo. Faz-me espécie não ter um jornalista que exponha as vergonhas de um ferro rodrigues, ou as falsidades, a roçar a burla de um Centeno. Ao menos não é só aqui… lá fora é igual…
Eu abençoo a internet. Escolho lá os programas que me interessam, sigo conferências, comparo o que dizem uns e outros e nunca tenho tempo livre. Como o futuro de Portugal ( ou de qualquer outro país da Europa ) já não depende do governo do pais, excepto no tipo de austeridade imposta ( mais irs ou mais taxas e taxinhas ) é bom tentarmos compreender como sopram os ventos lá mais para o centro da Europa.
A massificação muito rápida da sociedade conduziu à degradação do ensino um pouco por toda a parte e, naturalmente, à menor exigência de qualidade nos programas de tv.
A capacidade crítica existe numa pequena minoria que não tem influência nos votos das eleições. Portanto, poucos trabalham para ela
Em minha opinião, hoje em dia, somos nós que temos de ir à procura de informação e de cultura de qualidade. Nem uma nem outra vêem ter connosco.
PARABENS pela sua analise. Infelizmente é lida como um desabafo que terá muitos seguidores ..mas a DITADURA já está instalada…e com a cobertura doPR.
Sobre isto, a minha modesta opinião é esta: om/2020/04/para-o-bem-comum.html
https://bairrodavilarinha.blogspot.c
Bom Fim-de-Semana.
Para que não subsistam quaisquer dúvidas e se saiba que eu sou 020/04/claro.html
TOTALMENTE A FAVOR DO 25 DE ABRIL e do 1º DE MAIO.
Só que, neste nosso momento crítico de vida ou de morte…
https://bairrodavilarinha.blogspot.com/2
Ora bolas, isto não saiu bem… om/2020/04/claro.html
O tal “Anónimo” sou eu mesmo, José Couto.
Espero que, agora, fique devidamente assinado.
Obrigado Pedro Correia, por aceitar estas minhas publicações.
Apresento-lhe as minhas desculpas por esta “novela”…
Repito aqui a ligação:
https://bairrodavilarinha.blogspot.c
Viva, José Couto. Votos de muita saúde e de um excelente domingo.
Olá, Pedro Correia,
Viva, Bom Dia.
Agradeço e Retribuo os Votos de muita saúde e de um excelente Domingo.
Muito Obrigado.
Que esteja e que fique bem.
Há na celebração de Abril uma psicologia adversa ao regime de contenção, de quarentena, do preservar da segurança, pela cuidado da saúde pública. Porquê? Porque Abril (e Novembro) representa A Data na qual centenas de portugueses arriscaram, literalmente, a vida em nome da Liberdade. Comemorar, com Medo, o dia da Liberdade, é um contrasenso e uma desonra para com aqueles que arriscaram, a sério, tudo, naquela madrugada memorável. Foi por Alguns não terem medo que, a Liberdade nasceu para todos, para essa maioria cheia de medo.
Os Símbolos são Sagrados noutros lados que não a igreja.
Qual Liberdade pá? Isso foi um efeito colateral de uma luta corporativa.
Olha-me este! Toma lá pá!
https://youtu.be/DG153lK-xKs
Uns tantos lutaram pela liberdade de todos, outros pelo poder para eles próprios, outros por razões puramente ideológicas e outros ainda por razões que só eles saberão. Os humanos deverão ter todos os mesmos direitos perante a lei mas nunca na história foram todos igualzinhos uns aos outros, com os mesmos pensamentos, ideias, boas intenções e más intenções. Por muito que façam parte do mesmo grupo social.
Se querem “combater sem medo”, apresentem-se ao serviço, todos os dias, os mesmos que estarão presentes – porventura com máscara ou mascarilha – naquela sessão solene.
Neste momento de dor e luto, em pleno estado de emergência, com direitos e liberdades suspensos e centenas de famílias impedidas de assistir a funerais de entes queridos, o Estado devia estar em respeitoso recolhimento, não em festa.
Entendo
Que ponhas a tua vida em risco, é problema teu e dos que te querem bem.
Que ponhas a vida de outros em risco, isso é outra história.
Outro…. Sampy nem chegaste a encher o copo. Perante o meu comentário ficaste-te na palhinha.
Pode ser uma palhinha, mas faz a diferença entre a heroicidade e a estupidez.
Não faltou medo naquele(s) dia(s). E foi isso o que impediu um banho de sangue. Para tristeza de alguns (letra bem pequena) que ainda hoje se arrependem do que não aconteceu.
A psicologia é do camandro.
Quanto a Ferro Rodrigues é, na figura e no gesto, um boçal.
Os óculos até parecem ter alguma decência.
Boa tarde , depois disto espero ir , com a minha família , a Fátima no dia 13 de Maio sem ser incomodado .
Luis Almeida
Espero que a igreja não vá atrás, tenha o bom senso e siga o exemplo das celebrações da Páscoa no Vaticano.
De facto, o Costa já está a tratar de enredar o Patriarca, para distrair a populaça.
Portugal, um país de gente doida e mal-intencionada, onde os chanfrados dos políticos ao invés de acabarem com a corrupção e o desemprego, e enfrentarem a crise económica, põem-se a falar da falsa pandemia da doença do coronavírus covid-19 e de festas e feriados nacionais, como se isso fosse importante para os cidadãos Portugueses.
«…(perdão, de máscara)…»
Convém explicar que a Organização Mundial de Saúde (OMS) a 06 de Abril de 2020 voltou a recusar o uso de máscaras generalizado (excepto pelos profissionais de saúde) por as mesmas serem ineficazes na protecção contra a contaminação; as máscaras servem somente para proteger os doentes/pacientes das gotículas de saliva dos profissionais de saúde que possam eventualmente cair ou ser expelidas:
– Conselhos sobre o uso de máscaras no contexto do COVID-19 dvice-on-the-use-of-masks-in-the-communi ty-during-home-care-and-in-healthcare-se ttings-in-the-context-of-the-novel-coron avirus-(2019-ncov)-outbreak
https://www.who.int/publications-detail/a
Há animais e animais.
Alguns são asnos. E há até asnónimos.
A intervenção do deputado Ricardo Leite é que fez despoletar toda a situação,
e o Ferro Rodrigues pelo qual eu não tenho simpatias por aí além respondeu-lhe a letra e na minha opinião bem.
Com uma intervenção e saída de cena bem sensata do Rui Rio.
O deputado do CDS protesta neste caso concreto na Assembleia da Republica por razões que todos conhecemos e não por preocupações que pretende evidenciar.
Fascismo nunca mais.
25 de Abril sempre
O deputado Ricardo Leite,desde que frequenta a CMTV ,está igual ao Ventura. “
Já tu, anónimo, és igual aos outros anónimos todos.
Espero que não seja o principio do lápis azul, por ser anónimo.
Eu ainda acredito na liberdade, igualdade, fraternidade.
Na minha opinião este ano o 25 de Abril não devia de ser festejado, devido a estarmos em estado de emergência ou no estado em que nos encontramos.
A tv encarregar-se à de assinalar o dia e a sua importância daí não haver necessidade de ajuntamentos.
Em relação as intervenções do Ferro Rodrigues, mantenho o comentário acima feito, mesmo não gostando desta personagem.
A hora não é de festejos mas sim de respeito pelo luto daqueles que partiram em Portugal ou no resto do mundo.
Pedro Nunes
Estamos de acordo.
Nem sabia que o Sousa tinha cancelado as comemorações do 10 de Junho. É inacreditável. O homem não tem ponta por onde se lhe pegue, desculparás, sei que por aqui nem todos partilham da minha péssima impressão do PR mas isto é demais, tem que ir borda-fora
Companheiro,
O “Celito” esta a fazer tudo isto para ser reeleito. Deem-lhe o segundo mandato e verão…
Não, não gosto do actual PR.
Demasiado folclore para o meu gosto.
Eanes regressa que estás perdoado.
Forte abraço.
O cancelamento também seria inevitável porque as celebrações do 10 de junho envolvem uma preparação com meses de antecedência e uma comitiva razoável de malta a viajar de avião.
Calma, jpt: foram canceladas dentro do contexto em que estavam previstas.
https://observador.pt/2019/06/11/costa-c onfirma-comemoracoes-do-10-de-junho-de-2 020-na-africa-do-sul/
Convirá que as condições para uma celebração nestes moldes não são propícias.
Mas parece-me óbvio que as comemorações do 10 de Junho, na sua actual versão, deveriam ter sido canceladas e devem manter-se assim. E é normal que venham a ser realizadas num perfil algo mais restrito. O que pergunto, com toda a calma, é se alguém que tem andado a reboque dos acontecimentos cancela em Março o que poderá fazer em Junho tem razão em fazer e permitir “celebrações” durante a terceira ronda de um estado de emergência e numa situação destas, a evitar a onda de confiança que já aí está e que poderá ter efeitos negativos na saúde pública. E que terá em parte da população o sentido de contradição com o que se lhe pediu (e exigiu legalmente, com enormes custos) nas últimas semanas.
Ok, peço desculpa da minha má interpretação do seu pensamento.
Mas convirá que proibir aos deputados de se arrebanharem no 25 de Abril seria como proibir aos defuntos de irem para o cemitério.
Assim se vê, a força de jpt.
Anónimo, dessa gosto.
Todos são iguais – mas uns são mais iguais do que outros.
Eis um “estado de emergência” à portuguesa, com os políticos a assumirem-se como casta separada do conjunto dos portugueses, violando as próprias regras que aprovaram naquele mesmo local.
Por um lado, vemos cidadãos a ser detidos por “crime de desobediência” – por recusarem levantar-se de um banco público onde estão sentados sem mais ninguém ao lado. Enquanto outros se vêem impedidos de assistir a funerais de pessoas de família.
Por outro lado, vemos “cercas sanitárias” impostas por autarcas armados em xerifes ou líderes regionais sequiosos de palco público em concelhos onde existem “dez novos casos” (!) de infectados. he/decretada-cerca-sanitaria-em-camara-d e-lobos-na-madeira-devido-ao-coronavirus
https://www.cmjornal.pt/sociedade/detal
Enquanto isto acontece, a casta – integrando largas dezenas de pessoas pertencentes a grupos de risco – reúne-se, à porta fechada, em festiva celebração da violação das normas e de despropositadas e até insultuosas loas retóricas à “liberdade”.
Nos dias 21 e 22 de Abril os responsáveis pelo BE, PCP, PS vão estar na AR a responder pelo seu comportamento na decisão de promover a comemoração do 25 Abril em ambiente fechado, contrariando o que está escrito sobre o confinamento em estado de emergência
……..
A.Vieira
Inteiramente de acordo consigo, Pedro Correia. Alguns dos nossos actuais líderes políticos, inclusive nos mais elevados cargos, parece que estão a perder o bom senso. Será cansaço, ou será coisa pior?
Alguns agem de forma vacilante e desconexa por hipocondria. São uma espécie de anti-Churchill.
Ouvido no café:
“no meio deste ajuntamento de 130 pessoas, bastam cinco ou seis infectados bem distribuídos, para rebentar o regime … e salvar o país”.
Então mas não é suposto os “cafés” estarem fechados?
25 de Abril Sempre!!
Covid nunca mais!!
“Então mas não é suposto os “cafés” estarem fechados?”
Errado. A cerveja é pão líquido.
“Cancelou (e bem)” quanto mais não seja pela ridícula despesa:
“adiadas para o ano que vem, pois implicavam deslocação antecipada de centenas de militares e civis”
( http://www.presidencia.pt/?idc=10&idi=176639)
Foi a primeira grande decisão política do sr PR logo que regressou do retiro espiritual, a pensar em festivais primaveris.
Centeno, a mão invisível das nossas provações, agradece.
Nós também.
José de Bêtum
Cancelou – e bem. Foi precisamente o que escrevi.
Cancelar o 10/6 e não fazer o mesmo no 25/4 está mal. Que esta sessão solene, à porta fechada, ocorra em pleno estado de emergência, pior ainda.
Boa tarde Pedro Correia.
Que continue bem.
Inaceitável, incoerente, etc, e como eu também já tinha opinado – esta questão, esta cerimónia que tudo indica será concretizada, tem um lado positivo, é que é mais uma oportunidade, embora desnecessária, para aferir da categoria e coerência daquela pessoa que designam como o nº 2 do Estado, isto no que respeita a nº de pessoas que devem estar dentro da sala. Será que ele vai obrigar Marcelo e todos os outros a colocar uma máscara na cara?
Bom Domingo
António Cabral
De máscara na cara devia estar a segunda figura do Estado, caro António Cabral. A cobri-la, com vergonha. Mandar calar deputados, ainda por cima em nome do 25 de Abril, é vergonhoso.
O alto clero do credo oficial desta república, cada vez mais um estado descaradamente confessional (nunca o tendo deixado de ser na substância; é ler a sua sagrada escritura, vulgo “constituição”, desde logo naquilo que revisão alguma até hoje removeu), a Laica Irmandade dos Donos do Regime, mostra um zelo inflexível ao mais pequeno sinal de heresia.
A oportunidade é de ouro, aliás, e o gozo mal contido, depois de paralisada, há dias apenas e em submissa e irrestrita obediência, uma das regulares e mais impressionantes manifestações do peso que “a padralhada” ainda tem.
A alguns escapa já até o mais residual verniz; na verdade desnecessário, pois a turba é ela própria bruta. E a esse clérigo, que nunca o teve, é crescentemente difícil esconder as ânsias de Torquemada (até ver) frustrado.
Costa
Vai-se a ver e alguns daqueles que agora contestam a celebração do 25 de Abril são os mesmos que estão com o fogo no cu para reabrir a economia…Libertem o Michigan! Libertem o Minnesota! Libertem a Virgínia! Libertem a Pascoa! Libertem o 13 de Maio na Cova da Iria…. Libertem tudo, menos a liberdade!
É insultuoso fazerem esta sessão solene, à porta fechada, com muito mais deputados do que as sessões de trabalho e dezenas de convidados que nada têm a ver com o parlamento – muitos dos quais pertencentes àquilo a que as entidades sanitárias denominam “grupos de risco”.
Isto no preciso momento em que, por determinação governamental, existe um número muito limitado de pessoas que possam assistir aos funerais dos entes queridos falecidos com Covid-19 ou outra causa qualquer.
Esta sessão solene, à porta fechada, é um insulto aos portugueses que têm cumprido o estado de emergência em vigor.
Perpetrar este insulto em nome da liberdade é um insulto ainda maior.
Ainda vão a tempo de corrigir a ideia. Não me aprece, no entanto, que o façam.
Vão a tempo. Eles que escutem o João Soares: s/joao-soares-acho-um-disparate-persisti r-na-ideia-da-sessao-comemorativa-do-25-d e-abril-577786
https://jornaleconomico.sapo.pt/noticia
O nosso Estado de Emergência tem sido bastante pacífico comparado
com o da Espanha e também o de Itália. E o que dizer do estado da índia com chibatadas públicas para os prevaricadores.
O covid-19 mata sem dó nem piedade.
Agora a questão que se pode colocar é se o Estado de Emergência não fosse
decretado, quantos mortos e infectados estaríamos hoje a falar ?
…
E uma pergunta impossível de responder nos termos em que a faz. Pois estaríamos a falar de “cenários” em vez de factos.
Coloco a questão de outra maneira. A maioria dos países do mundo não decretou estado de emergência. Desde logo, em vários casos, por não terem sequer este instrumento previsto nos respectivos ordenamentos constitucionais.
Acontece, por exemplo, com a Alemanha. E não há notícia de que esteja pior que nós.
Pelo contrário, a Alemanha tem 54 mortos por milhão de habitantes e Portugal tem 67 na mesma proporção.
Sr. Pedro Correia,
com todo o respeito.
para não chegarmos a factos há que prever cenários.
E neste contexto, até fundamentados no que se está a passar no mundo.
Ter ou não ter na constituição o Estado de Emergência previsto pode
não ser importante, pois no momento em que os estados colocam certas medidas
em prática (ex. fechar lojas …aeroportos …etc …) o que é isto senão um estado de emergência e neste caso concreto para combater uma pandemia de origem duvidosa.
comparar Portugal com Alemanha?
exemplos:
Alemanha é um país que eu conheço e é organizado, disciplinado.
A Suíça na década de 80 a pessoa que era apanhada a deitar lixo
para o chão dava direito a multa.
Em França andavam polícias de metralhadora na rua a fiscalizar.
Os países nórdicos ….
Eu até posso concordar com o que está a dizer,
mas…. o que é colocado em prática é o que define o sentido real de emergência.
E a Europa e o mundo provaram com as suas acções a real necessidade de estados em emergência.
Saúde
O dia 25 de Abril abriu a porta à liberdade , mas essa mesma liberdade teve que ser ganha e praticada democraticamente todos os dias desde então. Não percebo o finca pé, a estupidez e a prepotência.
É ridículo o incumprimento da regra de ouro, apenas e só porque sim. Que o PAR é isto, todos sabemos. Que os demais pactuem é muito triste e desrespeitoso para todos os enlutados da Covid 19. E por enlutados não quero dizer apenas os que perderam parentes e amigos. Enlutados somos nós todos, os que já perderam ou vão perder algo em prol da continuidade.
É tempo de luto, não é tempo de festa.
Manter esta celebração à porta fechada, em estado de emergência, como se os políticos fossem uma casta privada com regras que vigoram só para eles, é a negação prática – e chocante – dos princípios básicos do 25 de Abril. Começando pela igualdade dos cidadãos perante a lei.
Exactamete, Pedro
Cerimónias públicas deste género têm vindo a ser adiadas em países como a Alemanha, a Itália e o Reino Unido.
Enfim, o confinamento é para todos menos para a casta. Uns são mais iguais do que outros.
Acho inaceitável que se comemore o 25 de Abril durante a pandemia!
Fazemos as comemorações a 28 de Maio.
O PSD tentou sonsamente colocar mais deputados do que o que tinha sido acordado, criando uma maioria fictícia. Parte foi sonsice, parte foi devido à luta de cães que decorre dentro do partido em que os deputados do próprio partido não confiam uns nos outros nem na direção. Uma imagem confrangedora.
O CDS não está preocupado com o número de pessoas nas cerimónias está a tentar impedir a cerimónia. Se o problema era o número de pessoas teria dito isso (não vão estar mais de duas centenas de pessoas no parlamento). Pessoalmente penso que mais deprimente que um salazarista só um salazarista sonso.
As cerimónias do 10 de Junho não foram canceladas, não serão feitas nos mesmos moldes. Tem de começar a ler as notícias com mais atenção. De qualquer modo o Presidente vai estar presente nas comemorações do 25 de abril.
A AR continua a reunir o plenário, não se percebe porque não pode o plenário celebrar uma data. Tem de se decidir se quer que a Assembleia feche e o governo seja feito pelo Sr. Costa por decreto, ou se quer celebrar o 25 de abril e deixar a AR funcionar. Dá sensação que desde que haja um Grande Líder para si é-lhe indiferente quem ele seja, o engulho é a democracia não são as políticas.
O jo, na sua patetice, consegue aqui fazer valer um ponto: quase nenhuma comoção se teria gerado se o 25 de Abril calhasse este ano em dia de expediente.
Sr. Pedro Correia,
Alemanha e o seu governo decretaram no dia 2 de Abril estado de emergência até 19 de Abril.
ex: o Estado da Baviera.
Tem razão. A possibilidade de proclamação do estado de emergência a nível nacional foi rejeitada na Constituição original da República Federal da Alemanha (1949) mas está prevista desde 1968 na lei fundamental. No entanto esta medida mais extrema nunca ali foi aplicada. Tal como, aliás, sucedeu até ao mês passado em Portugal.