Em 1916, no único número da revista Centauro, Luís de Montalvor escreveu: “Somos descendentes do século da decadência e só a beleza nos interessa.”
Durante muitos anos pensei que era um bom lema para um projecto de vida. Agora, inclino-me mais para que seja uma tábua de salvação.
Instável, claro, porque o mundo não se entorna para o lado da durabilidade.

Ó Ivone, grande lema. E a beleza também não não é um bem durável. Mas é um bem fungível (hélas?)
Pois, Laura, mas a beleza de que falo é a que está nas paredes dos museus e nas estantes das bibliotecas. E essa não se consome às primeiras.:)
Eu sei… e falava disso mesmo. Porque até essa é passageira. Modismos.