Da Lei de Godwin (versão tuga) à ironia involuntária


eventhorizon,

Nota-se que Vítor Gaspar não é um internauta assíduo, ou um homem habituado a conversas de café ou a caixas de comentários online – caso contrário, a analogia salazarenta do deputado João Galamba não o chocaria ou ofenderia, pois ela não mais é do que a versão portuguesa, pequenina e esquerdista da Lei de Godwin. Quanto ao deputado achar que o discurso do ministro das Finanças não tem lugar em democracia, enfim, é uma opinião que não deixa de ter a sua ironia, ainda que decerto involuntária. 

6 comentários em “Da Lei de Godwin (versão tuga) à ironia involuntária”

  1. A Assembleia dos Partidos, vulgo Assembleia da República, é um espectáculo deprimente, doentio , de muito mau gosto, alheio à triste realidade, ao dia a dia do cidadão comum que, ainda por cima, paga, com o seu pobre nível de vida, aquilo.
    Ninguém consegue acabar com semelhante desperdício dos erário público?.
    Um gabinetezinho , baratinho, com os 3 representantes era muito mais barato, e salutar.
    E o resultado final era precisamente o mesmo.

  2. ” a versão portuguesa, pequenina e esquerdista”, aqui está um belo tiro no pé. Isso também se insere na lei de goodwin tuga, não?

    Já agora, usando os mesmos argumentos, eu poderia dizer que a “versão portuguesa, pequenina e direitista” limita-se a substituir o salazar (sim, em minúsculas) pelo staline. Fazem sempre esta analogia quando ficam sem argumentos.

    A realidade é lixada, não é?

    1. Teria razão se, nos termos da Lei de Godwin, Staline fosse sequer remotamente equivalente a Hitler – e não é (basta frequentar fóruns de discussão e caixas de comentários para o perceber). No caso português, não temos equivalente – apenas aturámos Salazar, e já foi muito mais do que devíamos ter aturado.

      Sim, a realidade é lixada. Muito mesmo. Estamos todos a perceber isso mesmo nos dias que correm.

  3. Convenhamos que até deu uma boa “tacada”, como resposta: “A minha geração conheceu, ao contrário da de João Galamba, o regime de Salazar“.

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