Da Necessidade de Despedir Funcionários Públicos


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Li ontem em cabeçalhos sobre a decisão de manter os jovens cujos pais impedem de assistir à disciplina de “Educação para a Cidadania” sob guarda escolar. Presumi que isso respeitasse ao horário lectivo – os miúdos não assistem às aulas mas teriam de ficar na escola, numa qualquer actividade extra-curricular, decisão normal, correcta. Mas afinal não é isso, percebo isso que o “Ministério Público” exarou uma proposta de retirar aos pais a tutela dos miúdos, entregando-a ao director e/ou psicólogo da Escola Secundária...! É absolutamente inenarrável, tenha-se a opinião que se tiver sobre o irredentismo paternal neste caso.

 

E por isso o título deste postal. O tal “Ministério Público” é um colégio de indivíduos. Entre eles, e sem exposição pública pois apenas aparece o nome da instituição, produziram esta proposta. Que é descabida de desproporcionada, que é persecutória. E que nunca se realizará mas dará imenso trabalho e despesas à família e a outras instituições estatais. Torna-se evidente que só a impossibilidade real de despedir os albergados na Função Pública é que permite uma proposta tão desatinada. Pois se se aquilatasse da pertinência laboral este(s) doutor(es) do “Ministério Público” seriam despedidos se produzissem tamanha patetice. Ou seja, teriam tino no seu trabalho.

 

36 comentários em “Da Necessidade de Despedir Funcionários Públicos”

  1. Nitidamente abuso de poder, a vários níveis. Abuso judicial, do Estado e das instituições que colaboram nesta infâmia. Depois a nível cívico, também, das pessoas directamente envolvidas nestas vinganças.

    Estamos a falar de vingança praticada sob tutela de um estado arrogante e dominado por tarados do politicamente correcto. Agora até são alunos a perseguir o que professores escrevem no facebook como opiniões pessoais que, afinal, parece que NÃO PODEM TER.

    Por acção deliberada dos programas educativos, sindicatos e dos gestores da educação em Portugal (normalmente gajas burras e assanhadas com uma licenciatura em Psicologia) há agora em Portugal mais imbecis e gente estúpida do que gente normal. Por isso revoltas contra o estado das coisas já deve ser uma impossibilidade estatística. E é também por isso que Costas e Nunos dos Santos escapam sempre entre os pingos da chuva.

  2. Confesso que não vejo nenhuma relação entre o Ministério Público em particular e os funcionários públicos em geral.

    Quando jpt refere “a Necessidade de Despedir Funcionários Públicos”, a que funcionários públicos se refere, explicitamente? Aos soldados? Aos polícias? Aos médicos do SNS? Aos professores primários? Aos contínuos das escolas públicas? Aos funcionários judiciais? É que há uma enorma variedade de Funcionários Públicos, e não me parece evidente que seja preciso despedir todos eles.

    1. Luís Balio Lavoura, é consabido que a segurança laboral na administração pública é enorme, maior do que no mundo das empresas, cooperativas ou outras instituições. Em si, a segurança nos vínculos laborais é um direito a proteger. Mas, noutra face da moeda, tende para a irresponsabilização. E até para a irracionalidade económica (da acção produtiva). Este é um caso óbvio, para além da soberba “juridicista” é uma caso de desperdício de recursos.

      É evidente para qualquer alfabetizado minimamente letrado que leia “Torna-se evidente que só a impossibilidade real de despedir os albergados na Função Pública é que permite uma proposta tão desatinada. Pois se se aquilatasse da pertinência laboral este(s) doutor(es) do “Ministério Público” seriam despedidos se produzissem tamanha patetice. Ou seja, teriam tino no seu trabalho.” que não se trata de defender o despedimento de “todos os funcionários públicos” mas sim de reclamar contra a efectiva intocabilidade dos vínculos laborais de quem trabalha no Estado, o que os torna praticamente isentos do “aquilatar da pertinência laboral”. Repito, isto é evidente para quem leia estre trecho.

      Pergunta-me então sobre quem falo. Evidentemente sobre os indivíduos acolitados num “ministério público” que têm esta concepção do corpo e espírito da lei, do papel do Estado, da sociedade. E, acima de tudo, que presumem poder dissipar os recursos públicos para servirem as suas “atitudes”.

      Mas não são só esses que deverão ser despedidos. Qualquer funcionário público manhoso, que adultere sentido de textos simples, que se arme em sonso para simular incompreensões, verdadeiros obstáculos para uma efectiva gestão de recursos (humanos e materiais) e para o um debate socialmente necessário (desde a esfera específicamente laboral até a uma participação induzida nos assuntos institucionais), essa gente deverá ser despedida dado ser um obstáculo ao desenvolvimento. Gente como você – como aqui tão bem o demonstra diariamente, e em cúmulo de desavergonhado e indigno atrevimento neste seu reles comentário. Gente como você, Luís Balio Lavoura, é gente a despedir se trabalhando para todos nós, sociedade.

  3. Isto no fundo resume-se a obrigar os miúdos a escolher a sua orientação sexual aos 14 anos. O que no fundo invalida a tese que eles sempre defenderam de que a homosexualidade é “biológica” mas esta gente é demasiadamente estúpida para perceber as suas próprias contradições. E isto da “identidade de género” é a coisa mais imbecil que inventaram nos últimos tempos, não só não faz sentido nenhum como nem eles sabem decifrar aquela merda toda: é só fashion e instagramável. E por causa disso é perfeitamente pequeno-burguês.

  4. ‘muito óptimo’ o seu comentário do ‘mistério púbico’ desta urss duma ‘sociedade sem classe’ que se propõe criar o ‘homem novo’ em 2ª mão

  5. Ao seu post, chapeau !
    Ainda bem que os “miúdos” cá de casa, ele 37 anos feitos hoje, ela 30 a completar em Agosto, puderam, com abnegado esforço próprio e a nossa sempre disponível ajuda, ser os adultos responsáveis e livres que são, sem passarem por esta mixórdia de situações.
    Atendendo à “douta” verborreia do MP, desconhecia que, além da formação jurídica, fossem igualmente técnicos credenciados nas áreas da Psiquiatria/Psicologia…
    Ditosa Pátria…
    Abraço

  6. O despacho do MP traduz a plena compreensão do destino que a legislação esquerdalhada dá à autonomia e liberdade individual – activa onde o Estado não intervenha directamente.
    Ora o Estado decidiu intervir na educação sexual e cívica das crianças, logo, o seu imperium manifesta-se pelos seus agentes nos termos das leis e regulamentos que para um tal efeito sejam definidos.
    Esse é, para toda a cambada que se vem instalando no poder, o alfa de toda a sua acção: formar uma massa cidadã uniformemente condicionada aos termos de uma doutrina a todo o tempo induzida e vigiada pelos seus instrumentos de poder.
    O Grande Irmão surgirá um dia para nos guiar à vitória final sobre as incertezas da Liberdade.

  7. Decididamente não há uma mãe ou um pai naquele departamento.
    Ou pior ainda, pobres crianças, há pais e mães naquele departamento.

  8. Ao ler estes textos ocorreu-me o seguinte. Suponhamos que aparece em Portugal um casal que tem uma filha e que acha que uma rapariga não pode ir à escola nem aprender a ler. Pode, por exemplo, pensar-se num casal fugido do Afeganistão devido á guerra pois há lá quem pense assim. É pecaminoso vestir de certa maneira etc. mas é também pecaminosos aprender a ler. Quie fazer num caso destes? Não me parece nada fácil.

    1. pelo pouco que percebo daquilo os afegãos que não querem que as filhas estudem não fugiram. Mas sim, tem razão ao apontar os limites para as opções familiares face ao currículo escolar e à sua obrigatoriedade – nada mais posso avançar, por incapacidade, do que o que botei no postal a que aqui deixei ligação

  9. Para os que acham que isto é a brincar vejam o prof da universidade de aveiro , suspenso e sujeito a processo inquisitorio que poderá levar ao seu despedimento, por comentários feitos no se facebook . A guarda vermelha, a nova geração progressista intolerante com nunca , veio imitar os homologos amaricanos para a rua numa manif exigir o despedimento do professor. O reitor borrou se todo e colocou se da lado dos guardas vermelhos. Está a começar .

  10. A coisa é mais abrangente : aplica-se a todo o “Ocidente” regido pelo “pulhiticamebnte correcto”.
    Aqui ao lado , o proselitismo desenvolvido pelo tandem “Igualdad/ Educación” ( ministérios ) roça o histerismo.
    Ayuso bem se lhes opõe , o que lHe vale uma campanha infame por parte dos pasquins sanchistas, “”El País” à cabeça, coadjuvados pela “independiente ” TVE”…
    Num âmbito mais alargado, Polónia e Hungria são os habituais cabeças de turco nas campanhas LGT& ETC. ( em português corrente a uma palavra é mais que suficiente…):
    Aguardemos os próximos desenvolvimentos….calados, acobardados, coniventes…
    JSP

  11. “Presunção e água benta, cada um toma a que quer… ” Não, assim é que é: “presumbenta e aguação cada quer toma a que um”.

  12. E não há maneira de chamar o nome ao boi do procurador que se atreveu a redigir/assinar tamanha sacanagem? Os jornalistas são muito discretos quando querem…

    1. Sim, nome e imagem, reportagem televisiva, perguntas aceradas. Sem este “cinzentismo”, sem este “anonimato” social, esta gente teria outro comportamento profissional.

  13. Ainda estou para perceber que dano irreparável poderá ser causado numa aula.
    É preciso ser um pai da treta para e não ter confiança nos filhos que se tem e para pensar que só acreditam no que lhes dizem nas aulas de cidadania e não nos que os pais lhe dizem.
    Estar a utilizar os filhos como arma de arremesso é triste.

    1. Jo, como referi em postais anteriores (aos quais deixei ligação, sequencial, neste último) nem considero que o conteúdo desta disciplina seja gravoso (ainda que seja, até paradoxalmente, criticável) nem tenho simpatia para com a atitude destes encarregados de educação. Como notei num desses textos, num país com elevada percentagem de católicos praticantes, e onde reside algum conservadorismo de índole religiosa, é relevante que a sociedade não conheça fenómenos de repulsa pelo currículo escolar para além deste caso. E isso mostra, à exaustão, que estes pais assumiram uma atitude e nela se radicaram, algo indiferentes a tudo o resto. Há neles um maximalismo descabido, despropositado. E sim, estão a usar os filhos como arma de arremesso ideológica – agora é preciso salientar que nada disto justifica o disparate autoritário da administração pública.

  14. Suponhamos que a irritação dos pais, em vez de se dirigir à disciplina de Educação para a Cidadania, reconhecidamente não muito importante, se dirigia a uma disciplina mais crucial. Suponhamos que na disciplina de biologia se ensinava a reprodução humana com algum detalhe, incluindo, sei lá, coisas como a contraceção, de que alguns pais não gostam. Que seria legítimo fazer em tal caso?

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