Coisas que Vemos por Aí


tralhasdavida,

Não quero ser bota de elástico, mas esta senhora pareceu-me muito infantil quando passou por mim de trotinete. Dei-lhe um piparote e depois fiquei cheia de vontade de lhe afundar os patinhos na banheira.

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0 comentários em “Coisas que Vemos por Aí”

  1. Também me passo com os ciclistas e a sua mania de que podem fazer o que lhes apetece. Além de andarem na mecha sobre os passeios, de circularem fora de mão, em sentido proibido ou, de noite, sem qualquer iluminação ou dispositivo reflector, ainda no fim de semana que passou, por exemplo, depois de eu (e outros) termos estado parados no vermelho e o semáforo ter passado a verde e toda a gente arrancado, um desses idiotas resolveu atravessar-se mesmo à nossa frente. E ninguém chama a atenção dessa maltosa?!

    1. “Os ciclistas”, ou “alguns” ciclistas?
      Eu também me passo com “os automobilistas”, corrijo, com alguns “automobilistas”, estacionam mal, provocam acidentes, matam, morrem, fazem uma barulheira em corridas absurdas durante a noite, poluem, maltratam as mães alheias, andam em contra-mão, excesso de velocidade, quero que eu continue?

      Quer que eu lhe diga mais? Também me passo com “alguns” peões, desconhecem os seus deveres só sabem por alto os direitos, andam pela rua de “phones” nos ouvidos, não querem saber do que se passa à sua volta, andam na passadeira como se fosse uma passadeira vermelha, atiram-se para cima dos carros como se estes tivessem (mesmo que a reduzida velocidade) capacidade de travar instantaneamente só porque o doutor de repente resolveu meter o pé na passadeira, atravessam avenidas a correr, metem-se atrás dos carros quando estes estão a fazer marcha-a-trás. Quer que continue?

      Há aí um odiozinho de estimação à malta das bicicletas, sou peão, ando de bicicleta e sou automobilista só para que saiba e não incumpro em nenhum dos veículos nem em situações, portanto deixe-se de coisas.

      1. Recomendo que faça como o outro que não respeitou o vermelho e passou quando os outros tiveram o verde e vai ver o que lhe faço. Fica passadinho a ferro. Fininho como uma nota de 20 escudos.

        1. É isso que diz quando pisa formigas? Com essa tirada pequenina suponho que assim o seja. Grrrauuu que eu sou mau!

      2. E mais recomendo: circule de noite sem que os outros o possam ver e vai conhecer o pessoal do 112. Se não estiverem de greve…

          1. Deixa de te armar em valente e passa na tua bicicleta como eu te disse. Ficas logo a saber o que é bom para a tosse.

          1. Entre ameaças, mesmo que ridículas, e uma tentativa de menorizar o disparate, penso que é fácil perceber as diferenças. Preferia não o ter feito, preferia alias, que não tivesse havido espaço para que ele se justificasse. Enfim. Atrás do ecrã e do volante os heróis, têm sempre uma paga, a frustração de ninguém os levar a sério, e no outro lado a justiça.

  2. Se vivêssemos na Dinamarca isto era o normal e ecológico. Cá, o carro é rei e a bicicleta e outros os rafeiros. É uma questão de mentalidades.

      1. Mas podíamos seguir os bons exemplos que esses não fazem mal a ninguém, antes pelo contrário, fazem muito bem.

        1. Copiar soluções desadequadas à nossa realidade é um bocado tolo (no caso: 90% do País é montanhas e as cidades têm todas uma topografia desajustada a massificação das bicicletas) mas típico dos subdesenvolvidos — e só mesmo um espírito suburbano imagina que importar bicicletas vai “alterar as mentalidades”. Essa ideia, ela própria, é estúpida. Cada um que faça o que quer e que desabite.

      1. Ai sim?
        Para mim não há nada mais piroso (ou fatela, ou provinciano,ou infantil) do que tentar a todo o custo não o ser ou não o parecer.
        Eu cá sou pirosa ou parola ou infantil ou azeiteira ou fatela sempre que me dá na gana. Quero lá saber. Sim, quero lá saber.

    1. O ponto mais alto de toda a Dinamarca situa-se a 170 metros. Em Lisboa a altitude varia dos 5 metros junto ao rio e os 227 na serra de Monsanto, tudo na mesma cidade. Lisboa tem uma diferença de cotas superior a todo o reino da Dinamarca. A Penha de França está a 110 metros de altura. O aeroporto de Lisboa está a 114 metros de altitude. Andar de bicicleta na Dinamarca é para meninos. Andar de bicicleta em Lisboa é para alpinistas. Os dinamarqueses não aguentavam esta estonteante diferença de altitude da nossa capital. Teriam de usar botijas de oxigénio. Respeito pelos ciclistas de Lisboa. São poucos, mas bons.

      1. Há essas diferenças do solo, mas há-os em Lisboa e quando os há, zomba-se. Também existem bicicletas com motor, é preciso é querer usá-las. Os dinamarqueses aguentavam e com o nível de vida altíssimo que têm, revelam uma humildade que nós estamos a anos luz deles. Carros modestos e poucos, bicicletas por todo o lado e um grande companheirismo e amizade entre eles. Tudo isto se deve aos bons governos que têm. Os próprios governantes usam a bicicleta e não os carros topo de gama e assim, dão o exemplo aos seus cidadãos de como viver em sociedade e proteger o seu país ecologicamente.

      2. Caro xico,
        Vi um estudo algures que mostrava que 70% de Lisboa é relativamente plana, aliás a maioria das pessoa não vivem na Graça, Castelo ou Bairro Alto.
        Pedalei de casa para o trabalho alguns anos em Lisboa, agora faço o mesmo em Copenhaga. Deixe que lhe diga que aqui acaba por ser puxado por causa do vento ser bastante forte, acaba por ser mais exigente do que as subidas.
        O problema está na cultura dominante que demora a mudar. Enquanto for cool andar na cidade dentro de 2 toneladas de ferro a emitir metais pesados numa cidade com níveis de poluição atmosférica acima dos recomendados, e ocupar 10m2 de espaço publico para guardar o carrinho, a cidade está tramada.
        Mas pelos vistos é foleiro andar de trotinete, enfim…
        E também me chateia ver os velhotes em Portugal, que mal se mexem, e aqui ultrapassam-me a pedalar.

        1. Sou a favor dos transportes passivos, mas dizer que 70% de Lisboa é plana é uma enormidade. Basta irmos à feira do livro, colocarmo-nos no passadiço que atravessar o relvado e mirar a cidade. Depois comparem com Paris, Berlim, Copenhaga… Não vivo nem trabalho em Lisboa, mas se tivesse que ir de bicicleta, teriam de me colocar um chuveiro no emprego. O que Lisboa precisa é de um sistema de transportes públicos tão eficaz e eficiente como Berlim, Paris, Copenhaga. Só depois falem dos corredores de bicicletas, mas nunca por nunca se pode comparar com essas cidades exaltando os seus habitantes. Experimentem ir de transportes públicos ou de bicicleta para o parlamento. Enquanto o fazem imaginem como é em Berlim. Depois, e só depois, podem comparar os políticos que vão de carro com os políticos de outros países planos. Se estiver num dia de alergias, é extremamente doloroso para mim subir a pouca distância entre a saída do metro e a casa dos meus filhos. Até andar a pé é complicado, nos bairros históricos, nos Anjos, etc. Da gare do Oriente até Belém, é muito lúdico mas não tem qualquer interesse no binómio residência/emprego. Não é comparando com as cidades planas que resolvemos problemas. Só para terem uma pequena comparação. Um homem de negócios entra num comboio em Paris e sai no centro da City de Londres, à porta da empresa onde vai fazer negócio sem precisar de um único transporte.

      1. :))
        Sou, sou, essa do “Aninhas do Golf” só com vocês.
        Tudo porque o Júlio conhecia uma Aninhas na Praia das Maçãs, que trabalhava num Golf. Penso que era essa a história. Ele chamou-me na brincadeira e o Zé pegou. Enfim! Histórias que nem conhecemos bem o seu início. Bjs.

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