Um relatório da Pordata (que existe porque falam dele mas é inencontrável), um estudo da consagrada Susana Peralta e alguns colegas, e outro do comunista Eugénio, fundamentam o clamor de pessoas extremosas que vêm, em nome dos pobres, defender a tributação agravada de lucros inesperados.
Compreende-se: são de esquerda e têm um coração compassivo. Já eu sou de direita e tenho aquela víscera bastante gélida, o que todavia não tem apenas inconvenientes, dado que não a utilizo para pensar.
O motivo (ia a dizer pretexto) é a inflação, que se soma aos rombos que as famílias mais pobres já sofreram com a Covid, cujas medidas de combate as prejudicaram mais do que às mais abonadas, sem que tivesse havido apoio suficiente do Estado porque este, estando endividado, não quis (e bem, a meu ver) correr o risco de agravar seriamente a visibilidade da situação financeira deplorável das contas públicas.
Dois pontos prévios:
Um é o de que os problemas de falências, desemprego e perdas de rendimento coetâneos da Covid não foram originados por ela, mas pela sobre-reacção das autoridades. Como essa reacção foi quase universal, Portugal, que é uma pequena economia aberta ao exterior, nunca ficaria imune, mas o silêncio a que a comunicação social e as magistraturas da opinião (quase todas) votaram as vozes que incessantemente denunciaram o exagero e abuso das medidas, a magnificação histérica da ameaça e a glorificação acéfala de uma coorte de oportunistas que cavalgaram a onda do pânico, deveria ser objecto de um exame de auto-consciência. Enquanto a comunicação social não reconhecer, numa versão suave, que esteve enganada o tempo todo, ou, numa versão mais rigorosa, que acolhe no seu seio uma prodigiosa quantidade de idiotas, e os actores políticos do melodrama covídico não assumirem que prestaram um desserviço à democracia ao atropelarem-na em nome de uma ameaça em boa parte fantasmática, corremos o risco de, na próxima, repetirmos os mesmos erros, com as mesmas consequências.
O outro é que não estamos a falar de verdadeira pobreza mas de pobreza estatística, isto é, uma classificação arbitrária que considera como família pobre a que tenha um rendimento inferior a 60% da mediana de rendimentos das famílias. Isto significa que ser pobre em Portugal não é a mesma coisa que no Lesotho ou na Alemanha, que com o mesmo rendimento e a mesma capacidade aquisitiva se pode ser pobre num lugar e rico noutro, e que o indicador não mede na realidade a pobreza mas o grau de igualdade, sendo portanto um indicador ideológico. Que em Portugal o agravamento do índice coincida com o agravamento da pobreza real é uma medida da falência das políticas que têm sido seguidas, e não uma pista para o reforço da igualdade, que por si não implica desenvolvimento.
Como em todas as crises, até mesmo na maior de todas que é a guerra, houve quem ganhasse. E parece lógico que quem ganhou ressarça quem perdeu, visto que a causa das perdas é a mesma dos ganhos – é o que dizem todos os samaritanos que não poucas vezes se embrulham em autoridade académica para lhes reforçar o asneirol.
Lógico é. E errado. Porque é a tradicional toleima de reagir a quente a um problema criando outro maior. Desde logo por causa da definição do que sejam lucros “excessivos” ou “inesperados”. Para a esquerda comunista ou aparentada são todos – as boas empresas não distribuem dividendos porque o dividendo é em si imoral e se lhes sobram os recursos para operar tais engenharias então melhor fariam em dividi-los pelos trabalhadores, que são quem cria riqueza, além da aplicação em investimento, que os empresários em geral não têm o discernimento de saber fazer mas o Estado sim.
Os outros, isto é, os técnicos da redistribuição, que têm ideias nítidas e generosas sobre o que fazer com o que não lhes pertence, refugiam-se inevitavelmente em fórmulas que entram em conta com a média de lucros num período anterior comparada com o covidesco, para aí intervirem com a punção fiscal extra: ai encheste a burra, foi? Deixa cá ver esse excesso que nós vamos ali entregá-lo a quem mandamos para casa.
Ou seja, todos aqueles que aproveitaram a oportunidade para satisfazer a necessidade do mercado em, por exemplo, máscaras (e não interessa para o caso se a fé no farrapo a recobrir as ventas tivesse muito de psicológico e pouco de científico) receberão a mensagem de que, da próxima, o melhor é importar discretamente, de preferência constituindo pequenas empresas para o efeito – se não têm história o Fisco não pode fazer comparações.
O quê, é só para grandes empresas, tipo GALP, EDP, Pingo Doce e as outras cadeias de secos e molhados? Ah, essas não podem fugir. Claro que nos combustíveis há muito que a excessiva relevância da GALP deveria estar a ser combatida com o fomento da concorrência, dizem alguns entendidos no sector obscuro dos combustíveis. E como em Portugal grandes empresas já praticamente não há dar um bote às que resistem significa na prática embaratecê-las na bolsa, a fim de as tornar mais atractivas para capitais estrangeiros que se preocupem pouco com rendibilidades e muito com geoestratégias. Chineses, vá. A bolsa, aliás, que até mudou de nome porque já nem 20 empresas tem (era o PSI-20, agora é só PSI, aguarda-se que com a governação de esquerda se liquide definitivamente a economia de casino pelo expediente de as que restarem pertencerem integralmente a estrangeiros que não abram o capital), é bem a medida do regime: capitalista pouco, que dos pobres é o reino dos céus.
Quanto aos supermercados que, consta, estão a encher a burra à pala da inflação e da guerra, se tiverem juízo devem estar a constituir reservas porque quem não for cego notará que o mercado não cresce na proporção do aparecimento de novos operadores, como a Mercadona, e da abertura de novos estabelecimentos. O Estado que os quer pilhar será o mesmo que quererá salvar os operadores que a prazo vão entrar no vermelho?
Grandes empresas são tão poucas (e já objecto, as de energia, de tributação agravada) que, só com elas, o acréscimo de receita será menosprezável. De modo que é bom de ver que, aberta esta porta, seguem-se as médias e depois, em nome da igualdade e para contrariar efeitos perversos, as outras. Um clássico em impostos: quando nascem como extraordinários para ocorrer a circunstâncias extraordinárias tornam-se em permanentes porque se criaram novas clientelas e dependências igualmente permanentes.
E então os fabricantes de vacinas? Esses e outros estão a fazer lucros inimagináveis à boleia da urgência das “vacinas” (vai aspado porque se não impedem o contágio a palavra é mal escolhida), mas vão ser, e bem, deixados em paz – quem vai levar pela medida grande são as empresas de energia, diz a Fuehrerin von der Leyen – as que se dedicam às energias fósseis porque tais actividades são maléficas para o ambiente e as boazinhas das renováveis porque, à boleia das outras, também estão a encher o baú. Os contornos dos novos impostos decididos pela UE não são ainda claros, mas confiemos em que a sábia diplomacia portuguesa faça o que faz sempre: no fim, aterra aqui dinheiro grátis europeu.
Mais impostos, em suma, para os outros – isto não toca o cidadão comum, que por isso aprovará. A velha história do sapo e da panela de água que se aquece lentamente, sempre.

A pobreza não me diz absolutamente nada uma vez que estou habituado aos miseráveis desta EU e até dos USA em criarem a miséria. ipeline-sabotage-clearly-orchestrated-by-r uthless-joe-biden-re.html
Essa tal der Leyen se tivesse juízo e alguma humildade, reconhecendo também sua burrice, compreenderia que os lucros inesperados surgem por diversos motivos:
– Cortar nas importações de petróleo e gás russo para satisfazer a venda americana de LNG com preços mais elevados.
– Pactuar com a política americana de continuar a fazer da Alemanha a sua colónia de interesses, retirando a capacidade a esta última de manter a sua indústria a funcionar por conta do gás barato fornecido pela Rússia. Imediatamente abaixo deixo a ligação em que os criminosos Biden e Nuland afirmavam o seu interesse em cortar o gás via nord stream2, a pretexto de um não sei quê que eles mesmo proporcionaram (a guerra na Ucrânia). Portanto, sabe-se agora quem estourou com os gasodutos.
Nota: Trump tinha feito a mesma cretinice ao impor sanções às empresas que operavam na construção deste pipeline
https://rumble.com/v1lxj1m-nord-stream-p
– Não perceber que o gás russo continua a ser 40% mais barato nas operações que ocorrem nos mercados spot.
– Não perceber ainda que as políticas cretinas que defende estão a proporcionar também lucros a montante com o aumento de preços no níquel e cobalto, que são essenciais para o fabrico de baterias ditas verdes. Significa isto que os próximos carros eléctricos a serem construídos provavelmente serão financiados pelos contribuintes para poderem ser vendidos baratinhos, mas com manutenção futura incomportável.
Quem pretenda seguir os preços do crude e suas variações nos diferentes mercados e países pode ver aqui o mapa em tempo real:
https://oilprice.com/oil-price-charts/
A covid, na realidade, não provocou crise alguma. E o tempo veio dar-me razão. Quem provocou a crise foram políticas cretinas. izer-ceo-albert-bourla-pulls-out-of-test ifying-before-the-eu-parliament-covid-pa nel/ 759795225198593 candalous-criminal-pfizer-did-not-test-m rna-jab-for-transmission-prevention-befo re-public-roll-out/
“Representantes da Pfizer admitiram que as vacinas não foram testadas:
Os acordos secretos foram firmados em comunicações directas entre Bourla e von der Leyen quando deveriam ter passado por um comité independente de aquisição de vacinas da UE.
A DTNZ relatou em julho como von der Leyen alegou que “não conseguia encontrar” os textos entre ela e Bourla. Desde então, surgiu que a Comissão também se recusou a fornecer ao comité de vigilância qualquer minuto, ou outros documentos relativos às negociações, que viram a Pfizer fornecer 1,8 bilhão de doses de sua medicação mRNA ineficaz e insegura.”
Aqui:
https://dailytelegraph.co.nz/covid-19/pf
Ver aqui:
https://twitter.com/Rob_Roos/status/1579
e aqui:
https://dailytelegraph.co.nz/news/watch-s
O mundo ficou entregue à bicharada.
Onde escrevi “Não perceber que o gás russo continua a ser 40% mais barato nas operações que ocorrem nos mercados spot” leia-se Não perceber que o gás russo continua a ser 40% mais barato QUE nas operações que ocorrem nos mercados spot. Note-se que estes mercados são sempre mais baratos. E agora até estes estão pela hora da morte.
Última nota: onde se lê “minuto” leia-se minuta.
Por último, quem tiver ouro e prata, e puder, conserve este metais.
Antes ainda tinham vergonha e agiam pela calada, agora é há descarada.
Alguém me pode explicar o que são lucros excessivos e como se calculam?
Alguém é capaz de me dizer porque se cobram impostos em excesso (todos os anos) e todos os serviços financiados pelos mesmos estão cada vez piores e mesmo assim são fianciados com taxas e taxinhas.
Quando a Galp for há falência vão cobrar impostos a quem, aos chineses da EDP, a Endesa e por falar em Endesa, se não me engano foi o seu presidente que anunciou um aumento de electricidade /gás em cerca de 40%, isso já se verificou ou ainda vai acontecer.
Uma vez que me coloca a pergunta, eu vou responder:
– lucros excessivos são aqueles que se obtêm através da indústria de guerra americana e de alguns países europeus, paga pelos contribuintes americanos e europeus:
– são também excessivos os lucros no LNG – gás liquido – produzido nos USA, cuja administração se limita a tentar evitar concorrência de outros países, nomeadamente a Rússia, e a fazer dos tipos e tipas que andam por Bruxelas e mais uns cantitos a ser seus mordomos e caciques.
É ainda excessivo ver um outro cacique dos USA, Scholz, propor um plano Marshall para a Ucrânia (26 BI de Euro) com o pessoal a empobrecer e a passar fome na Europa e no mundo.
Concluindo, vai ver o que é ainda mais excessivo quando se souber os resultados das intercalares na América no dia 8 de Novembro. Se o partido de Biden continuar a ser o mordomo do deep state, Zelensky prepare-se para observar o que vai ser a guerra na Ucrânia. Ele que vá dizendo agora que ocupou umas aldeiazinhas por lá para mostrar serviço. Pois os russos querem que o coelho saia da toca para ir fazendo somente o desbaste.
Guerra a sério virá, ou não, a partir de meados de Novembro.
Contínuo sem perceber !
Se eu tenho um produto que sempre teve uma procura normal e que me dava algum dinheiro a ganhar e agora essa procura subiu exponencialmente eu sou obrigado a pagar ainda mais impostos porque o meu produto dá muito lucro e quando deixar de dar posso pedir apoios ao Estado (ou seja quando voltar ao “normal). Gostava também de entender porque só se nacionalizam empresas falidas, algumas das alvo de gestão criminosa pelos anteriores donos.
A procura não subiu, foram desestabilizados os canais habituais de distribuição com o propósito de gerar lucros e desviar fornecimentos para outras paragens que são bem mais caras. Por outro lado o criminoso Biden, como cacique da Nova Ordem, tenta desesperadamente manter o US dólar atrelado ao petróleo para continuar a tentar alienar as nações.
Você paga sempre mais impostos porque se tiver lucros de 10% sobre 1000 e se tiver sobre 1.000.000 não existe variação % mas em valor. Assim, usa-se a formula da tributação dos chamados lucros inesperados para inglês ver e fazer parecer que se preocupam com os pobrezinhos para poder continuar a lucrar com a crise que provocaram.
NOTA: Se for buscar informação sobre o Klaus Schwab no WEF (Fórum Mundial Económico) e do soro fisiológico (George Soros) perceberá a importância da guerra na Ucrânia para que uns tipos possam sobreviver depois que Putin lhes cortou as ambições na Rússia e Ucrânia e também o Xi na China.
Sobre as falências e ou nacionalizações.
Tem de perguntar à der Leyen como são feitos os negócios de aprovação e encomenda de vacinas em que participa a Biontech, que é alemã, e a Pfizer.
Mas também tem de perguntar às administrações americanas e europeias como faziam os negócios na era de Yeltsin na Rússia e também na Ucrânia com os oligarcas que eles mesmos criavam. Até que Putin cortou-lhes a renda.
Mas também tem de perguntar porque se fizeram intervenções na banca com a massa que os contribuintes ainda estão a pagar por todo o mundo.
Precisa ainda olhar para o mercado imobiliário português em que basta reter stocks de habitação para o preço disparar, e não há habitação em falta mas especulação. E escutar ainda as patacoadas dizendo que o mercado imobiliário está com preços abaixo da média europeia sem referirem que Portugal não alcança a média europeia nos padrões de vida e salariais. Mas vendem-se casas e escritórios a estrangeiros esquecendo a realidade nacional. Sem esquecer o crime que foi e é a lei das tendas, ditas rendas.
Por ultimo, conheço muitas empresas falidas que foram adquiridas e nacionalizadas e que dão lucro.
Já agora, se tiver paciência para continuar com a formação que lhe proporciono, convido-o a dispor de 24 minutos para perceber o que está a ocorrer com o negócio das armas enviadas para a Ucrânia. his-video-today-arming-ukraine-i-wonder-w hy-answer-too-many-we.html
Nota prévia: a investigação publicada pela CBS refere que 70% do armamento enviado não alcança o alvo de destino. Parece que isto causou incómodo em certas hostes e a CBS retirou o vídeo de seu website e do canal youtube.
Porém há sempre pessoas que são ecológicas e pretendem preservar o ambiente de mentiras e propagandas, e aqui está a reportagem completa:
https://rumble.com/v1f9aj3-cbs-removed-t
A redacçãozinha está engraçada, os esquerdistas são uns malandros, os capitalistas são uns anjinhos, enfim a linguagem normal de qualquer direitinha.
É pena é que a ilustre análise não entre em linha de conta com dois pontos essenciais.
1°- As grandes empresas têm a capacidade de manipular os mercados.
2°- A introdução de Futuros e Derivados.
Só mesmo por cegueira política é que não se reconhece que o cidadão comum não tem qualquer hipótese de contestação.
O dizia o senhor Zé Augusto:
Afinal votou-se a favor das sanções ao gás dos russos e agora estamos a ter inflacção devido à crise energética da falta do gás russo.
Temos aqui a habitual ignorância deste senhor Carlos Sousa em todo o seu magnífico esplendor, só de lê-lo já se “ganhou” o dia.
Empresas da dimensão das portuguesas com capacidade para manipular mercados?
“Futuros e derivados” como garantia nesta altura do mercado mundial?
Leu isso nalgum sítio e veio aqui despejá-lo sem saber nada do que fala.
E depois vem com politiquice barata de direitinha e esquerdinha como se neste momento
e nestas matérias as ditas divergissem alguma coisa.
É que “só mesmo por cegueira política”!
Se existem cartéis o mercado está a partida manipulado.
Até em Portugal os grandes grupos da distribuição actuam em cartel e no entanto continuam a operar pagam umas multas mas contínua tudo na mesmo e quem diz a distribuição, diz a Banca, as telecomunicações, as seguradores os hospitais privados. O cidadão comum elege representantes que é suposto fazerem leis e fornecerem meios para serem aplicadas, ora se isso não acontece para que serve a democracia, a representatividade .
“As discussões têm revelado o equívoco, mas não esclarecido o problema; já nem mesmo se sabe o que há-de entender-se por democracia.”
Um conselho, deixe esses temas para o balio, ele tem mais traquejo a inventar teorias da teta para defender as suas lavouradas.
“Já eu sou de direita e tenho aquela víscera bastante gélida, o que todavia não tem apenas inconvenientes, dado que não a utilizo para pensar.”
Se o diz, quem somos nós para contrariar?