REDES
A carta dizia apenas: “Vem. A vida é um arame sem rede”. Ela sorriu e foi, porque sabia que a rede é um arame sem vida.
REDES
A carta dizia apenas: “Vem. A vida é um arame sem rede”. Ela sorriu e foi, porque sabia que a rede é um arame sem vida.
(aquecendo as mãos no hot whiskey matinal, mirando as cabeças de cravinho a flutuar no copo e aproveitando os vapores para desentupir as vias)
Cara Ana, permita-me discordar, ela não deveria ter ido, a rede é o que permite levar a vida no arame sem grandes preparações, em se sabendo que há rede arrisca-se mais e o salto é mais ousado. Sem rede, a vida fica mais tensa, muito mais programada, com guião.
acendendo um cigarro e ficando a pensar nas vezes em que a rede me salvou)
Caro Fábio, discordamos mesmo. A ousadia e o risco, sabendo que há rede, não são propriamente uma coisa nem outra, pois não? Cheira-me a batota…
Além disso, quantas vezes uma rede prende mais do que ampara?
(muitas, digo eu, pensando em como o cognome de “lendário” combina mal com alguém que nunca dispensa redes de segurança… 😉
Muito bom 🙂
Ando a adorar estes contos ínfimos.
Obrigada, Cristina. 🙂
Ainda existem mulheres com sentido de observação…
Só não sei o que fêz sorrir… a não ser que estivesse a antecipar as brincadeiras que iriam desenrolar-se na rede…
Não havia rede, Bartolomeu. Só imaginação. 🙂