“A medida anunciada ontem contraria as garantias dadas por Passos Coelho em várias ocasiões anteriores. Durante uma visita à Escola Secundária de Forte da Casa, no concelho de Vila Franca de Xira, o presidente do PSD foi abordado por duas estudantes que lhe perguntaram: “Vai tirar os subsídios de férias aos nossos pais?“.”Eu nunca ouvi falar disso no PSD“, respondeu então Pedro Passos Coelho, citado pela Lusa.”Isso é um disparate“, reforçou Passos Coelho, que afirmou até aqui que não agravaria a tributação sobre o rendimento, preferindo subir o IVA (sobre o consumo)” – No i.
Eu sei que, em rigor, só lhe perguntaram sobre os subsídios de férias. Se situação idêntica tivesse acontecido com o antecessor dele, como efectivamente aconteceu, designadamente em matéria de impostos quando questionado sobre isso no Parlamento, os epítetos não faltariam. E agora, como classificar a atitude do senhor primeiro-ministro?
Para já só mudou o estilo: do animal “feroz” passámos ao “simpático”.

Sérgio, um mentiroso é um mentiroso, independentemente da situação do país. Depois do anterior, não estava à espera disto (apesar de alguma desconfiança que já vinha a sentir nos últimos tempos).
Mais do mesmo. Enquanto não houver limites ao poder económico do Estado em tirar ás pessoas assim será.
Não há comparação possível, Sérgio.
Pinóquio II em breve num ecrã perto de si…
Sócrates teve um período de estado de graça de mais de dois anos (durante o qual aumentou o IVA). Passos terá talvez dois meses. Com sorte, três (até à apresentação do orçamento para 2012). Mas é verdade: por enquanto só mudou o estilo.
Sem comparação alguma.
Prefiro um estado real, antecipando qualquer medida que evite a morte anunciada, do que o estado fantástico, com recuperação teórica, que só nos enganou até agora.
Pelos vistos e como calculávamos, enganou-nos até ao último segundo, por isso se torna vital antecipar medidas que geram controvérsia mas evitam o colapso, porque nem sequer ainda devem ter aparecido os buracos todos.
E, perante essas surpresas envenenadas, que até agora tiveram o conluio de todos em todas as áreas, não há como evitar este drama que a todos nos atinge.
Julguem-no apenas no final do ano. Se servirem para nos reerguermos, estamos governados por uns autênticos herois.
Pela primeira vez, confio. Há seriedade.
Mas mais vale dar logo a cara.
Sim, Passos, o visionário, sim a AD, a salvação…