
Estou, mãe? Diz. A tua neta quer falar contigo. Tem uma aventura para te contar. Ah sim? Deve ser uma grande aventura, pois se saiu daqui faz pouco tempo, mas que venha de lá a aventura. Estou, avó? Então neta, conta lá as tuas façanhas. Não é azenhas, avó, é mesmo uma peripécia. Não consigo deixar de sorrir quando ela joga estes ases vocabulares. Estou à espera, podes começar. Então… conheces aquele parque ao pé da minha casa, aquele que tem muitos espaços com água? Conheço. Então, hoje fomos até lá para distrair o mano e sentámo-nos na beira da água. A água estava morninha e eu disse à minha mãe que me apetecia mesmo dar um mergulho. Então comecei a borrifar o meu pai e cheguei mais para dentro para alcançar mais água. Silêncio. E então? Então, não sei como, splash! Caí dentro de água! Com a minha roupa e os meus sapatos e tudo. Não acredito! É verdade, avó. Tive que voltar para casa embrulhada naquele cobertor branco com um ursinho que costuma estar por baixo, no carro do mano. Que maluquice, neta! Isso é que foi uma aventura, mas só prova que foste pouco cuidadosa e que tens que ter mais atenção durante as brincadeiras. Estás enganada, avó. Prova é que os nossos desejos se podem realizar!
Pois é… será que ver o copo meio vazio é sinal de maturidade ou apenas pessimismo?
Foto de Paulo Oliveira retirada do Google

Que os sonhos dela se concretizem sempre!
Desejos simples como este, estã sempre ao alcance de um “mergulho de cabeça” , Maribel, mas creio que este foi de embate lateral.

Boa semana
Embate lateral, cabeçal ou barrigal interessa é que o espírito de aventura se afirme e sempre em forte progressão.
Que vivam as crianças, já que nós, adultos, chamar-se viver ao que este vale de lágrimas nos proporciona é falácia maior do que o Varandas prometer o campeonato ao Sporting…nesta década.
Deus a proteja e guarde. A ela, neta, que pelos grandes se não formos nós a guardarmos-nos bem f… isso! fritos estamos.
Nos meus piores momentos, nos mais revoltados e desesperados, consola-me a ideia que só temos aquilo que merecemos. O fruto das nossas escolhas nem sempre ou muito raramente mesmo, é o mais apetitoso e frequentemente se revela podre e até envenenado. Sendo as crianças o nosso futuro, temos que rever as nossas propensões em boa vitalidade e punjança , para que as próprias possam vir a ter um futuro a que possam chamar seu, Cunhado.
Obrigada e beijinho.
Sempre actual e pedagógico!
Miguel Nunes
Obrigada, Miguel ( desta vez ficou bem escrito!!
)
Boa semana
Boa semana para si também
Obrigado!
Miguel Nunes