
A notícia é de 28 de Maio (“curiosa data”, se glosando Mota Amaral): “Divulgar informação sobre grandes devedores ameaça a estabilidade, avisa o Banco de Portugal”, uma veemente defesa dessa verdadeira “evolução na continuidade” feita pelo organismo dirigido por um indivíduo tendente à amnésia. Nesse mesmo dia se soube que o Banco de Portugal “calcula em 23,8 mil milhões de euros os fundos públicos injetados na banca nos últimos 12 anos. Falta recuperar cerca de 80%.“. E ainda no vigoroso 28 de Maio, a GNR sai para a estrada para penhorar os carros aos micro-devedores fiscais.
Entretanto, durante a referida data, imensos portugueses se afadigam celebrando a “vitória da esquerda” e, acima de tudo, “a derrota da direita”, esta um magma neoliberal ao serviço do capitalismo desumano. Outros, e bastantes, dissertam ainda sobre as causas da “abstenção eleitoral”, especulando, implícita ou explicitamente, sobre o quanto esta influenciou a “derrota da (pérfida) direita” e/ou apoucou a “vitória da (bondosa) esquerda”.

Ao menos agora já sabemos como apanhar esses devedores. Faz-se uma operação STOP.
Ao Berardo, coitado, nem lhe podem confiscar o carro: o cavalheiro não tem nenhum. Pelo menos em nome dele.
Questiono-me se este pobre indigente terá acesso, pelo menos, ao rendimento mínimo garantido que o ministro Ferro Rodrigues criou em 1997 a pensar em gente como ele.
Dizem mal do Berardo porque ele foi emigrante, aí em Portugal sempre a dizerem mal de nós, que andamos pelo mundo fora a ganhar a vida, e proporcionar as sempre queridas “remessas de divisas”. Essa é que é …
Seria o mínimo, Pedro…
Uma operação STOP nos aeródromos …
Sobre os milhares de milhões injectados na Banca:
Investigação ao “apagão fiscal” está parada há 19 meses.
Em causa está o inquérito que investiga o “apagão” informático que entre 2011 e 2014 permitiu que quase 10 mil milhões de euros fossem transferidos para offshores sem passar pela Autoridade Tributária.
https://zap.aeiou.pt/investigacao-apaga o-fiscal-parada-19-meses-249981
Quanto ao segredo , dos grandes devedores, justificado pelo Banco de Portugal, lembro que um míudo, aluno da Primária, que receba um apoio social, em virtude dos parcos rendimentos dos pais, tem o seu nome escarrapachado numa vitrine à entrada da Escola. A primeira vez que o vi senti embaraço por julgar ser tal exposição uma humilhação escusada para os pais, mas sobretudo para os míudos.
Tão lestos numas, tão lentos noutras. Num Estado destes até que ponto não é legítimo que o roubemos, que o enganemos? Ser um bom cidadão, neste país, confunde-se com ser um bom otário.
A DECO alerta os proprietários que podem “estar a pagar IMI a mais”. As finanças não utilizam um processo de atualização automática e têm que ser os contribuintes a apresentarem o pedido.
https://www.google.com/amp/s/observ ador.pt/2019/04/17/cuidado-pode-estar-a-p agar-imi-a-mais-alerta-a-deco/amp/
Fisco trava correção que permite aos proprietários pagarem menos impostos.
https://www.google.com/amp/s/www.cmjorn al.pt/economia/amp/fisco-trava-correcao-d o-imi
Maria Lúcia Amaral diz que há situações graves:
https://www.google.com/amp/s/amp.expres so.pt/sociedade/2019-04-24-Provedora-de-J ustica-denuncia-falhas-nos-servicos-de-S eguranca-Social
Quem nunca teve problemas com as finanças que atire a primeira coima. Paulo Macedo deixou montada uma máquina implacável, e muita gente caíu na esparrela do “se todos pagarem impostos, todos pagaremos menos impostos”. Vê-se.
Acontece que sendo as relações com o Estado tão assimétricas, dar um poder imenso ao fisco foi um erro. É claro que logo apareceram os de dedinho em riste, “quem não deve não teme” – e a esses tenho uma palavra a dizer: depende.
As finanças cometem erros, demoram por vezes décadas a admitir legalmente os erros. Às vezes, quando admitem o erro, já destruíram uma vida. Eu não devo, e temo, porque já tive parte do salário penhorado por um erro, e foi num tempo antes da AT ser STASI. Ainda se podia falar com pessoas e emendar o erro, nesse tempo. Macedo deixou tudo tão automatizado que falamos com um muro, ninguém tem culpas, não se pode desfazer, é o “sistema”. Quando recebo notícias da AT fico sempre apreensivo – quem não fica que se acuse.
O que remete para a Justiça. Se o Estado levasse, em tempo útil, uma orelhada valente cada vez que trama um inocente…mas não. Parafraseando o Pedro Vorph, a Justiça existe para proteger o Estado. Como chegámos a isto? Não era suposto haver um Tribunal Constitucional?
Não nos esqueçamos que na “justiça” fiscal se inverte algo de tão sagrado como o ónus da prova. É como escreve: o fisco erra e arruína, por seu erro (e será erro?), vidas. E continua, imperturbável e impune.
Em matéria de estado de direito e enquanto assim for, por mim estamos conversados.
Costa
“Não nos esqueçamos que na “justiça” fiscal se inverte algo de tão sagrado como o ónus da prova”
Excelente comentário, António
Quem quiser comemorar o 28 de Maio pode fazê-lo indo ter com o Salazar.
Pois como pode ler pelas notícias há muita gente a querer seguir esse rumo, caro bloquista.
E se for bloquista? Prefiro votar num partido íntegro e com princípios a votar na direita como os fósseis do Delito de Opinião fazem.
Aqui este fóssil congratula-se que afinal você não seja do BE. E espero que se sinta feliz com a sua opção pelo tal “partido íntegro”. Força nesse rumo. E vá aparecendo, pode ser que aprenda a interpretar textos.
Ó “jpt”, mas quem é que lhe disse que eu não sou do BE? Eu não confirmei nem desmenti isso. Acho o BE, a par com o PAN, um dos poucos partidos dignos em Portugal.
Morrendo?
Desde que continue a votar PS…
A recente operação da AT/GNR, que ocorreu no meio de uma rotunda, pois circular é viver – assim serão feitos os cemitérios do futuro -, provou a tese que sempre defendi: Pobre não é problema, mas solução para a economia.
Estou convencido que o governo de Costa/BE acabarão por contrariar a evidência com mais ortodoxia feminista lgbtísta em seus discursos. Quiçá no futuro o aborto venha a ser penalizado por motivos fiscais.
O que surpreenderia era se o Vento não fosse escumalha machista e homofóbica. A falta de sexo dá nisso.
Anónimo a falta de sexo tem como efeito andar-se a escrever pela internet sem assinar
Não tem melhor argumento, pseudo-anónimo? Isso é conversa para adormecer boi.