Vão ser leiloadas obras de arte no Centro LGBT, que faz 13 anos e que a ILGA qualifica como «um espaço cultural e comunitário para as pessoas lésbicas, gays, bissexuais e transgénero e para a sociedade em geral», referindo-o como «o único em Portugal com estas características». Trata-se de uma confusão qualquer. Há montes de espaços culturais e comunitários por aí fora. Nem todos para “lésbicas, gays, bissexuais e transgénero e para a sociedade em geral”, é certo, mas quase todos para “a sociedade em geral”, que é muito mais simples e igualmente abrangente.
O leilão, que é no sábado, «visa angariar fundos para as obras de requalificação do Centro LGBT de forma a dar continuidade às suas actividades». Pelo-sim-pelo-não e embora seja incerto que tais actividades tenham lugar no próprio sábado, é melhor não levar lá menores que pode gerar-se alguma confusão.
Sobre as obras em causa, a ILGA divulga um naipe de autores, «entre outras e outros artistas». Deve ser outra confusão. A expressão “outras e outros” não discrimina apenas os géneros, mas também deixa de fora quem estiver a meio de um transcaminho. Na nossa língua, a forma “outros” é indiferenciada e inclusiva, porque diz tudo. Depois queixem-se de discriminação.

Pergunto-me se, a bem da inclusão, não deveria existir também um ILGO.
Esqueceu-se de referir a redundância “pessoas” antes dos qualificativos de ordem sexual… não fossemos nós, talvez, pensar que a exposição seria para formigas ou, quem sabe, girassois…