
O conceito “pós-facto” já entrou no léxico diário. Trump é a epítome desse mundo detestável onde a realidade é torcida e retorcida com o intuito de servir agendas próprias, ignorando os interesses nacionais e, por definição, os factos. Cá, em Portugal, não temos disso. Ou se calhar temos, mas a coisa é menos grave porque é feita com abraços, afecto e votos de saudinha a quem passa.

Nas terras fundas da minha meninice, o conceito já era conhecido e integrado no léxico – e estendia-se em frase: “vender água sem caneco”.
Roubando prosa a Francisco José Viegas, tal conceito implicava que, algumas vezes, na prosápia de adro de igreja (o forum que se perdeu para as profusas difusões electromagnéticas) “as palavras [eram] aquilo que patetas queriam que elas fossem, independentemente do que significassem. O último reduto da verdade – as palavras com que designávamos as coisas e a sua dignidade – (..) tinha (…) sido abatido” para a circunstância que, mais das vezes, era fogacho para iluminar o pateta palrador. Nos tempos de então, porém, o fogacho, mais que iluminar, tisnava. E assim os patetas eram facilmente topados por caracteristica tromba farrusca e pivete de chamusca. Isto releva uma das limitações da mediatização – a maquilhagem desmacula o tisno e, adicionalmente radio, tv, ‘display’, disco e cassete pirata não privilegiam o olfacto e assim permitem liberal confusão entre pegulho e pensador.
Um relógio parado está certo duas vezes por dia.
Se eu prever a morte de alguém todos os dias e não morrer antes, de certeza que há um dia em que acerto. Resta saber se gosto do facto ou o lamento.
Faz impressão este anunciar desesperado do crash da dívida portuguesa.
Há mais de um ano que andam nisto e ninguém lhes faz o gostinho.
Não se impressione… um amigo xuxa, simpatizante do Assis, consegue ser mais acertado no sarcasmo – disse-me contemplando estes trailers do Prof. Rebelo de Sousa de mote “Always look on the bright side of life!” que branqueam a farsa do farsolas xuxa Costa y sus geringonços “Os fins de Março estão a chegar… e, desta vez, já nem há Ti Ricardo para aconselhar nem o gajo de Boliqueime a quem pedir que se interceda junto da Banca; só lhes resta o Constâncio, coitados…”
Marcelo Rebelo de Sousa, já não é o Professor como sempre lhe chamámos, mas tem dado uma lição a todos de como unir, fazer a diferença, sem deixar de ser sério. Muitos criticam o facto de ele falar de tudo. Sempre falou. Deixou claro que seria a mesma pessoa. Mas Presidente”, elogia.
http://www.msn.com/pt-pt/entretenimento/c elebrity/marcelo-rebelo-de-sousa-tem-dad o-uma-li%C3%A7%C3%A3o-a-todos/ar-AAmfaXb?l i=AA5a2t&ocid=spartandhp
Muito boa tarde.
Salvo melhor opinião, a coisa é grave. O que o PR fez/ disse é muito grave, mas a “bovinidade” “mansa” dá nisto.
Antes do AO havia duas palavras que definiam bem isto: mentira, vigarice.
Se calhar com o novo AO desapareceram. Estou à vontade para escrever isto, pois já escrevi publicamente o que penso de positivo e de negativo do actual titular da Presidência da República. Cumprimentos.
António Cabral
Há dias vieram-me as lágrimas aos olhos:
Ver o nosso Papa Marcelo a ajudar uma velhinha a estender a roupa no estendal da varanda…. ”
Veio-me à memoria o filme : Aldeia da Roupa Branca ( já li o Livro e vamos ver muitos filmes idênticos)
“O conceito “pós-facto” já entrou no léxico diário. Trump é a epítome desse mundo detestável onde a realidade é torcida e retorcida com o intuito de servir agendas próprias, ignorando os interesses nacionais e, por definição, os factos. “
Nasceu ontem? 1984 foi escrito quando?
Vamos comparar com Obama e “workplace violence” para designar vários ataques Islamicos. E isto é só um exemplo entre muitos.
“Cá, em Portugal, não temos disso.”
Não? O que é que a palavra “austeridade” , o que é que é a palavra “populismo vs social” , o que é a palavra “extremista vs activista” ou “fome vs jejum”
Comece por se perguntar porque é que o Presidente ainda não foi chamado de “Populista”…