Convidado: JOSÉ MEDEIROS FERREIRA


Pedro Correia,

 

Compradores de dívidas

 

Não sei quem é que decide comprar produtos financeiros em Timor. Pelos vistos é o seu presidente Ramos Horta que estará a matutar em fazê-lo em relação aos títulos da dívida portuguesa. Pois acho que faz muito bem. A compra de títulos do tesouro da República Portuguesa é actualmente, um dos melhores negócios que a banca internacional pode fazer graças às taxas de juro cartelizadas com a ajuda das agências privadas de rating e de alemães recém libertados do jugo da economia colectivista. Historicamente Portugal é um seguro pagador de dívidas há pelo menos cem anos. Porque não havia a República de Timor Lorasae de entrar na dança?

 

José Medeiros Ferreira

7 comentários em “Convidado: JOSÉ MEDEIROS FERREIRA”

  1. Eu chamar-lhe-ia “títulos da fazenda” em vez de “títulos do tesouro”. Só para não parecer um eufemismo, claro. (Estou a brincar.)
    A solidariedade de Timor fica bem e justifica-se. Parabéns, porque também fica bem dizê-lo.

  2. Independentemente de ser um bom negócio, na perspectiva do credor que sabe que irá receber a um juro razoável, creio que é de toda a justiça salientar a atitude de Timor-Leste.
    Já anteriormente, após as torrentes de lama que destruíram vastas zonas da Madeira, pese embora aquilo que Alberto João Jardim várias vezes afirmou sobre a ajuda a Timor e a outros Palop , os timorenses se tinham mostrado generosos, fazendo um donativo substancial para as vitimas dessa tragédia.
    Os timorenses sabem distinguir as coisas. Mais do que o lucro puro e simples também sabem ser generosos. E a ingratidão não faz parte do seu léxico.

  3. “(…) Pois acho que faz muito bem. (…)

    Caro Medeiros Ferreira

    Sempre nutri por si e pelo seu pensamento político uma grande consideração e estima. Visito diariamente o seu blogue.
    Permita discordar da atitude tomada por José Ramos Horta.
    Em primeiro lugar, ocupa o cargo de Presidente da República e o seu estatuto não engloba, à semelhança de Portugal, qualquer pronunciamento sobre decisões que apenas incumbem ao Governo.
    Ramos Horta fez mal em tomar esta atitude perante altos dignatários dos PALOP e da China, deixando a ideia (já manifestada por alguns dos presentes no Forum Macau) de que Portugal é um “desgraçadinho” a necessitar de várias bengalas.
    Ramos Horta fez mal em comprometer o primeiro-ministro José Sócrates deixando a mensagem de que Timor-Leste poderia ser um dos “salvadores” de Portugal, indirectamente “salvador” do actual Governo.
    Não podemos esquecer que os portugueses continuam a despender milhões de euros anualmente para a reconstrução e estabilidade de Timor-Leste, sem contrapartidas e sem juros.
    Ramos Horta fez mal porque não se pode anunciar ao mundo que se tem os cofres cheios, quando os países doadores ainda participam no enchimento dos mesmos cofres.
    Ramos Horta fez mal porque a legislação sobre as percentagens a retirar do Fundo do Petróleo do novel país asiático, ainda não foi alterada, o que cabe ao Conselho de Ministros.
    Ramos Horta fez mal porque o seu povo tem necessariamente de ficar surpreendido com tal anúncio, em face da sua situação sócio-económica ser de extrema pobreza. Penso que qualquer dinheiro a ser investido terá de ser primordialmente no bem-estar do povo timorense. As mesmas gentes que desde o dia da Independência continuam a ouvir as mesmas promessas de melhores dias. Recordo que a electricidade, saneamento básico e fornecimento de água está a um nível idêntico ao dos países do Terceiro Mundo.

    Ramos Horta fez bem num aspecto: marcou o terreno político para as próximas eleições e enviou um recado importante para o interior do Governo, no sentido de que os gastos com as quantias astronómicas oriundas do Fundo do Petróleo têm de incluir também Portugal. Não esqueçamos que o pai de Ramos Horta era português e que a sua cultura está intimamente ligada à portuguesa.

    Com os mais respeitosos cumprimentos

    1. Obrigado pela hospitalidade e pelos comentários dos leitores do Delito de Opinião.Quanto às reflexões do Severino de certa maneira são as minhas.

    1. Absolutamente de acordo com a resposta que o jornalista João Severino dá a Medeiros Ferreira.
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      Ramos Horta, com sua oferta de comprar dívida a Portugal ofendeu-me a mim e a milhões de outros, portugueses.
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      Salta-me à vista que Ramos Horta continua a julgar-se o dono de Timor-leste e usa território a seu belo prazer, ao ponto de oferecer receitas de “royalties” vindas de concessões, a empresas petrolíferes quando estes montantes, devem ser encaminhadas para outros fins, o da melhoria dos timorenses de que Ramos Horta é presidente da república.
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      Como já o escrevi em outras opiniões o PR Horta, em Macau, procurou (como bom actor de circo que é) um “show off” para impressionar e procurar facturar algo de algum lado, futuramente, lhe venha.
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      São conhecidas as aberrações, de antes e depois da independência de Timor-leste, de Ramos Horta a Portugal. Quando Portugal lhe dava dinheiro para as suas campanhas de promoção pessoal e hospedado em hotéis de 5 estrelas, como um “nababo”( a dar entrevistas à imprensa sempre, impecavelmente, de laço ao pescoço) a sua nau seguia empurrada por bom vento, mas quando ventos contrários batiam nas velas e a faziam navegar para outro porto, lá estava, Ramos Horta, a mandar as suas “bocas” da maledicência a respeito de Portugal e de seu país, porque possuía (creio que ainda tem) o bilhete de identidade e o passaporte.
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      Era, igual, a um menino birrento que bate o pé quando os pais não lhe dão uns rebuçados.
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      Nunca cheguei a entender Ramos Horta, que o conheço, desde 1994 e de quando, um Zé qualquer, a procurar defender o povo de Timor que hoje, entendo que se estava para as “malvas” para a independência do território mas para a sua promoção pessoal e económica.
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      Ramos Horta, sempre haja sido, um “show man” e as “babuseiras” que proferiu, em Macau, perante a Comunicação Social, bem melhor teriam sido outras (por exemplo) que o Governo de Timor iria construir, hospitais, clinícas pelos pontos mais remotos da ilha; eliminar a “praga” de uma raça de sapos, que proliferem e “danosos”, por todo o território do que ajudar a menimizar a dívida portuguesa; expedir com a “mochila” às costas as forças estrangeiras que se encontram a salvar a “pele” a si e a paz em Timor e se deixasse, de em Macau, mandar bocas provocatórias que ofendeu, com dois olhos de ver, os portugueses.
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      Eu penso que as aberrações a Portugal, de Ramos Horta, continuam e espera, a altura própria, para a provocação e a de Macau foi uma das várias.
      Teria muito mais aqui apontar ao “vaidoso” e ´showman´ Ramos Horta, ficará para outra ocasião, porque há mais marés que marinheiros.
      José Martins

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