Contos ínfimos (5)


Ana Vidal,

LIÇÃO DE GRAMÁTICA

Zap, zap, a mão estalou na cara do rapaz.
– Então? Qual é o antónimo de paz?
E o rapaz, numa súbita inspiração:
– É… é zap!

10 comentários em “Contos ínfimos (5)”

  1. Ó Ana, este conto fez-me lembrar a minha professora primária Maria Delfina (de horrível memória, valha a verdade!!!).
    Só porque dávamos erros no ditado brindava-nos com um “ramalhete” de reguadas.
    E não havia paz nem zap que nos safasse!

  2. Gosto muito desta modalidade literária, o microconto.
    Acabo de escrever um, com tonalidades políticas. Deixo-o aqui, em rigorosa estreia mundial:
    …………………………..
    «Olha, lá vai ele. Tinhas razão: está irreconhecível.»
    «Podes crer. Nunca mais foi o mesmo desde que perdeu, no mesmo dia, a cedilha e o til.»
    «Pobre Louçã…»

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