Os conteúdos programáticos da cadeira de Etologia e Antropossociobiologia da licenciatura em Ciência Política e Relações Internacionais da Universidade Lusófona são os seguintes: 1. A importância da etologia e da sociobiologia no quadro da ciência política; 2. A evolução das espécies; 2.1 Teorias explicativas da origem da vida; 2.2 O debate criacionismo v. geração espontânea e a sua (ir)relevância; 2.3 Ambiente e evolução; 2.4 Evolução e seus mecanismos; 2.5 Reprodução sexuada e assexuada; 2.6 O gene egoísta; 3. Evolução do comportamento social; 3.1 Determinantes ecológicos do comportamento social; 3.2 Territorialidade e poder nas sociedades de primatas; 4. Altruísmo e cooperação; 4.1 Selecção de parentesco; 4.2 Reciprocidade altruísta; 4.3 Os mecanismos do sacrifício; 5. Evolução dos hominídeos; 5.1 Etapas e caracterização dos vários elos da cadeia evolutiva; 6. Inteligência e linguagem; 7. Ética e evolução; 8. Evolução biológica e teorização em ciência política.
Por seu lado, os objectivos da cadeira são a “aquisição, por parte dos alunos, de conhecimentos básicos de biologia, genética e evolução, assim como do comportamento social dos primatas superiores, a fim de permitir uma maior compreensão da importância dos instintos no comportamento social da espécie humana, tudo numa óptica de ciência política”.
De acordo com o Público, uma das 32 equivalências obtidas por Miguel Relvas diz respeito a esta cadeira. Ao que parece, e indo de encontro às minhas piores expectativas, foi atribuída tendo em conta o exercício de funções privadas, empresariais e de intervenção social e cultural. Estas terão sido: Consultor da Sociedade Barrocas, Sarmento e Neves, SA; Consultor do Grupo SGS – Societé Générale de Surveillance; Consultor da ROOF; Administrador da Prointec; Vice-presidente e membro do Conselho Geral do Instituto Progresso e Social-democracia Francisco Sá Carneiro; Director da revista “Templários-Turismo”; Frequência de ensino superior, nas licenciaturas em Direito na Universidade Livre de Lisboa e em Relações Internacionais na Universidade Lusíada de Lisboa.
Como se vê, tudo funções que promovem um amplo e profundo conhecimento do comportamento social dos primatas superiores. Um dia, quando pararmos de rir, talvez nos possamos dedicar a reconstruir o país.

Dizes bem, quando pararmos de rir. Esta história é tão estapafúrdia que consegue ultrapassar o Inglês Técnico do outro. Carnaval é quando um homem quiser.
Eu simplesmente me pergunto a razão pela qual a classe dos jornalistas não tem por hábito fazer informação de verdadeiro serviço público na altur das campanhas eleitorais. Toda esta história ( e outras que certamente haverão) deveriam ter sido investigadas e publicitadas na altura da campanha do PPD/PSD- é a questão do “CARÀCTER” que eu acho primordial para se escolherem os nossos governantes. Smplesmente, há uns tempos a esta parte tem-se provocado a erosão desse elemento ( carácter) com o argumento bacoco e cabotino de que não imorta o carácter das pessoas ( ele rouba,é aldrabão, mas faz e isso é que vale). Basta ver o mundo do futebol…
Eu fico tristíssima ao dar conta de que há uns anos a esta parte sou governada ( a minha vida é determinada) por autênticos Chicos-espertos que têm tido a desfaçatez de fazer o país à sua imagem e semelhança . E eu não consigo escapar.
Ou não dá jeito ou não se dão ao trabalho, não lhe sei responder mas pelo que se vê não é de descoberta difícil. O carácter só não importante para alguns, é fundamental no perfil de um líder e desejável em todos, mas com particular importância em quem tem os desígnios do país nas mãos. O que me espanta é que não se tenham protegido e calado a boca em relação a Sócrates. Ter equivalência de 32 cadeiras pelo currículo é tão mau como se ter licenciado ao Domingo. Estou-me nas tintas para a legalidade, é óbvio que este processo carece de ética para sem simpática.
Ganhar a confiança no exterior não passa só por cumprirmos o que a troika manda, passa por sermos sérios e honestos. Noutro país, alguns dos nossos governantes já se tinham demitido. Na Alemanha o Presidente demitiu-se por trapaças e por ter pressionado a imprensa. O povo exigiu isso dele, os eleitores, os cidadãos. Aqui nunca acontece nada a menos que roube um champô num supermercado.
Tudo isto é inenarrável (do género de rir para não chorar), mas tenho de concordar com a cblue: um jornalismo digno desse nome faria o seu trabalho em tempo oportuno (embora seja certo que na altura da campanha Relvas não era governante, era uma figura de relevo na campanha e, previsivelmente, viria a ser ministro).
E concordo com a Leonor Barros: esta história consegue ultrapassar a do anterior PM. No caso daquele, que se saiba, pelo menos tratava-se tão-só uma cadeira!
Não sou jornalista, Carlos, não sei mesmo responder. Esse argumento pode ser válido. Nessa altura Relvas ainda não fazia parte do governo.
Tenho o maior respeito por quem abdica de muita coisa e com muito sacrifício conclui os estudos, sejam eles quais forem, numa fase mais tardia das suas vidas, mas este não é o caso. Pode ser legal, mas é uma legalidade da treta. Por esta ordem de ideias todos nós teríamos então ‘direito’ a uma qualquer licenciatura. Ninguém no seu perfeito juízo pode aceitar como plausível que alguém porque tem currículo político tenha equivalência a 32 cadeiras do ensino superior. E evidentemente esta situação também não abona nada em favor da Lusófona e não deve ser por acaso que tanto Sócrates como Relvas não tenham conseguido estas proezas em instituições públicas do ensino superior.
Leonor, concordo interiramente. Logo à partida, a maioria dos nossos velhos do mundo rural que trabalharam a/na terra toda uma vida teriam direito a uma qualquer licenciatura em agronomia. Tudo isto apenas prova que, mesmo quando achamos que já batemos no fundo, se pode sempre descer mais um pouco.
Bom fim-de-semana.
Em cheio! 🙂 🙂
Ouvi dizer que o ponto 4.1 dá para fazer se mostrarmos o cartão da Maçonaria. Ti cuida mano.
V. Excias não fazem ideia de quantos “canudos” foram obtidos ad hoc, no celebre PREC..74/5
Seria uma razia… nem todos os jornais juntos alvergariam a lista…
Isto não passa dum bem elaborado assassinato politico.
…
Isso terá sido o famoso caso das “passagens administrativas”. “Ad-hoc” é, ou foi, uma fórmula de admissão no ensino superior para quem não dispusesse das habilitações formais para tanto necessárias e tivesse mais de vinte e três anos.
Não era mero pró-forma, antes obrigando à ultrapassagem de várias provas escritas e orais, quer ao nível nacional quer ao nível da faculdade em que se pretendesse ingressar.
E, vencido tudo isso, havia (há) que ser bem sucedido no curso escolhido. Como qualquer aluno admitido pela via mais usual. Fazendo-o disciplina a disciplina e, na melhor hipótese, na duração prevista conforme o seu plano curricular.
No tempo que foi o meu tempo era assim. Foi um tempo em que uma licenciatura tinha em regra cinco anos (algumas havendo de quatro ou seis). Antes dessa coisa bolonhesa.
Agora, não sei.
Costa
Agora também há acesso para maiores de 23 mas não se chama ad hoc.
assassinato político? genocídio, e a vítima não é o Relvas mas todos nós. é preciso ser.se muito ceguinho, porra.
Nem mais … e convém lembrar que muitos deles fizeram o percurso Lisboa/Bruxelas/Lisboa por muitos e “abonados” anos. Ah, pois!
Nesta questão da licenciatura do Relvas (como na do Sócrates e na de muitos outros) o que está em causa, como acima se diz, é o carácter. E, sobre isso, lendo tudo o que veio a público, quem quiser ser esclarecido, fica esclarecido, mas quem não não quiser ficar, não fica.
Infelizmente, neste País da “cunha” e dos “futebóis”, há muita gente que não quer ser esclarecida.
O que eu gostava de saber é coo alguém com tão pouco currículo consegue logo ser consultor, vice presidente, diretor… Portugal é mesmo um bom país para progredir na escala social. É pena é ser só para alguns.
Siô Relvas
Como falei para oucê, eles vão te matá… tão lhe cozendo em banho de maria…
Eu pidi meu superiô paiinho para lançá reza e cura pâ oucê… dipois de muito suó… ele só tá vendo uma cura pâ sará seu mal:
Aí oucê vai dêclará que é “veado” gay… então oucê vai tê a protessão superiô…a maiô das irmandades que pode protegê oucê… com veado e jornalista mundo mete não…Faz o que te tou aconselhando… oucê cala até o parlamento…
Boa sorte e manda para mim o resultado.
Teu paiinho
Ó Relvas, ó Relvas, badameco à vista.
Rir? A mim não me dá vontade de rir… só me pergunto é que tipo de hominídeos estão a liderar este país… de primatas superiores não me parece que tenham nenhum gene, e obviamente faltaram a todas as aulas sobre ética e evolução…