Naturalmente, ofereço-me desde já como testemunha do Filipe. Há pessoas absolutamente incapazes de compreender o que é a liberdade de expressão. É preciso lembrar-lhes continuamente o óbvio. Pois aqui vai:
1. Todos têm o direito de exprimir e divulgar livremente o seu pensamento pela palavra, pela imagem ou por qualquer outro meio, bem como o direito de informar, de se informar e de ser informados, sem impedimentos nem discriminações.
2. O exercício destes direitos não pode ser impedido ou limitado por qualquer tipo ou forma de censura.
Constituição da República Portuguesa, artigo 37.º

Sou contra todas as formas de censura. Subscrevo integralmente o apoio que aqui demonstras em relação ao Filipe. Também não gosto de demagogia, de cavalos de Tróia e de preguiça intelectual, mas isso é outra história.
Bom dia Pedro.
Bom dia, Carlos. Censura, não, obrigado.
Diga-me já onde é que assino Pedro. Não conheço o Filipe nem de fotografia, Mas habituei -me a ler-lo com respeito e a reflectir no que diz. Não é qualquer um que contra o seu próprio posicionamento político-partidário escreve isto:
MFL foi à Madeira. Disse que na ilha não há asfixia democrática, mas que no continente há.
Compreendo que vá à Madeira e compreendo que elogie a obra de Jardim: uma coisa não é proibida e a outra não é mentira ( Jardim está lá há 30 anos).
Outro osso é ir dizer o que disse: é uma declaração miserável. Bem sei que os votantes potenciais do PSD se estão nas tintas, bem sei que no grande desenho isto fará pouca diferença, bem sei que os petimetres oficiais ficarão calados como ratões. Sei, no entanto, que é uma declaração miserável e isso basta-me.
O Filipe é um dos autores da blogosfera que mais respeito, Ariel. Até porque poucos sabem conviver tão bem com quem pensa de maneira diferente como ele. A pessoa que quer processá-lo nem sabe bem o que isso é.
Obrigado, Pedro, mas nem sequer houve um problema de liberdade de expressão: eu deixei-o insultar-me à vontade no meu próprio blogue.
Este Portugal profundo, democrático e directo, é que não gosta de críticas. Azar.
Bem vi, Filipe. Há certas pessoas que pensam que a liberdade de expressão só existe para elas. Para os outros, defendem a lei da rolha.
É tão verdadeiro quanto estranho que seja necessário andar sempre a lembrar o direito à liberdade de expressão. Uma ironia inexplicável.
Não é assim tão inexplicável. O direito ao ‘delito’ de liberdade de expressão, hoje como ontem, está ameaçado, em causa. Pelo menos é o que diz quem fala em «asfixia», e, a acreditar nisso, estas palavras seriam rasuradas, o “delito” não existiria e apesar de estarmos vivos, viveríamos em meados do séc. XX, não na época em que de facto vivemos.
Não o creio e desde já afirmo que é importante reflectimos sobre o assunto. De forma séria. De forma cabal, está a liberdade de expressão em causa ou não passa isso duma bandeira, que empunhamos quando dá jeito?
Bom dia João, vou bulir, por vezes é necessário, há deus e vontade individual e haja vontade nessa intenção, quanto ao resto, haja mar salgado e haja mar doce e haja mar que se faça rio e parafraseando o poeta que este não morra à beira da praia, que não se esgote num inútil desabafo que a poucos interessa.
Pouco importa, na verdade, parece-me que dificilmente isso será importante, que interessa mesmo saber se o mar é doce, ou morto ou salgado?
Nada, a malta vai vivendo disto, mais sound byte, menos sound byte, para a frente é que é Lisboa, o mundo não nos chega, precisamos de nos expressar, de falar sobre liberdade de expressão, limitando-a, encurtando-a, à medida que sobre ela discorremos.
Bom, de facto, vou trabalhar, que o meu mal é não me expressar livremente. Maldita língua, maldita palavra. Maldito ‘delito’.
Em alternativa, se acabar por não ir trabalhar, tenha um dia livre. Repito: livre. E repito porque já tenho ouvido dizer, a quem precisa de um dia sem trabalhar, esta frase: «Vou tirar um dia.» Tirar um dia? A quem? Um dia não se tira, porque todos os dias não são de mais. Um dia sem trabalho é um dia livre. Mas livre mesmo. Livre.
Livre, alguma vez fomos livres? Eu, tenho de ir trabalhar, pelos vistos ainda não fui, mas tenho, e tenho medo, tenho medo de que a minha patroa discorde, tentarei, no entanto, recorrendo às palavras, à língua, à boca (porque não) convencê-la do oposto.
Eu hoje, João, estou livre, livre porque tenho de trabalhar, por fim, tenho de trabalhar, não é treta, é trabalho sério, bulimento de respeito, de sabedoria e de ponderação. Olhe, estou a trabalhar acerca do TGV, já viu a ironia? Mais uma vez, meu caro, bom dia, boa tarde, todos trabalhamos, só asssim podemos almejar ser livres mesmo não o sendo, cada palavra minha é uma condenação da liberdade, embora, quase sempre, ser livre, ao lado do mundo, seja o meu mais acarinhado desejo. Ora veja, nem mais, aí está um paradoxo para reflectir.
Tal como o linguajar consagra a aparente, mas intencional, confusão entre o continente e o conteúdo, também ela existe entre o objectivo e o percurso´.
Tal como no caso da perfeição, também a liberdade é o objectivo nunca concretizado, utópico. Mas a ‘nossa’ liberdade é a definição do caminho, do percurso: é-se livre apenas porque vamos em direcção a ela e podemos sempre aproximar-nos mais.
O problema é que ainda não o vi bulir a não ser aqui. Hehe…
Ah, isso é porque o João ainda não leu o ensaio que ando a corrigir versando as vantagens da criação duma rede ferroviária de grande velocidade, fica para quando estiver pronto, como vê pelo tempo que media entre a sua questão e a minha resposta, há trabalho, lá isso há 😉
Cá estarei, então, para ver. Mas peço-lhe que não se esqueça de ver o meu modesto ‘post’ sobre as desvantagens, para ganharmos tempo útil.
Pedro:
Diz-me onde poderemos ser testemunhas do Filipe, que costumo ler com interesse, posso discordar por vezes, mas isso é outra coisa e é importante que assim seja.
Conta comigo Pedro.
Um aparte agora. Toda aquela gente que em Janeiro/Fevereiro deste ano o João Severino e eu denunciámos, pois é, são todos candidatos à Junta, enfim não há vergonha.
O Filipe já sabe que poderá contar connosco, Carlos. Quanto ao outro assunto, como é óbvio, não me surpreende minimamente.
Constituição da Republica Portuguesa
“1. Todos têm o direito de exprimir e divulgar livremente o seu pensamento pela palavra, pela imagem ou por qualquer outro meio, bem como o direito de informar, de se informar e de ser informados, sem impedimentos nem discriminações.
2. O exercício destes direitos não pode ser impedido ou limitado por qualquer tipo ou forma de censura.”
é facil de concluir que a Constituição da Republica Portuguesa, foi claramente violada na questão da TVI, no entanto, como qualquer Republica das Bananas, nada se passa…
Nada? A ERC não está em cima do assunto? Julguei que estava.
É verdade: senti a sua falta nas caixas de comentários sobre a visitinha à Madeira. Não é por nada, não. Era apenas para nos ajudar a interpretar…
Pedro Correia e João Carvalho, o que acharam do artigo de Mario Crespo soobre a gravidade do que aconteceu na TVI ?
Não li. É obrigatório ler?
se quiser responder à minha pergunta, é ! no entanto, não deixa de ser estranho que um artigo sobre um tema actual que lhe é bastante caro ( julgo eu…) e escrito por uma pessoa com credibilidade no jornalismo português e que é seu colega de profissão !
Tric, uma pergunta de cada vez: o que achou da visitinha à Madeira?
A censura dizem que tinha acabado há muitos anos, pelos vistos continua por aí á solta e só mentes tacanhas é que ainda não deram por isso…
Não compreendo como ainda podem existir pessoas a favor da censura e principalmente que não percebam o que significa liberdade de expressão.
Não há liberdades condicionadas nesta área, Ana. Ou há não há.
Também assino.
:))
Subscrevo o comentário de FNV. Ele deixou-o estender-se à vontade e dar azo à sua verborreia. Só que o homem é pouco dado a estas coisas de liberdade de expressão, quando ela colide com os seus propósitos. Uma tristeza!