Enterradas outras ideologias, mantém-se pujante a “ideologia de género”. O Governo balear, socialista, elaborou um “anteprojecto de lei de igualdade de mulheres e homens”. Entre outras inovações, impõe-se o “uso não sexista nem androcêntrico da linguagem” nos órgãos de informação, públicos ou privados, e em todos os organismos públicos das Baleares. Determina-se a existência de “paridade de membros entre homens e mulheres” em todos os conselhos directivos de todas as escolas. A “linguagem sexista”, seja lá o que isso for, desaparecerá dos livros escolares e cada centro educativo terá “uma pessoa responsável pela co-educação, com formação específica, que impulsione a igualdade de género”. E em toda a administração pública balear – incluindo municípios com mais de 20 mil habitantes – haverá uma nova “unidade administrativa” (mais burocracia, palavra sexista, do género feminino) destinada a garantir a aplicação da lei. Com todos os funcionários previamente “formados em matéria de igualdade”. Todos e todas – rectifico, já imbuído do espírito do anteprojecto de lei.
Não se admirem de ver uma brilhante inovação legislativa muito semelhante a esta brevemente introduzida pelo Governo socialista em Portugal.


Muito pior do que a linguagem sexista é a inveja que nos estás a fazer com fotografias destas… assim não vale!
Acredita, Ana: a fotografia fica muito aquém da realidade.
Isso, isso, insiste no sadismo…
Shiii! Esta parte de marrocos também não conheço, mas estou convencida. E isto de fazer inveja, com imagens destas, não está com nada.
Nada a ver com Marrocos, Teresinha. Embora também haja cous-cous por cá.
Achei essa tua referência às leis anti-sexistas um bocado sexista.
Obviamente, Teresa. Que haveria a esperar de um cavernícola como eu?
Pelo menos, posso saudar a paridade balear (!), supondo que é de um para um (não digo de uma para um por mor de não estragar a coisa). Sempre é mais decente do que a paridade portuguesa de uma para dois, que não passa de vulgar ‘ménàge à trois’.
Só me faz espécie a tua referência à «paridade de membros entre homens e mulheres». Tratando-se de um homem por cada mulher, essa paridade de membros dá a ideia de que os baleares-homens têm dois membros. A menos que as baleares-mulheres também possuam membro e, nesse caso, fiquem lá com essa porra da paridade que eu não sou desses.
“paridade de membros entre órgãos e mulheres”, que frase tão peculiar. O que quererá dizer? Que as mulheres também passarão a ter um membro? Ou que os homens serão obrigados a ter um número par de membros?
Depende do “género” e da linha do Equador. Homens passam a ter um par de “membros” no Trópico de Câncer e mulheres passam a ter membro no Trópico de Capricórnio.