Contra a estupidez


Pedro Correia,

                                          

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Setenta e dois por cento dos portugueses defendem que as vacinas anti-Covid sejam obrigatórias e compulsivas. Assim revela uma sondagem credível, elaborada pela Universidade Católica.

Vejo estes números, confirmando que os nossos compatriotas aplaudem a contínua compressão e supressão de direitos constitucionais, enquanto me questiono se já terá sido descoberta alguma vacina contra a estupidez.

100 comentários em “Contra a estupidez”

  1. Mesmo que descubram a vacina contra a estupidez já não vale a pena aplicar.
    Com 72% de infectados a malta já atingiu a estupidez de grupo.

          1. Exactamente, Pedro. Eu sou pró-vacinação e tenho as duas vacinas porque escolhi fazê-las. Assim como escolhi há tempos atrás, vacinar as minhas filhas. Agora, segundo parece , a vacinação infantil foi declarada obrigatória pelo tribunal europeu. 🙄🙄
            Percebo a situação actual como a excepção e não a regra, mas tem alturas em que as imposições , as limitações e as regras estúpidas deixam qualquer um aturdido.
            Principalmente quando se despejam imbecilidades em catadupa.

          2. Isso mesmo, Dulce. É patético ver gente que nunca pensou exigir que a vacina contra a gripe fosse declarada obrigatória ter agora posição totalmente diferente nestas vacinas anti-Covid que ficaram prontas em apenas nove meses, sujeitas a muito menos testes laboratoriais e apressadas para cumprir critérios políticos.

            É legítima a crítica a estas vacinas, parte da qual vem da própria comunidade científica. No fundo todos temos sido cobaias humanas destes laboratórios.
            Aceitar numa base voluntária é uma coisa, torná-la compulsiva é outra. Inadmissível.

          3. “A. A prescrição e o diagnóstico são actos médicos, da exclusiva responsabilidade de um médico, inscrito na Ordem dos Médicos (Regulamento n.º 698/2019, de 5.9).
            Assim, a prescrição (…) é matéria que não pode ser realizada por Lei, Resolução, Decreto, Regulamento ou qualquer outra via normativa, por se tratarem de actos que o nosso ordenamento jurídico reserva à competência exclusiva de um médico, sendo certo que este, no aconselhamento do seu doente, deverá sempre tentar obter o seu consentimento esclarecido (nº1 do artº 6º da Declaração Universal sobre Bioética e Direitos Humanos).”
            (excerto de Acórdão do Tribunal da Relação de Lisboa)

            E agora em “amaricano” porque literatura científica em português só no jornal da paróquia.
            “We then review both components of and the intended biological response to these vaccines, including production of the spike protein itself, and their potential relationship to a wide range of both acute and long-term induced pathologies, such as blood disorders, neurodegenerative diseases and autoimmune diseases. Among these potential induced pathologies, we discuss the relevance of prion-protein-related amino acid sequences within the spike protein. We also present a brief review of studies supporting the potential for spike protein “shedding”, transmission of the protein from a vaccinated to an unvaccinated person, resulting in symptoms induced in the latter.”

            E para que não restem dúvidas sobre esta última possibilidade:
            “Pfizer’s own documents admit covid vaccines will shed infectious particles to others: ‘Coronavirus vaccine shedding can occur through inhalation or skin contact’. Pfizer’s own internal report (page 69, link below) warns health care workers about being exposed to people who have been vaccinated — which is rather ironic considering most health care workers are required to be vaccinated themselves.
            https://cdn.pfizer.com/pfizercom/2020-11/C4591001_Clinical_Protocol_Nov2020.pdf “

          4. As vacinas contra o tétano, hepatite B e poliomielite, a que esse acórdão se refere – tal como as vacinas contra o sarampo, rubéola et al – são administradas no interesse das crianças, dado que visam protegê-las de doenças que as afectam. Ora, a doença Covid-19, estatisticamente, não afecta crianças, salvo aquelas com co-morbilidades pré-existentes. Ou seja, a vacina não é administrada no interesse destas, mas nos dos adultos, ou, se quisermos ser cínicos, “da sociedade” – expondo as crianças aos efeitos secundários (conhecidos e desconhecidos) das vacinas sem que elas tirem daí qualquer vantagem para a sua saúde. Ora, isto, eticamente, faz toda a diferença. Todavia, nas sociedades ocidentais, que, por força da evolução demográfica, passaram a a ser orientadas pelos interesses dos gerontes (é só ver a “jurisprudência da crise” do nosso TC) e estes, com a idade (tal como eu) começam a ver mal ao perto, claramente é uma diferença que, apesar de colossal, não conseguem ver.

      1. Acaba por ser uma decorrência normal de dois anos do discurso do Governo e dos noticiários como os da SIC (não é que seja caso único, mas serve de exemplo) culpabilizantes da população irresponsável.

        Quando se ultrapassar a ideia de quem não defende a obrigatoriedade não é negacionista nem criminoso e que ponderados os prós e contras da toma, pode optar pela toma (e até aconselhá-la) sem se achar no direito de coagir os outros a seguir o exemplo.

        E

        Fizer perceber que os regimes autoritários não nasceram da imagem de facínoras de bigode a ordenar a morte de milhões (mais tarde reveladas) mas das boas intenções de empolgadas criaturas que pretendiam defender a população de grandes males. E que as ditas boas intenções são óptimos pretextos para mexer na legislação e moldá-la à vontade dos déspotas.

        Poderá ser tarde demais. Como de costume.

        (naturalmente, não estou a dizer que as vacinas matam.)

  2. Em Portugal não há já atualmente vacinas que são obrigatórias? Creio que sim.
    Se já há vacinas que são obrigatórias, não vejo porque deva ser considerado estúpido pensar que a vacina contra a covid-19 também o deva ser.

      1. Não, quê? Não há vacinas que são obrigatórias? Eu penso que há. A inscrição na escola é obrigatória para as crianças e, para elas se inscreverem, têm que apresentar o boletim de vacinas comprovando que foram vacinadas (contra algumas doenças), pelo que, na prática, a vacinação é obrigatória.

          1. Há vacinas obrigatórias em Portugal. Pelo menos para as crianças. Se não são vacinadas não se conseguem inscrever na escola, e se não se inscrevem na escola os pais são chateados pelas autoridades. Logo, as vacinas são de facto obrigatórias.
            Para os adultos acredito que não haja vacinas obrigatórias.

          2. Você está profundamente equivocado, como tantas vezes acontece. E insiste em repetir o erro, como também é seu costume.

            Em Portugal, nenhuma criança é vacinada contra a vontade expressa dos pais. O contrário disto é prática de estados totalitários.

            Nenhuma escola pode negar matrícula dum aluno no ensino oficial obrigatório. O contrário disto seria um grave atentado ao direito constitucional à educação – um dos direitos msis elevados na hierarquia constitucional- e lesaria o princípio da escolaridade obrigatória.

          3. O balio não se importa de ser fascista se o fascismo vier do PS. Os comunistas e os bloquistas também não se importam de ser fascistas se o fascismo vier de Cuba ou até mesmo do largo do Rato. É eterno o problema da esquerda: cegos pela moral da correcção histórica não conseguirão ultrapassar nunca a ideia de que nem toda a gente quer comer da mesma gamela — e é por isso que têm de ser destruídos a cada volta de Plutão em torno do Sol.

          4. Ignorante me confesso: fiquei hoje a saber que as vacinas ja nao sao obrigatorias. 🤦🏽‍♀️
            AL

  3. Não me parece que o problema seja a “estupidez”, mas a falta de civismo. Vi essa sondagem (no canal 2, onde o apresentador lambe as botas do PS com um pouco menos de denodo do que esse pascácio da foto) e 83% de pessoas pretendem tomar a vacina. Do que resulta que, desses 83%, só 13% respeitam a vontade daqueles que não querem tomar a vacina – o que não é um problema de “estupidez”, mas de falta de consciência cívica. Dito isto, acho igualmente falta de consciência cívica que pessoas que trabalham em lares de idosos recusem tomar a vacina, como consta terá sucedido em lares que registaram surtos (https://www.dn.pt/sociedade/lares-exigem-ao-estado-que-defina-regras-para-funcionarios-que-nao-querem-ser-vacinados-13864544.html). Por muito que eu respeite a liberdade de determinação das pessoas, não se pode querer sol na eira e chuva no nabal.

    1. O problema de fundo tem a ver com a relação entre os portugueses e as liberdades individuais. Segundo revelou um estudo recente do Instituto de Ciências Sociais, 2/3 dos portugueses estão disponíveis para prescindir das liberdades a troco de qualquer acréscimo de segurança, nomeadamente sanitária.
      Isto, para mim, é tanto ou mais preocupante do que a pandemia.

      1. Tendo em conta o que os governos Sócrates e Costa deram e tiraram aos portugueses (e a que portugueses deram e tiraram), diria que o grosso dos eleitores do PS já trocou a democracia material pela “segurança” há algum tempo. Na última sondagem Aximage, constata-se que o PS, nos votantes entre os 35 e 64 anos está pouco à frente do PSD, sendo que, nos maiores de 64, tem uma vantagem de 25 pontos! E que no Norte e no Grande Porto o PS está atrás do PSD, enquanto no resto do país, a vantagem anda à volta dos 20%. Ora, quem já virou as costas à democracia material, apenas para manter o seu prato de lentilhas, não terá problemas em virá-las à democracia formal – basta que vá havendo lentilhas.

        1. Exacto. No Norte depende-se sobretudo da actividade dos privados. Em Lisboa e arredores a precentegem de eleitores que depende directa ou indirectamente do Estado explica esses resultados e os cuidados que Rui Rio tem em não antagonizar os eleitores funcionários do Estado e o seu respectivo actual, momentaneamente, chefe. Isto pode acabar bem mal e há bem conhecidos exemplos
          .

      2. “estão disponíveis para prescindir das liberdades ”
        Não percebo. Para mim a primeira condição para gozar de liberdade é estar vivo e a segunda é estar de boa saúde. Morto não sou livre. Acamado também me parece que não. As restrições que tem havido não são restrições á liberdade.
        É claro que não posso fazer tudo: é proibido conduzir pela esquerda, não me permitem dormir em hotéis de luxo, tenho de pôr cinto de segurança ao conduzir, e capacete se andar de mota. Tanta restrição, até tenho de me conter quando o sexo me impele com grande força para uma parceira que não quer.
        Depois de morto …. Constituição para que te quero? Para ser livre tenho de preservar a vida. E procurar que os outros não ma destruam.
        São opiniões …. e há muitas e variadas. Por mim convivo bem com a maior parte delas. Chego ao ponto de aceitar que alguém não se queira vacinar … desde que não seja meu médico ou enfermeiro. Se o for que se arrede ou …. que se vacine. Viva a vida e viva a saúde. Ou será que nos Cemitérios todos são livres? Confesso que nunca assisti a disputas nessas paragens. Será verdade que A. Costa se quer aproveitar do COVID para impor a sua ditadura? Nunca se sabe.

        1. Acabei por não perceber qual é a sua posição. É favorável à instituição de vacinas obrigatórias? E quais? E em nome de quê? Voltamos à política sanitária do salazarismo?
          Então se a vacina contra o sarampo e a vacina do colo do útero não são obrigatórias por que há-de ser a vacina anti-covid? Para favorecer ainda mais os mega-laboratórios? E a AstraZeneca, por exemplo, que tanta polémica já causou na comunidade cientifica, deve tornar-se obrigatória? E porque não a Sputnik russa?
          E a vacina antigripe não deve ser decretada obrigatória, até porque a gripe continua a matar mais que o covid?

        2. Não se preocupe, João, pois qualquer médico ou enfermeiro, sabendo que você está vacinado, tomarão as medidas necessárias para que eventualmente não os contamine. Você perdeu uma boa oportunidade para reflectir, antes de ter escrito. Espero que mantenha a distância e os procedimentos de higiene para não contaminar ninguém. É isto que garante a segurança sua e dos demais; e não esse pedaço de rna mensageiro que lhe administraram.

          1. “e não esse pedaço de rna mensageiro que lhe administraram.” Eu quero aplaudir! As medidas anti-democráticas do Governo ainda não proibiram a asneira. Nem vão proibir, espero.

          2. Basta olhar para a estupidez dos 72% referidos para que eu possa afirmar que ao menos nisso o João acerta. Como proibir a estupidez quando esta também emana dos ditos governantes, filhos da estupidez?

      3. Será conveniente recordar a histeria securitária que grassou no final da Primavera/início de Verão de 2020, com meios-discursos governamentais, alusões na administração pública, cabeçalhos na imprensa e afã popular, pedindo ou referindo medidas cada vez mais intrusivas (controlos de deslocação, vigilância electrónica e militar, etc). Isto que se vem sedimentando, a subalternização das liberdades individuiais e colectivas em nome de um “bem comum”, já então se escarrapachava sem que houvesse discursos políticos inibindo essa deriva. E será também necessário recordar o “diga o que disser a constituição” que Costa proferiu logo em finais de Abril de 2020.

        1. “E será também necessário recordar o “diga o que disser a constituição” que Costa proferiu logo em finais de Abril de 2020.”
          Essa frase foi manifestamente infeliz. Saiu-lhe como a mim (e a todos) já me tem saído muita asneira. Espanta-me que no ambiente que se vive hoje essa frase não tenha sido empolada e explorada. Os populistas estavam distraídos.
          Continuo convencido de que as suspeitas de que A. Costa anda a preparar-se para ser ditador são ridículas e anedóticas. Embora convenham a uma oposição que não tem ideias. Só que assim a oposição e os que não gramam A. Costa não vão longe.
          É claro que poderei estar enganado. E quando A. Costa instituir a Censura e proibir os outros Partidos …. já não poderei reclamar. Então darei a mão á palmatória e estarei tramado. Até lá vou-me rindo da demagogia inane.

          1. Comentador João, não me parece que do meu comentário anterior se possa retirar que Costa se prepara para ser ditador. O comentário é breve e elenca – de memória – alguns dos ditos que corriam na altura e que continuaram com mais ou menos o mesmo teor, que implicam a desvalorização das liberdades individuais e o apelo a um aumento do controlo estatal. Isso não é afirmar uma proto-ditadura, mas a desvalorização generalizada de princípios básicos da vida democrática (e que sempre foram causa da esquerda democrática, em particular da social-democracia/socialismo). Se me permite cito-me, retirando de um texto longo que escrevi em Maio de 2020 sobre a tal frase a que aludi e que – ao que me parece – justifica que V. me chame populista e propagandista de um Costa ditador: “Mais até do que uma utopia, todo este processo denota uma histeria sanitária, dispondo a população a julgamentos morais sobre actos dos cidadãos e, acima de tudo, do Estado, tendente a isentá-los do crivo de uma crítica ponderada e da análise dos seus fundamentos legais, se necessário. Afirmando a indiscutibilidade das opiniões, algo consagrado na expressão do primeiro-ministro Costa quando afirmou que “Confinamento “é para manter diga o que disser a Constituição”. Tratou-se, evidentemente, de uma mera força de expressão, coloquial, à qual não se pode apontar qualquer vontade anticonstitucional ou deslealdade ao regime. Mas é essa naturalização, este “acima da lei” se necessário, que demonstra o vigor da ideologia sanitária que se quer indiscutida, blindada à dúvida e à crítica. E à contestação democrática.” (na p. 15 deste texto https://www.academia.edu/43115402/_P_ra_melhor_est%C3%A1_bem_est%C3%A1_bem_p_ra_pior_j%C3%A1_basta_assim_o_capit%C3%A3o_MacWhirr_e_o_Covid_19) E é, grosso modo, isto que vem acontecendo.

  4. Basta pensar nas doenças que foram erradicadas ou suprimidas ao ponto da sua inofensividade por via da vacinação em massa, para constatar que óbvia e felizmente os estúpidos se encontram nos restantes 28%.

    1. As vacinas do passado demoraram longos anos a ser analisadas, experimentadas e testadas. Ao contrário destas turbovacinas, que bateram todos os recordes de velocidade: decorreram apenas nove meses entre os primeiros ensaios e a sua comercialização à escala mundial.
      É não só legítimo como defensável que muita gente coloque reservas a isto sem ser apodada de egoísta, negacionista e até assassina, como se a democracia em que pensávamos viver fosse afinal um totalitarismo sanitário.

    2. 0s 72% de estúpidos esquecem que essas doenças que dizem ter sido erradicadas foram por via da contaminação natural, da imunização natural e não da vacinação. Se você soubesse que são as mães a principal fonte de vacinação, na concepção e no aleitamento, dos seus filhos ficaria mais informado sobre vacinas.
      As vacinas podem ser eficazes em alguns casos, mas não determinam que todos os vacinados ficam imunes pelas vacinas. Estão imunes porque têm caparro para vencer tudo isso. Como explica os casos em que pessoas com 85 anos e mais venceram a covid sem vacina?

  5. Eu sou pela vacina obrigatória, acho que o mal dos portugueses é terem pouca obrigatoriedade. O obrigatório é um princípio de disciplina que devia ser incutido em todos nós. O homem só aprende quando está prematuramente obrigatório com as respectivas obrigatoriedades.

    Marta

  6. Isto tem um nome: MEDO
    Gente vacinada, a caminhar, a correr ou a pedalar ao ar livre de máscara nas ventas é o que se vê por aí. O medo está colado no cérebro luso, nesse aspecto Salazar ainda não morreu.
    Humberto Silva

    1. Salazar morreu há mais de meio século, nada tem a ver com isto.
      Há uma predisposição dos portugueses para viverem em regimes autoritários, sob a bota dum Estado “forte”, protector e paternal.

      O salazarismo foi regra, não excepção, na história de Portugal. Como as opiniões dominantes nestes dias pandémicos cada vez mais comprovam, até nesta caixa de comentários.

      1. Não é por acaso que bastou um militar tomar conta da vacinação,para estarmos entre os primeiros a ter mais doses de vacinas inoculadas. Anda nos sítios e põe os “baldas” na ordem. Atrasos, cafés a toda a hora,conversa etc,etc. 👋👋👋

    2. Diz que agora é obrigatório. Quando saio levo uma máscara, nao vá aparecer a Autoridade.
      Curioso, os finlandeses sao obedientes, e são felizes. E dizem-se livres.
      O português por norma nao gosta de regras e normas. Segue-as por medo ou coacção.

    1. A Susana não tem filhos? Penso que tem. Não foi obrigada a vaciná-los? Penso que foi (caso contrário, não poderia tê-los matriculado na escola). Logo, a Susana foi forçada a vacinar os seus filhos. Se algumas vacinas são obrigatórias, pelo menos para as crianças, não vejo porque é que outras vacinas não o hão de ser também.

      1. Balio, há que não confundir as coisas. Há uns dias ouvi um programa na rádio Observador sobre este tema. Dizia o bastonário da ordem dos médicos que não há vacinas obrigatórias. Simplesmente não há compulsividade nem coimas a quem recusar as vacinas. Não se pode administrar uma vacina de forma compulsiva, o que se pode é retirar alguns direitos aos não vacinados (e só com votação no parlamento).
        1- As vacinas infantis não são obrigatórias. São necessárias para frequentar o sistema de ensino. Mas se eu quiser optar por ensino domiciliário posso não vacinar os meus filhos.
        2- As crianças são vacinadas com vacinas amplamente testadas e contra doenças que podem ser mortais para elas.
        3- A Vacina da gripe não é obrigatória para toda a população, apesar da quantidade de mortes anuais associadas ao virus Influenza, uma virose altamente contagiosa. É apenas aconselhada aos que poderão vir a desenvolver doença grave.
        4- Esta ideia de vacinar as pessoas para proteger terceiros é muito bizarra. É uma ideia própria de uma população medrosa e de uma classe governante envelhecida. Obviamente que através da imunidade de grupo a vacinação protege aqueles que não podem ou não querem ser inoculados. Mas isso é diferente de vacinar uns para proteger outros. Sendo muitíssimo discutível no caso da administração uma vacina que não foi plenamente testada às crianças, que não sofrem de doença grave.

      2. Peço desculpa, mas li os comentários entretanto disponíveis e parece-me o Pedro Correia tem razão. Como a escolaridade é obrigatória as escolas (públicas pelo menos) não poderão recusar a inscrição a uma criança por ela não estar vacinada. Já um espaço desportivo poderá.

      3. Declaração Universal de Bioética e Direitos Humanos, que só consigo encontrar em “amaricano”:

        “Article 6 – Consent
        1. Any preventive, diagnostic and therapeutic medical intervention is only to be carried out with the prior, free and informed consent of the person concerned, based on adequate information. The consent should, where appropriate, be express and may be withdrawn by the person concerned at any time and for any reason without disadvantage or prejudice. “

          1. A integridade moral e física das pessoas é inviolável.

            Exceto quando se trate da circuncisão.

  7. A vacinação obrigatória sempre foi motivo de discórdia. O meu corpo, a minha escolha, defendem alguns. Cada vez mais (o sarampo reapareceu em forcana França) aderem. A vacinação erradicou um número de doenças que boa parte nem sabe o que são. Talvez nos tenhamos tornado preguiçosos e negligentes, e é difícil nao fazer analogia com a democracia, o único regime que muitos de nós experimentaram.
    Quanto à da covid, demasiado cedo para ter certezas.

    1. A vacinação erradicou um número de doenças

      Pois, mas o problema é que já está demonstrado que a vacinação não poderá acabar com a covid-19. Porque
      (1) o sars-cov-2 pode refugiar-se noutros animais que não os humanos, pelo que, mesmo que nenhum humano fique doente, o vírus não deixará de existir;
      (2) já está mais que visto que pessoas vacinadas podem mesmo assim contrair o vírus, ficar doentes e, presumivelmente, contaminar outros.

      1. (1) Inteiramente verdade e isso acontece com outros vírus; não esquecer também fenómenos de latência sem necessidade de reservatórios zoonóticos.
        (2) Inteiramente verdade e não é presumivelmente, podem mesmo contaminar outros.
        (3) Segundo relatório oficial do governo inglês, relativamente à variante delta a taxa de mortalidade dos vacinados é seis vezes maior do que a taxa de mortalidade dos não vacinados.
        (4) “Pfizer’s own documents admit covid vaccines will shed infectious particles to others: ‘Coronavirus vaccine shedding can occur through inhalation or skin contact’. Pfizer’s own internal report (page 69, link below) warns health care workers about being exposed to people who have been vaccinated — which is rather ironic considering most health care workers are required to be vaccinated themselves.
        https://cdn.pfizer.com/pfizercom/2020-11/C4591001_Clinical_Protocol_Nov2020.pdf “
        (5) As vacinas podem provocar, ainda não se sabe bem, “(…) wide range of both acute and long-term induced pathologies, such as blood disorders, neurodegenerative diseases and autoimmune diseases. Among these potential induced pathologies, we discuss the relevance of prion-protein-related amino acid sequences within the spike protein.”
        (6) Há vários vírus endémicos, nomeadamente coronavírus, assim como bactérias, não é uma situação nova – só de pneumonia bacteriana até 2019 morriam anualmente cerca de 6500 pessoas em Portugal.
        (7) “In people <70 years, [COVID-19] infection fatality rates ranged from 0.00% to 0.31% with crude and corrected medians of 0.05%.”
        (8) Decorrido tempo suficiente a probabilidade de sobrevivência tende para zero, independentemente da causa de morte.

    2. Não por acaso, 86% dos portugueses consideram justificadas as restrições às liberdades individuais a pretexto da pandemia, segundo um estudo muito recente da Fundação Francisco Manuel dos Santos.

      Todos os regimes autoritários começam com este caldo de cultura, seja qual for o pretexto, sanitário ou outro. O aplauso à redução das liberdades é sempre o primeiro passo.

      1. Já tivemos algo semelhante aquando do 11/09. Liberdade vs segurança.
        Sao fenómenos extremos (raros eram os ditos ocidentais que experimentaram terrorismo) que mexem com a psique.
        Agora querem alargar o internamento compulsivo?

        1. Infelizmente parece que PS e PSD preparam-se para mexer na Constituição para alargar situações de internamento compulsivo à revelia do estado de emergência – algo hoje só permitido em doenças do foro mental.
          Outra coisa inaceitável. Sempre com a liberdade a recuar em nome de uma ilusória segurança.
          Cada vez reconheço menos este PS, que foi outrora o partido das liberdades.

          1. E lepra.
            Casos de tuberculose já foram a tribunal, há quem defenda internamento compulsivo.

          2. Artigo 27.º da Constituição da República Portuguesa, n.º 2:
            «Ninguém pode ser total ou parcialmente privado da liberdade, a não ser em consequência de sentença judicial condenatória pela prática de acto punido por lei com pena de prisão ou de aplicação judicial de medida de segurança.»

            N.º 3 do mesmo artigo:
            «Exceptua-se deste princípio a privação da liberdade, pelo tempo e nas condições que a lei determinar, nos casos seguintes:
            (…) h) Internamento de portador de anomalia psíquica em estabelecimento terapêutico adequado, decretado ou confirmado por autoridade judicial competente.»

          3. A matéria que consta da alínea h, nos termos precisos que a Constituição consagra, é excepção à regra do não-internamento compulsivo. Mesmo assim exige decisão judicial prévia.
            PS e PSD, ao que consta, pretendem alargar o âmbito destes internamentos, agora para portadores de anomalia física. O que potencia a criação de guetos sanitários e – porque não dizê-lo? – campos de concentração, a pretexto do combate a pandemias.

          4. https://dre.pt/pesquisa/-/search/430446/details/normal?l=1

            Porém, já quanto à lepra, o Dec.Lei nº 547/76 prevê o internamento compulsivo determinado pelo juiz a requerimento do Mº Pº ou da autoridade de saúde, pelo tempo necessário à resolução da situação, diploma que, publicado já na vigência da Constituição da República, inculca que o legislador acolheu um conceito de medida de segurança, no âmbito do artº 27º da Constituição, que abrange as medidas de polícia sanitária em casos de perigo para a saúde pública, independentemente da prática de qualquer infracção criminal por parte da pessoa a ser sujeita à medida a aplicar pelo tribunal;

          5. Era o que faltava. Nem o tribunal comum – muito menos o Ministério Público ou a autoridade sanitária – podem sobrepor-se ao texto constitucional que deixa bem clara a única situação em que é permitido o internamento compulsivo por ordem judicial.
            Vou repetir: «Internamento de portador de anomalia psíquica em estabelecimento terapêutico adequado, decretado ou confirmado por autoridade judicial competente.»

            Mais inaceitável ainda se decorrer por mero cumprimento da Lei de Bases da Saude, fora da moldura legal do estado de sítio ou estado de emergência.

            É esta, de resto, a opinião do constitucionalista Vital Moreira, que passo a transcrever:
            «A Constituição define explicitamente os casos em que pode haver internamento compulsivo [no art. 27º da Constituição]. Há muito que defendo uma alteração constitucional para permitir o internamento compulsivo em caso de doenças infecto-contagiosas, com as devidas garantias, incluindo autorização ou confirmação judicial, em caso de recusa. Mas essa alteração não foi feita.»
            https://causa-nossa.blogspot.com/search?q=internamento+compulsivo

  8. Nunca li em lado nenhum pessoas revoltadas com
    os enormes benefícios do laboratório da vacina Pfizer
    quando este lançou o Viagra nem tão-pouco preocupados
    em servirem de cobaias.
    Existirá alguma razão racional para este facto ?
    Afastei-me novamente do tema. ( talvez os anónimos deste espaço me possam
    esclarecer ) .

    1. Quando o Viagra for de toma obrigatória vou erguer-me contra a medida. Medida grande, bem acima da média.

    2. “os enormes benefícios do laboratório da vacina Pfizer “

      Li há poucos dias nas noticias do sapo que as norueguesas se queixavam desta vacina porque fazia crescer as mamas .

        1. Quais neuronios?
          As norueguesas são mulheres problemáticas, nem de bkini gostam de andar, veja-se as raparigas do andebol.

          1. Tenho a melhor das opiniões e das memórias de cidadãs norueguesas. Quanto ao célebre Viagra quero referir que o seu uso por jovens saudáveis, que é comum, deveria ser combatido. E que a sua utilização por nós-outros, já algo fenecidos, deve ser acompanhado por recomendação médica – não vá o Diabo tecê-las, como vai acontecendo. E lembrar que toda esta gigantesca publicidade a Pfizer obscurece um pouco que há outros grandes amigos do homem que são menos agressivos aos ritmos do organismo (não, não estou a falar do “amor”).

    3. Se os efeitos secundários da vacina da covid fossem iguais aos efeitos do Viagra, deixava de haver mortes por covid e passava a haver nascimentos por covid.

  9. “A. A prescrição e o diagnóstico são actos médicos, da exclusiva responsabilidade de um médico, inscrito na Ordem dos Médicos (Regulamento n.º 698/2019, de 5.9).
    Assim, a prescrição (…) é matéria que não pode ser realizada por Lei, Resolução, Decreto, Regulamento ou qualquer outra via normativa, por se tratarem de actos que o nosso ordenamento jurídico reserva à competência exclusiva de um médico, sendo certo que este, no aconselhamento do seu doente, deverá sempre tentar obter o seu consentimento esclarecido (nº1 do artº 6º da Declaração Universal sobre Bioética e Direitos Humanos).”
    (excerto de Acórdão do Tribunal da Relação de Lisboa)

    As designadas vacinas – que para todos os efeitos jurídicos não o são, descrevendo-as as patentes como terapia genética – não foram aprovadas nem pela FDA nem pela AEM, tendo apenas recebido autorizações para uso de emergência e de comercialização condicional. Nas páginas da FDA, da AEM e dos próprios fabricantes essa informação é explícita.

    Desconhecem-se potenciais efeitos de médio e longo prazo, continuando os ensaios clínicos até 2023. Por bem menos efeitos adversos já registados (conforme EUDRA e VAERS) uma vacina contra a gripe de 2009 foi suspensa.

    A redução de risco dos inoculados contrairem a doença relativamente aos não inoculados ronda apenas 1%. No ensaio clínico da Pfizer houve 162 infectados entre 20000 não inoculados contra 8 infectados entre 20000 inoculados (números aproximados). Portanto é só fazer as contas: (162:20000)-(8:20000)=0,77%.

    A inoculação não impede que se contraia a infecção e por isso não impede que os inoculados propaguem a doença. Segundo relatório oficial do governo inglês relativamente à variante delta, a taxa de mortalidade dos inoculados é seis vezes maior do que a taxa de mortalidade dos não inoculados. Em Portugal continuamos sem ter os números.

    Sabem os 72% da sondagem destas coisas? Não me parece, com um QI médio de 95 é bem provável que não saibam de nenhuma. Venha a vacina contra estupidez.

  10. Desculpe por ir em Inglês, mas tem mais impacto que uma tradução “à Portuguesa”
    FEAR – quote from Nazi Hermann Goering while he testified before the International Military Tribunal at Nuremberg in 1946.
    The quote read: “It was very easy, it has nothing to do with Nazism, it has something to do with human nature.
    The only thing that needs to be done to enslave people is to get them into a state of FEAR.
    If you manage to find a way to SCARE people, you can make them do what you want.”

    1. Maquiavel escrevia algo semelhante, não sei se no Príncipe. Aquele que conseguir instilar o medo às pessoas acaba por controlar as suas almas.

      Outra afirmação interessante é esta de Peter Daszak, que parece um roteiro para o que se passa actualmente:
      “We need to increase public understanding of the need for medical counter measures such as a pan-coronavirus vaccine. A key driver is the media and economics would follow the hype. We need to use that hype to our advantage to get to the real issues. Investors would respond if they see profit at the end of the process.” (Peter Daszak, The National Academies Press, Feb. 12, 2016)
      Peter Daszak é Presidente da EcoHealth Alliance, uma instituição que canalizava investimento americano do NIAID para pesquisas de “ganho de função”, nomeadamente em coronavírus, que não podem ser feitas nos EUA. Um dos destinatários desse investimento era o Instituto de Virologia Wuhan. Como o Mundo é pequeno…

  11. Sabe que, a pretexto de que seria difícil de explicar (!), o Governo de Portugal rejeitou o critério complementar mas essencial da aceleração ou desaceleração da doença COVID e, por isso mesmo, tem vindo a convinar concelhos inteiros em que o problema dos contágios está, manifestamente, resolvido?
    Desenvolvo o tema e proponho duas abordagens alternativas, com quadros demonstrativos, em https://mosaicosemportugues.blogspot.com/2021/07/castigos-inuteis-da-covid.html.
    Convido-o a visitar.

    1. Visitei e li na íntegra. A razão está do seu lado. Mas aquilo que escreve, apesar da cabal demonstração de veracidade, não é publicado nos jornais nem aparece nos noticiários. Como tal não existe para o vulgar cidadão. O que sabemos desde o “grande mestre” da manipulação de massas JG é que uma mentira repetida cem vezes na televisão passa a ser verdade e que quem controla a informação controla o pensamento das massas. Sabemos (eu pelo menos menos sei) também aquilo que o TNI (Trusted News Initiative) tem vindo a fazer em matéria de censura informativa em todos os domínios – eles decidem o que é verdade de momento. Sugiro-lhe que escreva sobre isso. Acho que é um tema fundamental para se perceber porque razão as notícias são todas iguais e porque quem escrevia há meses atrás sobre a possível origem não natural do SARS-COV-2 era imediatamente censurado no FB, no TT e no YT, tendo sido apagadas milhares de contas dessas plataformas em consequência. Actualmente, invocando os mesmos argumentos, já os “donos da verdade” TNI e associados permitem que se possa colocar essa hipótese. É um mundo f#&%do.

      1. Obrigado pela sua resposta.
        Por certas coisas aparecerem pouco e serem rapidamente apagadas é que resolvi começar a escrevê-las eu, anonimamente, no “Mosaicos”.
        A comunicação é, de facto, fundamental, e, como “pela boca morre o peixe”, penso que o grande trambolhão dos poderes instituídos começará por aí.
        Se quiser gastar algum tempo a ler-me sobre o assunto, poderá interessar-lhe a reflexão algo extensa que, sem querer ser exaustivo, em https://mosaicosemportugues.blogspot.com/2021/07/deficedesoberania.html faço sobre a comunicação governamental no primeiro semestre de 2021.

  12. O problema, sempre esse, é que deixámos perder o básico por troca pelo que parecem pequenas conquistas. Hoje perdemos tempo imenso a discutir a questão particularíssima das vacinas para a Covid-19 sem termos as bases filosóficas – é isso mesmo, filosóficas – que nos permitiriam chegar a conclusões ou pelo menos a consensos.
    Decidir se o Estado pode, para proteger a maioria, obrigar uma minoria a submeter-se é, antes do mais, saber o que se quer, admite ou propões para o papel do Estado.
    Devo já esclarecer que sou pessimista.
    Queria que a Democracia – seguido mais ou menos Burke – fosse a decisão das maiorias com respeito pelas minorias. Mas cada vez vejo menos disso.
    É evidente função do Estado democrático a protecção dos mais frágeis mas é necessária uma cultura que não existe – em termos gerais – para fixar os limites até onde onde o Estado pode ser imperativo mesmo nessa indiscutível função de protecção dos indefesos. No caso das vacinas de crianças, a discussão é estéril sem antes se definir a fronteira entre o Estado e a família. Sem entrar nessa discussão, esclareço que no meu pensamento há que distinguir entre o que leva à morte – excepto em excepcionais circunstâncias que não podem relevar – como a recusa de uma transfusão de sangue, e o que apenas cria um risco possível, como a vacinação.
    Mas eu estruturo o meu pensamento no direito absoluto e inalienável à vida, na família como base da sociedade e no Estado como supletivo excepto nas funções tradicionais, defesa e ordem pública, administração da justiça e representação externa.
    Sei bem que as minhas ideias, baseadas em Jerusalém, Atenas e Roma, são hoje minoritárias mas, sem que outras ou outra axiomática que seja aceite, a discussão de casos especiais é apenas ruído e não pode ser outra coisa que não a demagogia já definida e prevista por Aristóteles.
    Para demonstrar o meu pessimismo, apenas um exemplo.
    Fui e sou totalmente contra a obrigatoriedade do uso dos cintos de segurança. Trata-se de questão de princípio, de questão neurológica(?) (o cinto, a sensação de pressão, incomoda-me e enerva-me) e de questão práctica (vivo no campo e faço 400m ou 1km de terra batida até chegar ao alcatrão e, assim, teria de aspirar e limpar o interior do carros antes de usar um fato e uma camisa branca) .
    Ora o Estado tem não só o direito mas o dever de fiscalizar se o meu carro tem os travões afinados e a suspensão, etc., em ordem. Trata-se da protecção de terceiros. Mas não devia ter o direito de me impor uma coisa que me incomoda e enerva e, nesse sentido, até pode ser causa de erro de condução e que apenas pode me prejudicar a mim e não a outros. Quando muito, admitindo que em caso de acidente possam ser utilizados meios públicos (ambulâncias, internamento hospitalar, autópsia) podia obrigar-me a um seguro específico que cobrisse com razoabilidade os custos previsíveis do agravamento por falta de cinto num acidente.
    No entanto,em todo o mundo que conheço, vingou a obrigatoriedade, incluindo nos EUA em que a discussão foi acesa, foi até à câmara dos representantes com argumentos de que em várias circunstâncias o cinto era prejudicial – maxime quando bloqueava e impedia a fuga da viatura em risco de incêndio – mas de nada serviu. Foi retirado aos indivíduos o direito de escolher o risco que preferiam ou de correr o risco, segurando o interesse público.
    Como disse, foi um exemplo. Há muitos outros e a tendência, como a vejo, é mesmo para o totalitarismo.

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