De acordo


jmmcc,

Boa ideia. O Ministério da Educação adiou a introdução do famigerado acordo ortográfico brasileiro-brasileiro de 2010 para 2012 ou 2013. Ou 2014. Se não chover.

26 comentários em “De acordo”

  1. Na minha opinião devia ser adiado indefinidamente. Com este acordo querem por os portugueses a falar brasileiro. Em vez de fazerem exactamente o contrário que era de ensinar os brasileiros a falarem português.

  2. Acho uma péssima ideia. Quem tem filhos em idade escolar sabe bem que estupidez é ensinar as crianças que há letras que não se lêem nem servem para nada – a não ser para complicar a escrita e torná-la matéria para eruditos.

    1. Este argumento é espantoso. Como aprenderão tantos os filhos de ingleses e franceses em idade escolar aprender palavras inglesas e francesas com letras que não se dizem? Como irão os filhos do inglês técnico aprendê-las também na escola primária socrática?!…

    2. O acordo devia ser radical: se é para suprimir as consoantes mudas, comece-se por eliminar de vez o H. E algumas outras inutilidades gráficas. O acento no i de Luís, por exemplo.

      1. É um facto que o acordo peca por escasso. O h mudo deveria de facto desaparecer (não existe no italiano, por exemplo). E outras mudanças haveria a fazer.

        Mas mais vale pouco que nada.

        1. Mas o Luís já ponderou o quão desagradável seria, por exemplo, escrever “úmido” em vez de “húmido”, como aliás fazem os nossos primos brasileiros? Já viu bem o atentado que se fazia a uma palavra tão polissémica, retirando-lhe o h mudo? Não lhe parece que o h de “húmido” é diferente, em termos fonéticos, do ú de “úmido”?

      2. É uma norma ortográfica que, quando a palavra termina em z, não tem acento; quando termina em s, tem. Por exemplo, “pás” (plural de pá) mas “paz”.

        Antigamente escrevia-se de facto Luiz. E certamente ainda há quem escreva o nome assim. Escrevendo-se com s, tem que se pôr acento. Mas é claro que se poderia passar a escrever tudo com z.

  3. Veremos se é a última posição do governo. Não sei porquê, mas a ministra não me convence. Talvez por ter lido excertos de umas aventuras aqui e ali e ter pensado: se governar tão bem como escreve…

  4. Belíssima ideia. Por cá, nas escolas, parece que a entrada em vigor também está mais ou menos em águas de bacalhau. A ver vamos, a ver vamos.

  5. O Minsitério da Educação diz que sim a tudo por estes dias. Gostava de saber o que diz Sócrates relativamente a tudo o que se tem passado na Educação. Uma vergonha.

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