Crónicas maiorquinas (3)


Pedro Correia,

 

O que fazer por cá? Desde logo, um circuito pedestre. Palma é uma cidade plana, que se percorre bem a pé. Não falta também quem prefira a bicicleta. Há aqui o culto do pedal, incentivado pela existência de vastas áreas próprias para o efeito: é raro o espaço da capital balear não abrangido por ciclovias. O extenso Paseo Marítimo, muito maior do que a marginal do Funchal, é um desfile constante de gente a pedalar e a patinar. Faz-me lembrar Copacabana. Com a diferença de que no Rio há praia mesmo defronte do asfalto e em Palma só existe mar.

Então e ver o quê? Desde logo, a soberba catedral gótica, começada a construir no século XIII, monumental até para os padrões de Espanha. Mesmo ao lado, o Palácio da Almudaina, residência de origem islâmica que foi habitada pelos monarcas medievais do Reino de Maiorca. E é indispensável visitar as igrejas de São Francisco e Santa Eulália, nas belas praças que têm os mesmos nomes. Vale a pena também subir ao Castelo de Bellver, no extremo ocidental da cidade, onde se desfruta o mais deslumbrante panorama de Palma de Maiorca. Importante ainda é uma deslocação à Fundação Pilar e Joan Miró, onde se situava o estúdio do artista catalão, que faleceu em Palma e está representado não só aqui mas também no museu de arte contemporânea da cidade, que exibe igualmente algumas das mais interessantes peças de cerâmica de Picasso.

8 comentários em “Crónicas maiorquinas (3)”

  1. Boa noite Pedro,
    Estou a gostar das suas crónicas maiorquinas.
    “Vivi” ou seja trabalhei em Palma 6 meses ( no longinquo ano de 1990, de Junho a Dez ). Vida de consultor que não dava para grandes turismos. Cliente- hotel-cliente e fim de semana em Lisboa.De vez em quando lá dava para uma saltada a Palma. Mas deu para gostar.
    Não tive tempo foi de fazer jogging e fiquei preocupado ao vê-lo imitar o nosso 1º :))
    Boa estadia e um abraço

    1. Passei aqui uma temporada em 1998, só agora voltei – e ainda bem, pois as Baleares são um excelente local de férias, que oferece programas muito variados. Com ‘jogging’ e sem ‘jogging’. Apenas a hora e meia de Lisboa.
      Quando puder, volte. Verá que gosta. Como sabe, só são de evitar as oito semanas de Julho e Agosto.
      Abraço

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