Contos ínfimos (13)


Ana Vidal,

LIVE AND LET

 

Com o tempo, as bravatas foram dando lugar à acalmia. Praticante de muitos anos de um live and let die que aplicava a torto e a direito e lhe trouxera muitos dissabores, foi passando placidamente ao live and let live e por fim, já pacificado e feliz no conforto do seu promontório, rendeu-se ao leave and let live. Até que chegou a hora do seu próprio die and let live.

6 comentários em “Contos ínfimos (13)”

    1. O círculo é sempre perfeito, Teresa. Nós é que nem sempre gostamos dessa perfeição e fazemos tudo para acrescentar-lhe uns ângulos da nossa lavra.
      A perfeição é monótona… 🙂

        1. Digo que concordo contigo, claro. Sem esquinas não há surpresas, e quanto a isso estou inteiramente com a Sophia:

          Pudesse eu não ter laços nem limites
          ó vida de mil faces transbordantes
          para poder responder aos teus convites
          suspensos na surpresa dos instantes!

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *