– Boa tarde. Dê-me um bilhete para o próximo comboio. Quero ir junto à janela, de frente para a linha.
– Já só temos lugares de costas.
– Ah, mas eu enjoo sempre quando vou de costas.
– Lamento, minha senhora, mas só há de costas.
– Ai meu Deus, que sou capaz de vomitar durante a viagem.
(como é difícil entender as mulheres…)

Olha a provocação…
Não é nada!
(É, é.)
É? :))
Para ser sincero, Leonor, é. Mas admito que o problema possa ser meu (e, pelos vistos, do Pedro). Afinal, tenho dificuldade em entender uma data de coisas.
Eu também. Mas concordo que possamos ser mais complicadas do que os homens.
Hum. Ainda bem que concordas. Porque são mesmo.
Talvez vocês sejam menos… hmm elaborados?
Podes dispensar o “hmm”.
Estava a tentar ser simpática e evitar o lacónico ‘Vocês, homens, são mais básicos’.
Mas ainda em relação a este exemplo, o problema da mulher não é ser complicada. Coitado de quem se sentar à sua frente.
E o “talvez”.
Terei ouvido pronunciar a palavra básico?
Terás pois. O vosso mundo é talvez mais linear, está melhor assim?
Hum… Linear soa-me melhor. Não me parece tão básico.
Elementar, meu caro Pedro.
Ó Leonor, convenhamos que o ‘back to basics’ às vezes faz muita falta 🙂
Claro que faz.
É verdade. Todos os homens têm algo de Homer Simpson…
Têm, claro, e não é por isso que não gostamos deles.
jaa, então vá: traduz-nos a história….
😉
Pode ser difícil entender as mulheres (e, se calhar, os homens), mas este caso não me parece grande exemplo, sorry…
Claro que é difícil entender as mulheres, Gi. Pelo menos para um homem. Isto dar-me-ia matéria para uma série de mil posts. A propósito: este diálogo jamais se passaria entre dois homens.
Esta não me parece difícil de entender: enjoa, coitada.
Pois. Esta enjoa para fora. Pior são as que enjoam para dentro. (Eheheh.)
Com que então… uma história complicada sobre a complicação das mulheres? Bom, mas a única conclusão a tirar é a de que a complicação feminina é directamente proporcional à tortuosidade do retrato que eles fazem dela! Resultado: empate absoluto… Ciclo imparável.
Deve ser por isso que é eterno e nem o grande Pitágoras resolveu o teorema MF.
Um dia destes inauguro aqui uma série só com diálogos. Macho-macho, fêmea-fêmea, fêmea-macho ou vice-versa.
Livra-te. Levas logo com o contraditório em cima.
😉
Dois contraditórios! 😉
Fico à espera.
Ó-pá-ó-Pedro, agora não nos podes deixar muito tempo à espera da dita série, que a malta ficou curiosa…
Mal podemos esperar!!!!! Vá lá, Pedro :))))
Não vão esperar muito, meninas. Mas será uma série aberta, quem quiser pode participar.
Vou estar mais atenta a partir de agora e a transportar comigo um caderninho para as eventualidades, mas o ‘problema’ dos homens é que verbalizam pouco, muito menos do que as mulheres.
Ó Leonor, e depois não é só isso: é que nós também não ligamos lá muito ao que eles dizem… 😉
Ahahahahahah
Mas para isso é preciso muita mas muita prática, Laura :)))
A diferença é enorme. As mulheres falam de coisas íntimas mesmo com outras que lhes são estranhas. Os homens, mesmo com os melhores amigos, não entram em intimidades. As conversas entre homens são muito mais superficiais e com temas mais restritos. As mulheres, em regra, são mais faladoras e desvendam-se mais nas conversas.
Por isso é que os homens morrem mais cedo. Se dissessem uns disparates uns com os outros com umas valentes risadas à mistura (ok, eram mulheres então), far-vos-ia muito bem.
Mas às vezes desvenda-se muito quando não se desvenda nada, não achas?
Pois é, Leonor… é que antigamente eles ainda tinham o peso da performance em cima. Mas até isso é bilateral hoje em dia, é tudo fifty-fifty 😉
Bi-lateral??? Qual bi-lateral, Laura… :))))))
ahahahahaahahahahah;))) Com esta engasguei-me mesmo!
Há coisas das quais uma mulher não deve prescindir nunca, Laura. Pagar a conta a meias no restaurante ainda vá… :))))
Indeed… a cada um seus “ossos” no ofício ;)))))
Já estamos a afiar as unhas de gel…
Errado, Pedro. Erraaaaado…
Também me parece… loooool
Certíssimo. Como vos demonstrarei trazendo aqui diálogos que for ouvindo nos mais diversos locais públicos em voz bem alta (infelizmente, acontece cada vez com mais frequência).
Os homens também fazem isso. Infelizmente, como dizes, mas essa é uma outra situação e que não se prende tanto com a condição feminina mas mais com a falta de educação.
Não quis dizer que só as mulheres falam alto, Leonor. Quis dizer que cada vez mais ouvimos inadvertidamente conversas alheias em locais públicos porque as pessoas – mulheres e homens – vão falando em voz cada vez mais alta. É uma marca do nosso tempo.
Concordamos então.
“As mulheres, em regra, são mais faladoras”
O que é que te levou a pensar tal coisa, Pedro? Ah, espera, talvez esta caixa de comentários…