Como combater a exclusão.


vidabreve,

José António Saraiva, ainda jovem e garboso, quando comandava

os destinos do semanário Expresso.

 

 

Aqui, o pobre homem aguarda que o recebam no Centro de Reinserção Social

da sua área de residência.

 

José Antonio Saraiva foi convocado para um tête-à-tête na cave do Centro de Reinserção Social da Cartuxa em companhia de uma pessoa idónea, de preferência adulta. A coordenadora da equipa queria saber o que pensava ele do segredo de justiça, da violação desse segredo, da relação entre os jornalistas e as suas fontes e dos limites da liberdade de imprensa, entre outros assuntos cabeludos.

 

Em causa está o julgamento de vinte jornalistas por violação do segredo de justiça no processo Casa Pia. As aventuras do director do Sol são relatadas aqui, na página 78. O ministro Alberto Martins mantém por enquanto o silêncio fecundo e a pose de estadista.

9 comentários em “Como combater a exclusão.”

    1. Do PSD não sei, porque não frequento tertúlias futebolisticas. O meu post apenas pergunta o que leva um instituto de reinserção social de um país democrático a interrogar os arguidos de um processo sobre violação do segredo de justiça. Mas se calhar isso não tem qualquer importância.

  1. Ena, tantos jornalistas em tribunal. Os blogues que defendem a ‘dignidade do Estado’ e a condenação de jornalistas por ‘violação do segredo de justiça’, enquanto aplaudem o ataque do Governo aos órgãos judiciais no caso Face Oculta, devem estar a festejar.

  2. Coitado do JAS. Um VIP que descobre finalmente o país real. Não se vislumbra é o paradeiro da investigação em jornalismo, então os competentes profissionais do 4º poder ainda não tinham conhecimento desta realidade pela qual passam tantos e tantos portugueses, desses que não têm lugar nas revistas do coração e do ‘social’?

  3. Li o artigo na passada sexta-feira e fiquei entre a incredulidade e o espanto.
    De qualquer modo, não percebo como é que o JAS respondeu à estranha convocatória. Por mim, teria simplesmente confiado a solução do caso ao meu advogado.
    Mas serve de exemplo para outros ingénuos.
    E reflecte, sem margem para dúvidas, o clima de intimidação que o socretinismo está a criar no país (e, especialmente, nos agentes da comunicação social). Não denunciou JAS, aqui há dias, tentativas socretinas para impedir que o seu jornal publicasse determinadas notícias sobre o caso Freeport?
    Felizmente, há quem recuse “habituar-se” a isto.

  4. Luís, a avaliar pela segunda fotografia do teu post, vejo que o “pobre homem” ainda tentou, já em desespero, uma mudança de sexo andes da capitulação final à sopa dos pobres…

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