Crise no PAN,crise no jornalismo


Pedro Correia,

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André Silva e Francisco Guerreiro, em imagem de arquivo

 

A melhor prova da falta de escrutínio actual dos partidos políticos por um jornalismo que oscila entre a mediocridade militante e o mero cumprimento da agenda oficial, como se picasse o ponto numa repartição pública, é-nos exibida, por estes dias, com a crise existente no PAN – partido encabeçado por André Silva, o líder político que goza de “melhor imprensa” em Portugal.

Uma crise agora tornada pública mas que tinha passado ao largo das redacções, apesar de vários títulos jornalísticos dispensarem máxima atenção a este partido por representar um “sinal de renovação” do nosso sistema político, “sem os defeitos e até os vícios” dos restantes. Pura ilusão, como está à vista.

 

Afinal ficamos ontem a saber que o único eurodeputado do PAN acaba de devolver o cartão partidário, saindo em ruptura com a “linha política global” dos animalistas. Francisco Guerreiro queixa-se, por exemplo, da “crescente e vincada colagem do PAN à esquerda”, considerando que “quebra uma das bases filosóficas do partido, que não se revê nas dicotomias políticas tradicionais”. E também disto, que especifica sem rodeios: a “recente apologia ao incentivo para a entrada de jovens no serviço militar (contra a base pacifista do partido), a passividade perante as acções geopolíticas da China na Europa e o aumento da agressividade discursiva” do PAN.

Hoje registou-se outro abandono. A mulher do eurodeputado, que já foi deputada municipal em Cascais e integrava a Comissão Política Distrital de Lisboa, bate com a porta deixando severas críticas à liderança animalista. 

«Nos últimos meses tenho assistido a uma centralização do debate e da acção política dentro do PAN, à falta de vontade em descentralizar e incluir ideias fora do ‘núcleo duro’, à ausência de debate político em matérias tão essenciais como o crescimento do partido no país e no estrangeiro (que faz com que não tenhamos várias distritais, nomeadamente no interior do país)», escreveu Sandra Marques numa rede social.

Acusações sérias, que não podem ficar sem resposta.

 

Temos, portanto, uma crise aberta neste partido cuja génese ocorreu à margem do escrutínio informativo. Os jornalistas que cobrem as actividades políticas, neste caso, foram os últimos a saber. Caso para concluir, portanto, que também o jornalismo está em crise – por desinteresse, por falta de investimento, pela contínua sangria dos melhores quadros, pela proliferação de “publirreportagens” que cada vez mais invadem o espaço noticioso.

Num passado pouco distante, nunca algo semelhante teria acontecido.

58 comentários em “Crise no PAN,crise no jornalismo”

  1. É um partido que tem todo o sentido de existir em favor de causas nobres, como do ambiente e os animais em que muito há para fazer.

    Não vejo o Pan como partido de poder nem sei se isso lhes interessa, mas julgo que era importante ter uma representação forte e uma acção condizente com aquilo que reivindica, penso que o 1 mandato foi bastante positivo.

    O Pan talvez o mais sólido dos novos partidos, parece hoje ter alguns problemas internos, o que me leva a pensar se realmente sentem o que dizem, pois desconfio sempre de ambições para além daquilo que devia ser as principais preocupações do programa do partido.

    O Pan,Livre, Chega,IL , parecem ser partidos novos em que lhes falta a consistência de uma realidade colectiva, pois parece ter gente com agendas individuais muito próprias fruto de ambições de elevador social de alguns dos seus membros.

    Miguel Nunes

    1. Pois eu acho precisamente o contrário.
      Penso que um dos problemas do PAN foi precisamente o seu líder ter provado um pouco de protagonismo e ter gostado. E quis mais. Tornou-se ambicioso.
      O PAN é um partido muito característico, cujos fundamentos são muito específicos e como tal, limitados.
      No início perceberam isso. Perceberam que não poderiam ascender a mais altos vôos. Seriam a voz da consciência, no âmbito dos assuntos da sua base.
      E prova disso é o resultado positivo que garantiram na segunda eleição.
      Depois veio o problema natural do próprio homem e do político em particular… a ambição.
      André Silva provou da fama e gostou. Gostou de se ver, gostou da óbvia cortesia com que a opinião pública o aceitou e a comunicação social em particular.
      Gostou de ser convidado para programas de entretenimento, cujos anfitriões o bajularam e facilitaram a vida, através de uma postura demasiado delicada para com o convidado.
      Depois veio o namoro do verdadeiro animal político nacional, António Costa. E qual adolescente influenciável, André Silva convenceu-se que era a namorada preferida do Chefão. Conclusão… vendeu-se.
      E ao vender-se, vendeu o carácter do partido, a sua ideologia, os seus princípios.
      Quanto aos restantes, o Livre desapareceu, como seria de esperar. Seja porque os portugueses não se identificaram com o partido, seja porque não conseguiram vender a imagem da sua representante parlamentar.
      O CHEGA sempre disse ao que vinha e veio.
      Sempre se intitulou como a voz incomodativa e de facto está ser, sempre disse que não teria pudores em apoiar propostas dos antípodas, caso as achasse positivas e apoia, sempre disse que iria crescer e cresceu.
      No final ficamos com o IL, que na minha opinião é o único que mantém a linha. Sem egocentrismos, mantendo o discurso, sem promessas de crescimento e com a noção do seu real peso e até onde poderá chegar.

      1. Continuam a separar a “Comunicação Social” da acção política. Continuam acreditar que o jornalismo existe para informar…

        Os vasos são comunicantes, por vezes é até o mesmo corpo.

        Os jornalistas são os primeiros actores políticos. Como se viu, passam rapidamente de fervorosos adeptos de “distância social” e isolamento avisando e ameaçando para o perigo do vírus e das punições e multas aos mais ferrenhos apoiantes de protestos indo ao ponto de inventarem um caso de racismo com vários mortos como consequência…já para não falar da própria contribuição indirecta que fizeram para o caso de brutalidade policial ao censurarem casos semelhantes com brancos.

        Se os jornalistas não noticiaram os problemas no PAN foi porque decidiram censurar, os vasos comunicantes não deixam de funcionar.

        lucklucky

      2. “….O André Silva convenceu-se que era a namorada do António Costa…”
        “…vendeu-se….e ao vender-se…”

        Consegue chamar gay e prostituta ao André Silva.

        O que é que afinal tem contra o Pan?

        Carlinhos

        1. O Carlinhos leu o meu comentário, ou só essa frase?
          Nada tenho contra o PAN. O PAN é um partido que foi bem pensado e chegou a uma fatia da sociedade que se encontra órfã politicamente, pois como deve calcular, os verdes, não são propriamente verdes…. são mais vermelhos que verdes.
          Para além de que apareceu com uma postura muito sui generis e que agradou a muita gente.
          Já o líder, na minha opinião, obviamente, tem vindo a ter assomos de personalidade mais próximas do culto do indivíduo. A isso chama-se vaidade.
          Sobre ser gay ou puta…. é um político, logo… umas vezes é gay e muitas vezes é puta.

          1. Para: Chuck Norris

            Vindo de si para mim, foi quase um nocaute

            Obrigado pela explicação, foi muita clara.

            Carlinhos

    2. É só infiltrados esquerdalhos nestes blogs…disseram-me agora que a chavala que lavava o chão da sede do PAN foi despedida por ter utilizado detergente abrasivo na limpeza do chão o que causou alergia ao cão do chefe daquela corporação absurda.O cão não parou de espirrar durante 10 segundos. Estão á procura de nova empregada,com as suas credenciais,não precisa de ir a entrevista,o lugar é seu! Mas lembre-se,nada de sonasol ou fairy,apenas soflan para lãs delicadas!

      1. Também aparecem bastardos de direita, com o discurso aprumadinho de sempre.
        Sempre escondidos no anonimato envergonhado.

        Carlinhos

  2. O eurodeputado do PAN sai do partido, a deputada do Livre já só se representa a si mesma, o líder do Chega suspendeu o mandato, e o secretário-geral do IL demitiu-se no dia seguinte às eleições. A sorte deles é que o pessoal gosta dessas fitas.

    1. o secretário-geral do IL demitiu-se no dia seguinte às eleições

      Sim, mas não abandonou o partido, com o qual continua a colaborar ativamente. Não houve crise nenhuma na IL, simplesmente elegeu-se um novo secretário-geral, o qual se dá perfeitamente bem com o secretário-geral anterior.

      1. O Doutor Carlos Guimarães Pinto, um dos “jovens” “mais bem” preparados do país – como se diz no linguajar actual -, ex-Secretário-Geral do Iniciativa Liberal, candidato a Deputado por Lisboa, onde não teve os votos suficientes para ser eleito, demitiu-se do cargo no dia seguinte a falhar o tacho. Se tivesse feito só isso era igual ao litro, mas não. O que ele disse foi que se demitiu porque, e cito, “não se pode esperar que dedique a minha vida à política”. Ah…então porque cargas de água fundou um partido político e concorreu a deputado? O Doutor Carlos Guimarães Pinto, um dos “jovens” “mais bem” preparados do país, não passa dum gaiatola. Nem gaiato é. Acho bem que colabore activamente com o IL, para mim já colaborou o suficiente para eu perceber a natureza dessa agremiação.

        1. Dois erros factuais: Carlos Guimarãs Pinto (1) não foi candidato a Lisboa, mas sim pelo Porto, e (2) não fundou, nem sequer foi um dos fundadores, da Iniciativa Liberal.

        1. Ele não funcionou como lebre. Ele foi candidato a deputado pelo círculo do Porto, e trabalhou para ser eleito. Mas a Iniciativa Liberal acabou por ter por esse círculo um resultado fracote, ao contrário daquilo que aconteceu no círculo de Lisboa, que foi por onde elegeu um deputado.

          Ou seja, ele não funcionou como lebre, pelo contrário, concorreu honestamente pelo círculo eleitoral no qual residia, em vez de fazer como indivíduos de outros partidos, que concorrem por círculos eleitorais que não lhes dizem nada somente para poderem ser eleitos.

    2. Tanto gosta destas fitas que aprova a pior, e mais irresponsável, o Centeno nem sequer foi e vai defender o orçamento que criou.

  3. Como diria o estadista, isto não são partidos, são grupos organizados de aspirantes a políticos.
    Estas listas lembram as eleições estudantis, quando um tipo queria ganhar, arranjava 2 ou 3 para a sua lista que fossem populares, mesmo que tivessem zero de opiniões concordantes.
    Quanto ao jornalismo, percebo, o PAN é tão relevante para a actualidade política nacional quanto um despiste numa qualquer autoestrada mexicana.

    1. E assim memo, nem mais….como diria o outro.
      Essa do ‘eles querem todos é tacho’ é a dica mais populista de todas. Quer dizer viva o governo popular, do povo evidentemente. E o que dizia ‘sigam-me’, algum desempregado à procura de tacho…e assim sucessivamente.

  4. – Mé, mé, méééééééé!
    – Au, au, au … caim, caim, caim, au, au, au!
    – Hi hó, hi hó, hi hó …
    – Cócóró có, cócóró có, cócóró có?
    – Gluglu, guglu, guglu … glugu!
    – Quáquá, quáquá, quáquá, quáquáááá´!
    – Miau, renhau nhau nhau, miau!

    Smoreira

  5. Neste post abusa-se da palavra “crise”.

    Não há crise nenhuma no PAN. Há um casal de pessoas importantes que saiu. O resto do partido, que se saiba, está plácido.

    Não devemos dramatizar, nem dar mais importância a pessoas individuais do que a que elas têm. O eurodeputado do PAN é importante, mas ele é somente uma pessoa, uma única. Que se saiba, mais nenhuns militantes do PAN têm abandonado o partido por concordarem com o eurodeputado.

    1. “que se saiba”
      “Que se saiba”

      Mas é esse mesmo o problema, Lavourinha. Percebe-se agora que nenhum jornalista sabia do que se estava a passar. Ou, se algum sabia, calou-se como um rato.

      Andavam todos ao “que se saiba…”, sem nada realmente quererem saber.

  6. Obviamente que este cataclismo para o PAN não tem nada que ver com o projecto de lei desse partido, actualmente em discussão, que visa estabelecer um período de nojo entre o exercício de funções governativas na área das Finanças e o desempenho do cargo de governador do Banco de Portugal. Trata-se só de uma infeliz coincidência e não de um “gentle reminder”, dirigido ao Eng.º André Silva, de que “quem se mete com o PS leva” ou dos malefícios de “mijar fora do penico”.

    1. Eu ia escrever algo relacionado com isso: é uma lamentável coincidência que, quando o PAN dá sinal de vida independente em relação ao lamentável caso Centeno/BdP, aconteçam estas saídas para desviar a atenção…

  7. Um pouco ao lado, mas sempre sobre “jornalismo” : em contraste com a diarreia “informativa” sobre tudo que cheire a preto nos States, silêncio sepulcral, ou quase, sobre os “incidentes” entre chechenos e argelinos na área de Dijon.
    Tácticas de guerrilha urbana, armamento de guerra, a Polícia impotente a pedir socorro…
    Enfim , deve ser para salvaguardar as bondades da ausência de fronteiras , do multiculturalismo e das mais que evidentes vantagens da religiâo da paz…
    E como voltou o futebol…

    JSP

    1. Mas a verdade é que já cansa.

      Proponho uma experiência para tirar a limpo a postura do português.

      Pegue num preto e ponha-o em plena avenida dos aliados.
      E pegue num branco, com uma camisola do Porto e ponha-o no Rossio.

      Aposto que o branco é mais ostracizado que o preto.

      E voltou o futebol!!!!

  8. O Pan é importante no sentido que visa mudar certas mentalidades e a atenção para uma educação e sensibilidade que todos devíamos obrigatoriamente ter em relação a natureza e aos animais.

    É inconcebível que em pleno século xxi o animais em termos de legislação serem tratados como coisas e isto diz muito sobre a natureza dos homens, não admira que o mundo seja o que é um espaço mal frequentado por gente que se acha superior a todos os outros seres vivos.

    O Pan lutou pelas alterações legais e o animal deixou de ser uma coisa perante a lei.
    Numa opinião pessoal está na hora de se acabar com essa falsa arte que é a tourada, que não é mais que uma tortura sado masoquista.
    Faz-me impressão esta brincadeira tão primitiva e maldosa para cavalos e toiros.
    o Pan tem lutado por isso .

    O Pan como partido chamou atenção a vários atentados ambientais, que os outros partidos sacodem para debaixo do tapete.
    O problema da extração do lítio, abates ilegais no montado, poluição em rios devido a descargas etc…

    Por isso é importante a existência de um partido como o Pan, agregador de um novo pensamento ecológico e de respeito por tudo o que está a nossa volta.
    Não é uma questão de ideologia mas sim de salutar convivência.

    Agora quem está no Pan com outros interesses, então é melhor sair.

    Sim sou Vegan!!!

    Clara Cordeiro

    1. Blá blá blá, blá blá blá, blá, blá blá blá, blá, blá blá blá, blá, blá blá blá.

      Blá blá blá, blá blá blá, blá, blá blá blá, blá, blá blá blá, blá, blá blá blá, blá blá blá, blá blá blá, blá, blá blá blá, blá, blá blá blá, blá, blá blá blá.

      … …

      Sim sou omnívoro!

      Smoreira

        1. Gay é uma coisa muito pomposa, moderna e como sou da velha guarda prefiro paneleiro, maricas, larilas.

          E si, sou omnívoro!!

          Smoreira

          1. Também há os rabetas, almofadinhas, bichas, afetados, armandinhas.

            Mas eu só mais bifes com batatas fritas.

            João Costa

  9. Se não se mudar o sistema de responsabilização dos eleitos pelo Povo, tudo vai continuar ao que sempre foi.

    Votamos no Partido….. e eles depois mudam, demitem-se, amuam, trocam, e em novas eleições voltamos a votar no Partido….

  10. “Hoje registou-se outro abandono.”

    Ainda se fosse o abandono de um cão, o André Silva preocupava-se.

    PS: no zapp de ontem apanhei uns programas sobre espécies invasoras. Uma delas era fruto de fuga de bicharocos em cativeiro. Lembrei-me, ao certo quando é que o PAN tenta terminar com o comércio de animais, mesmo?

  11. Exacto. Os indirectamente eleitos -apenas internamente nomeados- dão-se ao luxo de não prestar contas, nem à casa-mãe, o partido, quanto mais ao crédulo eleitor. Um rega-bofe.

  12. Jornalismo já está assim:

    https://www.washingtonexaminer.com/washington-secrets/media-race-to-capitalize-b-for-black-keep-w-for-whites-lowercase

    Pretos em maiúscula , brancos em minúsculas.

    America’s press is rushing to show its support and sensitivity for the movement led by Black Lives Matter by capitalizing “Black” while keeping “white” lowercase.

    USA Today and its network of 260 media outlets announced the plan in the last week. It is also a style policy in other newsrooms, including NBC News, the Los Angeles Times, and Chicago Sun-Times, and some expect the Associated Press to follow soon.

    The Los Angeles Times, USA Today and NBC News last week decided to capitalize Black, and the National Association of Black Journalists urged other news organizations to do the same.
    AP leaders continue to discuss. For now, we lowercase black and white.https://t.co/XsgiOJQudQ
    — APStylebook (@APStylebook) June 16, 2020

    “AP leaders continue to discuss. For now, we lowercase black and white,” said the outlet on Twitter.

    At the Columbia Journalism Review, which also capitalizes “B” but not “w,” a new column explained the difference.

    To our readers: Why we’re now capitalizing the ‘B’ in Black https://t.co/SiRime5ZLT
    — Nader Issa (@NaderDIssa) June 15, 2020

    “Black is an ethnic designation; white merely describes the skin color of people who can, usually without much difficulty, trace their ethnic origins back to a handful of European countries,”

    Quanto tempo até ao Publico, Expresso, etc escreverem Negros com maiúsculas e brancos com minúscula?

    lucklucky, o kulak

      1. Só? Então o Marxismo?

        E se o jornalismo não fosse repugnante assim não teria motivo algum para falar de pretos, ou brancos ou asiáticos ou…

        lucklucky, o kulak

  13. Pois. Num país onde é crime abandonar um animal… De estimação, clarifique-se, porque se se tratar de uma galinha, de uma cabra, de uma vaca, de um cavalo, da sogra ou da mãe, assim como do pai, do sogro, do irmão ou irmã, aí já não é crime.

    Logo, “todos os animais são iguais, mas há uns que são mais iguais do que os outros”. O lobby das rações aplaude e os porcos, cujo triunfo Orwell anunciava, continuam a chafurdar indiscriminadamente.

    Mas os tempos mudam, muito embora “youth fades, dumb is forever”, pelo que é de esperar que, neste tempo de férias e em respeito pelo “distanciamento social”, partidários de todos os partidos partam em missões de observação de aves em território de leões, concedendo-se ao PAN especial destaque.

    Quem irá clamar às leoas que a provocação de jovens búfalos para os atrair a embuscadas nocturnas onde, na zona de morte, os aguardam quatro ou cinco leoas com o firme propósito de os matar e os comer, é uma injustiça?

    Quem lhes irá clamar que não podem fazer dos observadores de aves em território de leões pequeno-almoço?

    Quem irá clamar aos crocodilos que não podem surgir inesperadamente acima da superfície da água para matar e comer as gazelas que dela bebem?

    Ninguém? Então que se elabore uma lei.

    Uma lei justa, para variar, onde o sistema eleitoral baseado em listas fechadas, a que nenhum partido ousa opôr-se, porque lhes não convém, passe a ter por base listas abertas, onde apenas o resultado do voto dos eleitores as permita ordenar.

    Que se impossibilite a existência dos anacrónicos lugares eligíveis, desses lugares pelos quais se vendem políticos em consequência da ordenação das listas imposta pelos partidos. Desses lugares que permitem a alguns, os primeiros das listas, garantia de eleição muito antes do primeiro voto cair nas urnas.

    Há mais de 150 anos já Eça escrevia: “Os partidos elegem-nos e nós votamos neles.” Será que não aprendemos nada desde então?

    1. Nada justo é o seu comentário!!!
      Aliás é um atentado ao bom senso…
      E só uma pessoa que nunca teve um cão um gato um cavalo etc pode dizer o disparate que está a dizer.

      Pois a vida animal selvagem, já se rege por leis da natureza.

      Outra coisa sao os animais domésticos e estes já andam a ser mal tratados a muito tempo.

      E agora que aparece um partido a lutar e a conseguir mudar a lei que os tratava como uma coisa, aparece gente indignada com tal selvajaria.

      Os animais são inocentes e devem ser respeitados, assim como as pessoas mais velhas, uma coisa não impede a outra.

      Miguel Nunes

  14. Fica o aviso a uns e outros: por alguma incúria da minha parte, fui aprovando comentários que foram resvalando para um tom cada vez mais impublicável e totalmente à revelia do espírito e da letra do tema que eu aqui trouxe.

    A partir de agora, e sem qualquer conotação política, interrompo essa torrente verbal de progressivo mau gosto dizendo a palavra que se impõe: chega.

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